terça-feira, março 11, 2008

Ciclista na A8


Um cidadão francês foi apanhado a circular na A8, perto da saída de Óbidos pela patrulha da Brisa que vigia a auto Estradas do Atlântico.
O caso insólito aconteceu perto das 12h50 quando o homem de meia-idade foi avistado por alguns automobilistas que avisaram os serviços de patrulha, que o encaminharam para a saída de Óbidos, no dia 28 de Fevereiro.
O homem, bem disposto manifestou que tem vindo a fazer tour do mediterrâneo, tendo vindo da Lourinhã em direcção ao norte do país.
Ficou surpreendido com o aparato, mas depois ficou a saber que circulava numa auto-estrada. Felizmente não provocou nenhum acidente e os vigilantes foram rápidos a agir.

Carlos Barroso

Centro Cultural e de Congressos é o nome escolhido


A vereadora da cultura, Maria da Conceição, garantiu em primeira mão ao FOTONEWSOESTE, à margem do aniversário dos Pimpões, que Carlos Mota “ainda não assinou, mas está contratado” para gerir em conjunto com José Ramalho, o Centro Cultural e de Congressos (CCC), o nome entretanto também escolhido para aquele equipamento.
A também vice-presidente da Câmara garantiu ao nosso jornal que Fernando Costa presidente da Câmara das Caldas, está a desenvolver esforços no sentido de trazer, José Sócrates, primeiro-ministro e Cavaco Silva, presidente da Republica, para a inauguração do CCC e para as Festas da Cidade das Caldas da Rainha, no próximo 15 de Maio.
“O senhor presidente da Câmara está a desenvolver contactos no sentido de ter cá o senhor primeiro-ministro e o senhor presidente da Republica, ou pelo menos um deles, mas ainda nada está garantido”, apontou.
Entretanto, desde Dezembro que Carlos Mota trabalha para a formação da equipa do CCC e na programação, esperando a autarca que “no início de Março toda a equipa esteja formada com técnicos de som e luz”, onde devem aparecer vários jovens ligados à ESAD e à cidade das Caldas.
Já foi também entregue ao Atelier Henrique Caiate a elaboração do logótipo do CCC e do site e da respectiva documentação.
O director técnico do CCC será, José Ramalho, que já está a entrevistar os candidatos a emprego, estando também já incorporadas “algumas pessoas ligadas à Câmara Municipal” que transitaram para o novo equipamento cultural.
“Já temos programação muito bem planeada que abrange Maio até ao final do ano, com Maio, Junho e Julho fechados”, admitiu.
Maria da Conceição espera também começar a trabalhar já no mês de Março no edifício do CCC, onde poderá acontecer a apresentação pública de toda a equipa do CCC, durante o mesmo mês.
O equipamento técnico está a ser entregue, e está ser controlado e verificado pelos serviços técnicos da Câmara, mas também através da adjudicação ao Instituto Politécnico do Porto que “faz a verificação e inventariação de todo o material técnico”.
“Estamos a tratar do parque de estacionamento, estamos a tratar da concessão do café concerto com algumas pessoas a recorrerem à Câmara para saberem como podem concorrer e até já foram visitar as instalações. As coisas estão a andar e embora não haja assinaturas as pessoas estão a trabalhar”, assegurou também a administradora do CCC.
Pelo que nos apercebemos, nas declarações de Maria da Conceição, há uma mutua confiança entre o Carlos Mota, José Ramalho e a vereadora da cultura, que lançou a ideia de que poderá vir a ser criada uma empresa municipal para gerir o CCC, embora para já, esteja agregada à sua gestão inicial a ADIO, que é presidida pela vice-presidente da Câmara.
“Para já será a ADIO a gerir nesta fase, mas depois poderemos criar uma empresa municipal ou uma associação, ou até deixarmos tudo como está e continuar a ADIO a gerir o CCC”.
Para ter a certeza que tudo correrá bem, Maria da Conceição anunciou também o contrato com uma empresa de contabilidade para “nos ajudar nas contas do CCC, porque queremos tudo transparente, tal como está previsto a criação da central de custos da ADIO”.
“Em qualquer molde haverá sempre com uma central de custos autónoma que dará os custos de cada espectáculo e as receitas para sabermos como vai a vida e vivência do CCC”, garantiu.
Para já a equipa prepara um evento para a noite de 14 de Maio, além de haver o concerto com uma banda ainda não definida na Praça 25 de Abril.
Além disso a administradora do CCC está a desenvolver contactos com o comendador Joe Berardo para que seja uma das suas colecções a inaugurar a sala de exposições do equipamento cultural das Caldas.
“Não queremos inaugurar em grande, mas queremos que dignifique as Caldas da Rainha, e sejamos ambiciosos com algum equilíbrio. José Ramalho e Carlos Mota têm essa noção e por isso a dificuldade em arranjarmos a programação. A dificuldade aumenta neste campo”, destacou Maria da Conceição.

