O Grupo Fiscal de Coimbra da Brigada Fiscal da GNR em colaboração com os grupos territoriais da guarda de Coimbra e de Leiria em operação realizada nos dias 25 e 26 de Julho nas localidades de Coimbra e Pombal no âmbito de processos judiciais, apreenderam diverso material falsificado que ascende a cerca de 306.595,00 euros.Este material no qual participaram militares de Caldas da Rainha, constavam armas, munições, 318 gramas de haxixe.
No decurso da apreensão, foram detidos dois indivíduos de nacionalidade portuguesa, por posse de arma de calibre de guerra, logo proibida. Um outro homem foi detido por posse de estupefacientes.
No decorrer da operação foram efectuadas três buscas domiciliárias, nas quais estiveram envolvidos oitenta e cinco militares da GNR.Como resultado da operação foram elaborados três autos de notícia tendo-se procedido apreensão de cerca de 20.000 peças de vestuário e calçado contrafeito de marcas conceituadas no mercado, como são os casos da Versage, Armani, D&G, Moschino, Puma, Nike, Lacoste, entre outras.
Noventa solas em borracha para aplicação em sapatilhas da marca puma, várias centenas de botões de diversas marcas; várias centenas de etiquetas autocolantes e de cartão; quatro boxes tv cabo pirateadas de diversas marcas; 336 DVD’s falsificados e 183 CD’s falsificados.
Foram ainda apreendido armamento, do qual a guarda destaca uma pistola calibre 9 mm da marca Astra; uma pistola calibre 9 mm da marca browning; uma pistola calibre 9 mm da marca hk; duas caçadeiras da marca bennelli; duas caçadeiras da marca browning; três espingardas de ar comprimido; uma besta; uma navalha; 119 munições de calibre 12 mm; 253 munições de calibre 9 mm e seis carregadores para arma de 9 mm.
Cerca de 318,6gramas de uma substância que se presume haxixe, foram igualmente apreendidos, conforme relata a GNR em comunicado.
No decorrer da operação, os indivíduos detidos foram presentes ao tribunal judicial da comarca de Pombal, desconhecendo-se a medida de coação.
A presente operação, segundo Manuel Augusto Camisa, Tenente-coronel da GNR, “insere-se na política de combate a um conjunto de crimes que tem expressão significativa em vários sectores da economia paralela portuguesa, e que defraudam o estado e as empresas devidamente registadas”.
Como recomendação e aviso, o comandante refere que o Grupo Fiscal de Coimbra “continuará atento a este tipo de situações, desenvolvendo um conjunto de acções tidas por necessárias por forma a preservar os direitos do estado português e a segurança dos cidadãos”.
Carlos Barroso
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