Carlos Barroso

Caldas vence a Ramalhosa em escolas

Futebol 7
Escola “B”

Caldas: 5 vs Ramalhosa: 2

Caldas: Miguel Santos, Miguel Horta, Martim Madureira, Pedro Costa, Luís Amiguinho, Bruno Coto, Rafael Cerejo, João Silva, André Fortunato, André Paulo, Rodolfo Adriano, Tiago Sábio, Tomás Benjamin e Alexis Guintini.
Treinador: Vítor Ferreira
Adjunto: André Ferreira
Delegado: João Santos, Pedro Costa e Samuel Benjamin

Ramalhosa: Edgar Morais, Cláudio Costa, Simão Branco, Francisco Vicente, Leandro Ribeiro, Rafael Marques, Pedro Fialho e Marcelo Costa.
Treinador: Carlos Jorge
Delegados: João Valentim e Wilson Cruz

Marcadores: Pedro Costa (1), Bruno Coto (1), Tiago Sábio (3), Cláudio Costa (1) e Pedro Fialho (1).

A formação orientada e disciplinada por Vítor Ferreira venceu a equipa vizinha da Ramalhosa pela margem de três golos, fruto do empenho dos atletas durante a primeira parte.
Foi mesmo durante o primeiro tempo que os atletas do Caldas foram avassaladores e dominantes, levando a equipa para o intervalo com uma margem confortável para o descanso, com os golos a sucederem-se com naturalidade.
Na etapa complementar a história foi outra, com grande descontracção dos atletas da casa e mais dedicação dos jogadores visitantes. A Ramalhosa que queria a todo o custa apontar o seu golo de honra, acabou por conseguir apontar dois graças ao recuo demasiado da formação das Caldas, que assim consentiram os tentos.
Antes disso há ainda a registar uma grande exibição do guardião Edgar Morais da Ramalhosa que impediu que a vantagem não fosse mais dilatada. Do lado do Caldas, Miguel Santos foi um espectador durante a primeira parte, mas na segunda, com a troca por João Silva, o guardião teve de se aplicar para não sofrer golos. De destacar que os dois consentidos o guardião caldense não teve qualquer hipótese de defesa.

Carlos Barroso

Alcobaça venca Caldas em escolas

Escolas “A” Sub 11

Caldas: 1 vs Ginásio: 4

Caldas: Daniel Sousa, Telmo Capitaz, Énio Pais, Rafael Paulo, João Santos, Ruben Tavares, Emanuel Coito, Ricardo Clérigo, José Dinis, Fábio Furtuoso, Afonso Costa, Márcio Couto, Henrique Henriques e Bernardo Custódio.
Treinador: Vítor Henriques
Adjunto: Hilário Guerreiro
Delegados: Jorge Henriques e José Pereira

Ginásio de Alcobaça: Ricardo, André Cordeiro, Carlos Pereira, Francisco Contente, Eduardo Cordeiro, João Ramos, Henrique Cordeiro, Miguel Duarte, Sandro Ferreira, Pedro Almeida, Jorge Santos e Luís Pimentel.
Treinador: Filipe Faria
Delegado: João Coelho

Marcadores: Márcio Couto (1), André Cordeiro (1), João Ramos (2) e Pedro Almeida (1).

A equipa do Ginásio de Alcobaça deslocou-se ao terreno do Caldas para vencer e dominar a equipa da casa, com especial destaque para o seu atleta Sandro Ferreira que joga acima da média dos outros jogadores do mesmo escalão, mesmo sem apontar um único golo, assistiu por três vezes os seus colegas de equipa.
O encontro está mesmo marcado por um Ginásio com Sandro Ferreira e com esse atleta, já que durante a primeira parte os forasteiros dominaram a seu belo prazer com o esquerdino de Alcobaça a fazer mossa por várias vezes no último reduto do Caldas. No segundo tempo, com o resultado a três bolas a zero, o treinador do Ginásio fez descansar o seu melhor atleta e foi nessa altura que o Caldas cresceu mais um pouco e até apontou o seu único golo.
Com este andamento, o técnico Filipe Faria fez entrar Sandro Ferreira, que apesar de ter sido marcado com mais adversários, ainda consegui descobrir, com um passe do seu belo pé esquerdo, Pedro Almeida fixar o resultado final e acabar com o jogo.

Carlos Barroso

Blue Motion testado


A convite do FOTONEWSOESTE e do concessionário Volkswanger para a região, Florescar, o enfermeiro Paulo Francisco, a titulo particular testou a nova versão Blue Motion do Golf.
Este profissional da saúde afirmou no final de 24 horas ao volante do Volkswanger Blue Motion que testou “um veículo óptimo porque reúne as condições de preço qualidade na perfeição”.
O também enfermeiro da viatura VMER das Caldas da Rainha enalteceu o facto da Volkswanger ser “uma marca com boas qualificações” e prova disso é o facto do Golf Blue Motion o ter deixado “bastante agradado”.
“Tem uma resposta de motor extraordinária, em termos de comodidade e posição de condução e versatilidade é um carro muito bem conseguido”, sublinhou o também enfermeiro da urgência pediátrica do Hospital das Caldas da Rainha.
“De uma maneira geral fiquei satisfeito com o consumo, porque dos mais de cem quilómetros que fiz, com vários tipo de condução, no final resumiu-se a um consumo, muito, muito, muito agradável. Fiquei impressionado com o carro”. Concluiu Paulo Francisco.
A marca Volkswanger lançou recentemente uma versão Blue Motion, onde as viaturas além de apresentarem uma economia substancial em termos de consumo de combustível e de redução de emissões de CO2 para a atmosfera, destacam o novo espírito da marca.
A maioria das ideias para reduzir consumos passa pela optimização dos motores actuais. Entre os muitos programas de redução de CO2 encontra-se o BlueMotion da Volkswanger, com o qual a marca alemã diz conseguir uma redução de 12 por cento nas emissões, mas também no consumo de combustível.
Na prova que o FOTONEWSOESTE realizou, o resultado alcançado num percurso de estrada e auto-estrada o consumo optimizado rondou os 4,5 litros na velocidade recomendada. No nosso cenário urbano o resultado subiu para os 7 litros. Reproduzindo a metodologia da norma que determina o consumo combinado, os valores descem para os 5,7 litros. Mas se andáramos com o contributo positivo de um indicador da mudança correcta colocado no painel de instrumentos, a economia é maior, porque conseguimos optimizar as capacidades do motor.
Este veículo está disponível na Florescar, na Estrada do Lavradio, concessionário Volkswanger, para teste e mais detalhes.

Carlos Barroso

domingo, março 09, 2008

A ASAE deveria de fiscalizar chineses


Num jantar que teve a participação de empresários industriais, alguns comerciantes e muitos políticos, o professor Daniel Bessa, a convite da AIRO falou do estado da economia nacional e quais as potencialidades regionais e nacionais no sector do comercio e da industria.
Antes mesmo de falar de soluções, o presidente da Câmara das Caldas, Fernando Costa defendeu que a crise na indústria da cerâmica se deve à falta de fiscalização por parte da ASAE.
“Se a ASAE e o Governo fiscalizassem e exigissem aquilo que exigem às indústrias de cerâmica nacionais não havia crise”, afirmou.
“Quando é que as autoridades nacionais, quando é que a ASAE começa a ver os níveis de chumbo na faiança estrangeira e não são admissíveis nos produtos nacionais. Se há concorrência desleal, quando é que fiscaliza aquilo que entra em Portugal e se exige aquilo que entra em Portugal ao que se produz aqui. De outra forma há concorrência desleal”, argumentou ainda.
O autarca questionou se é a globalização que prejudica o mercado, ou se é que “não há as mesmas regras nas exigências ao industrial português e por isso não tem condições de concorrer”.
“Os chineses e outros países não pagam o tratamento das águas, dos lixos, não tem problemas em contaminar rios, não tem problemas em usar produtos há muito banidos da produção nacional”.
“Se o Estado português não fizer uma fiscalização apertada ao mesmo nível daquilo que faz aos produtores nacionais, creio que a industria e a cerâmica vai continuar a ter problemas”, insistiu.
Sobre este assunto, Daniel Bessa declarou que “Portugal tem a obrigação de não deixar entrar no território a cerâmica que não corresponde aos exigidos à cerâmica nacional. É uma vergonha. Temos um Estado grande e fraco, porque impõem parâmetros ambientais e depois não os põem aos produtos que entram. Deveriam de impor essas regras também às superfícies que vendem essa cerâmica e esses produtos”.
O antigo ministro da economia no semestre de Outubro de 95 a Março de 96, considerou ainda que “há um problema sério de consumo energético, porque a cerâmica é muitíssima dependente da energia e acho que é inaceitável que o sector da cerâmica está a ser penalizado com o preço da energia”.
Outro dos assuntos trazidos à conversa numa pergunta simples e directa foi a do empresário da hotelaria, Azimbhai Momade Ali que quis saber a opinião de Daniel Bessa, sobre onde o Oeste vai por o dinheiro por ter perdido o aeroporto.
O economista declarou taxativamente que: “nunca vi uma questão tão bem resolvida e tão depressa. É como os outros, têm um preço. Foi uma coisa bem resolvida”, criticou ao mesmo tempo que toda a plateia sorria.
Sem ter dados concretos da actividade do Oeste, Daniel Bessa sempre aconselhou a que os responsáveis políticos locais a potenciarem, “sobretudo na sua faixa litoral do Oeste, onde há um enorme potencial de construir um sector de turismo, virado para segunda residência”. Também a construção de unidades de saúde distribuídas pelo território, de serviços, de agropecuária, de cerâmica, de calçado, de metalomecânica e de outras actividades económicas são apostas de Daniel Bessa para o Oeste que deveria ter em conta nas negociações com o Governo, porque “há potencial para muitas coisas neste território”.
Quanto à parte do comércio, e sabendo que existe uma Associação de Comerciantes, perguntamos a Ana Carneiro Pacheco o porquê da utilização desse slogan, sabendo que preside uma Associação de Industriais. A dirigente justificou, no final da reunião, que o aproveitamento do slogan até aqui usado apenas pela ACCCRO, foi “porque achamos que no título ficava mais atraente com Comércio Tradicional por ser quase uma marca. Foi uma maneira de trazer as pessoas”, desdramatizando o factor de retirar associados à ACCCRO, embora na sede da AIRO esteja também um gabinete ao comerciante e não ao empresário.
Ana Carneiro Pacheco confirmou que “há uma sã convivência entre a ACCCRO e a AIRO”, defendendo que o Gabinete do Apoio ao Comerciante na Expoeste, “está ali porque a ACCCRO não quis participar. Não era prático ser na sede da ACCCRO pelo estacionamento e a Câmara como parceira, entendeu que seria na Expoeste e eu acho muito bem”.
A presidente da AIRO, acha mesmo que “seria uma estupidez meter-se em terrenos da ACCCRO”, admitindo que “tudo aquilo que faço é no âmbito da abertura da lealdade”.
Ana Carneiro Pacheco justificou ainda que “estava um lugar na mesa para o Dr. João Frade, (presidente da ACCCRO) e ele confirmou a sua presença, mas parece que teve um problema de saúde e não veio”.
Contactado, João Frade, este confirmou a sua indisposição por motivos de gripe.
Quanto aos assuntos defendidos por Daniel Bessa para o futuro do comércio, o economista defendeu a autenticidade dos cidadãos.
“O Domingo não é o dia para se ir aos supermercados. Era para ir passear e ficar na rua a visitar os amigos e visitar os jardins. Actualmente é um Domingo triste, porque as pessoas metem-se num supermercado. Fazia sentido fechar tudo numa escolha de um modo de vida. Fechar uns e abrir outros é tapar o sol com a peneira porque não tem consistência e não é autêntico”.
“Não somos muito consistentes porque temos lágrimas pelo pequeno comércio mas lá vamos comprar nos hipermercados”, criticou.
O orador afirmou mesmo que falta “exercer a cidadania”, justificando que “faz-nos bem dizer aquilo que pensamos sem termos o propósito de ofender alguém. Devemos fazer escolhas que são necessárias e bem feitas se dissermos aquilo que pensamos”.
Comentando a entrado do euro na economia nacional, Daniel Bessa referiu que “o país deixou ir a inflação aos 30% e deixou a redução dos salários em 17%. Eu admiro o professor Cavaco Silva, mas uma parte do sucesso do seu Governo, combativo economicamente, deve-se ao professor Hernâni Lopes que lhe deixou uma economia muito barata, com custo baixos, exportando mais e com um nível de vida baixo e importando pouco. Isso acabou e durante os anos 90 a economia encareceu muitíssimo”.
Daniel Bessa apontou mesmo que o mesmo euro na Alemanha “o custo está hoje 5% mais barato do que estava à oito anos atrás. Por outro lado a Espanha é dos maiores problemas que Portugal tem, porque está mais cara 50% e quer exportar”.
O orador acha que a economia espanhola “vai sofrer uma paragem violentíssima”, admitindo que “o que correu bem a Portugal foi a economia espanhola ter crescido a 3 e a 4% ao ano e abriu mercado. Acho que nós cometemos o mesmo erro e que temos vindo a corrigir desde 2001. Os erros fundamentais foram cometidos durante os anos 90”, afirmou, destacando que “a partir de 95 foram cometidos erros muito graves e sérios”.
Daniel Bessa deixou ainda como dado que “Portugal come mais 10% do que aquilo que produz e a União Europeia paga 1/3 disso, mas continuamos a ser uma formiga da Europa. Vivemos mal com o euro e encarecemos muito com o euro e temos vindo a pagar esse erro. Não soubemos viver com o euro nos primeiros anos”, admitiu.
Daniel Bessa concluiu dizendo que “o Choque Tecnológico foi uma ideia feliz do engenheiro José Sócrates, mas a ideia de um Choque de Gestão pronunciada pelo Dr. Santana Lopes também foi uma ideia feliz e que o país precisa”.

Carlos Barroso

Obras no Skate Park avançam


“Onde está o skate park?”, é o sítio na Internet que os skateres criaram para tentar resolver os problemas daquela infra-estrutura. Por incrível que pareça, apesar de ter sido o JORNAL das CALDAS a revelar que a obra estava parada, nunca foi mencionado o nome do nosso jornal, como acontece com outros órgãos de comunicação social que pegaram no assunto posteriormente.
Mas mais uma vez na vanguarda da informação, o JORNAL das CALDAS revela, mais uma vez, em primeira mão que as obras no skate park das Caldas “vão ser retomadas dentro de quinzes dias”, revelou Hugo Oliveira, vereador da juventude, depois de ter chegado a um acordo com o empreiteiro depois de algumas alterações ao projecto.
Com esta boa notícia para os praticantes do skate, bmx, patins em linha e outras modalidades radicais cabimentadas no espaço que deverá estar remodelado em Maio.
Este projecto de remodelação do skate park começou a ser feito em 2002 e na altura o vereador Hugo Oliveira pediu a jovens que frequentavam o espaço e às associações que receberam uma sede no edifício de apoio à infra-estrutura, o Bike Clube e ao CADA, que reunissem com a arquitecta da Câmara e visitassem outros parques “para servirem de exemplo à remodelação”, tendo visitado o espaço na Lourinhã.
“No final dessa visita ficou a ideia daquilo que era o skate park das Caldas sem as rampas de madeira e com rampas em betão. Nessa altura houve a possibilidade de ser feita uma candidatura à Administração Local por parte da Junta às obras do skate park, que acabou por ser aprovada em Agosto de 2006”, explicou o vereador.
Hugo Oliveira referiu também que “o contributo dos jovens foi importante e foi sempre tudo revisto de acordo com os utilizadores”, mas na altura da execução do caderno de encargos, “levantaram-se algumas dúvidas quanto às curvaturas, por parte dos jovens que praticam patins em linha”.
O projecto estimado em cerca 100 mil euros acabou por ser adjudicado a uma empresa por valor inferior em quase menos 25 mil euros e perante estas alterações, “houve a necessidade de serem feitas correcções de pormenores”.
O vereador da Juventude espera agora que a obra “avance a bom ritmo”, lamentando que “alguns jovens em determinadas fases do projecto não tenham aparecido nas reuniões preparatórias e decisórias, porque só levantaram alguns problemas quando já a obra tinha se iniciado”.
“Andei dois anos a pedir para darem o maior contributo possível”, reforçou, declarando que marcou uma reunião a 31 de Agosto de 2007 para modificar o projecto, tendo em conta que alguns utilizadores até praticam skate profissional e “haveria todo o interesse em trazer algumas provas para a cidade das Caldas”.
Posteriormente “houve uma reunião a 7 de Setembro onde apenas estiveram dois praticantes de skate e as Associações, onde foram feitas alterações que foram consumadas em Novembro de 2007. O atraso da obra é este”, destaca.
Para Hugo Oliveira as criticas dos jovens custaram-lhe já que “a obra foi parada para que todos fossem ouvidos”, tendo por esse motivo entrado no site, criado por estes contestatários onde os convidou para uma reunião final.
Apesar do convite “não apareceu ninguém da parte do skate, mas apareceram praticantes de bicicletas”, lamentou mais uma vez.
“As obras no skate park estão paradas para melhorar as condições dos praticantes”, disse, avisando que “ou aparecem ou avançamos com o projecto”.
Hugo Oliveira destaca ainda “a forma injusta” como a Junta de Freguesia de Santo Onofre tem sido tratada, quando “a obra foi parada para satisfazer a vontade dos jovens”.
O vereador da juventude confessou que ficará de consciência tranquila a eventuais criticas porque “não podemos andar a brincar às obras, e as alterações foram feitas da forma mais construtiva possível, já que as obras foram paradas para melhorar as condições aos praticantes de vários desportos”, concluiu.

Carlos Barroso

"Património da Rainha está a saque"


“Eu sinto que o património do Centro Hospitalar, o património da Rainha Dona Leonor e ao cuidado do Centro Hospitalar das Caldas da Rainha está a saque por outras entidades”, afirmou a administradora delegada do CHCR, Maria do Rosário Sabino, depois de ver que o Instituto Politécnico de Leiria (IPL) tinha mandado cortar pinheiros na área dos 50 metros de protecção que pertencem ao CHCR.
“Está a ser terrivelmente difícil porque o património está a ser desbastado por todo o lado”, desabafou ainda a executiva do CHCR que na manhã de segunda-feira chamou a PSP das Caldas da Rainha para identificar os responsáveis da empresa que estavam a proceder ao abate em série dos pinheiros.
“Não me podia por à frente das máquinas”, desabafou, explicando que o conselho de administração foi surpreendido pelo abate de pinheiros na faixa de terreno que está ao cuidado do CHCR por parte do IPL.
“A zona de pinhal, que envolve o antigo Hospital Santo Isidoro, está cedido ao IPL, mas há uma faixa de 50 metros de profundidade que eles têm vindo a ocupar. Fizeram uma faixa de estacionamento dentro dos 50 metros. A Câmara fez o esgoto sem pedir autorização e depois quando mandamos parar é que fez o pedido. Temos vindo a ser avisados à revelia”.
Neste momento está já marcada uma reunião de urgência para tratar deste caso, tendo a mesma decorrido nas Caldas, na passada terça-feira pelas 18 horas e que daremos conta das suas conclusões na próxima edição, já que vão ser apuradas responsabilidades.
Maria do Rosário Sabino esclarece ainda que “ainda avancei com um pedido de uma providência cautelar, mas acabou por não ser necessário porque o IPL deu ordens para parar de vontade própria o abate de pinheiros”.
“Havia um acordo em que os pinheiros secos são abatidos e há quatro meses atrás abateram alguns. Agora houve um processo de abate de pinheiros verdes, pinheiros bons”, apontou.
Esta situação vem levantar uma outra antiga e que está relacionada com a verba que a Câmara Municipal ainda deve ao CHCR da cedência do antigo Hospital Santo Isidoro para a ESAD.
“A autarquia só pagou cerca de 31 mil euros dos cerca de 125 mil euros negociados”, explicou, acrescentando que foi elaborado um ofício “no sentido de ser acertada a divida através do consumo da água”, mas até agora ainda não obteve qualquer resposta por parte dos Serviços Municipalizados das Caldas da Rainha. “Neste momento não estou a pagar a água até perfazer aquele montante”, concluiu.

Carlos Barroso

Falsas urgencias prejudicam reais emergencias


“Um doente que vem ao serviço de urgência e que na realidade não deveria de vir, está a tirar tempo aos médicos e a todos os profissionais da urgência para atenderem quem mais necessita”.
A afirmação foi feita pelo director clínico do Centro Hospitalar das Caldas da Rainha, (CHCR), Manuel Nobre, durante a revelação do aumento do número de utentes que se deslocam àquele serviço médico de urgência.
As urgências do Hospital Distrital das Caldas da Rainha, durante o ano de 2007, receberam 81.761 doentes, o que perfaz uma média de 223 doentes atendidos por dia.
“Se tenho um médico que deveria de tratar de três ou quatro doentes e está a tratar de seis ou sete é evidente que tem de medir o tempo de maneira diferente”, afirma Manuel Nobre, que sustenta que se “está a tirar tempo ao doente que realmente precisa”.
Apesar de considerar que cada doente custa muito dinheiro aos cofres do Estado e às administrações dos Hospitalares, o director clínico é da opinião que mesmo revelados esses números, as pessoas não recorriam menos ao serviço de urgência.
“Um doente custa significativamente mais cinco ou mais vezes do que quando é tratado numa unidade de cuidados primários. A pressão aqui dos médicos é tão grande, que por estarem à mão os serviços de exames, há tendência para se abusar desse serviço. Também um outro factor de pressão junto dos clínicos são as pessoas, que vêem ao hospital porque querem um exame”, explicou.
Manuel Nobre atesta que se verifica que “as pessoas que continuam a recorrer ao serviço de urgência, e isso é um dos grandes problemas da saúde em Portugal, é porque não há alternativas”, reivindicando uma aposta nos cuidados primários de internamento.
Contudo refere que “há muita gente que nem sequer procura as alternativas e se desloca directamente ao serviço de urgência, porque sabe que lá é atendida e lá lhe resolvem o problema”.
Ciente das dificuldades da população, o director clínico, ainda assim, apela para que as pessoas que não necessitam aos cuidados de urgência, “recorram às unidades de cuidados primários”, que “infelizmente não conseguem dar resposta a todos os pedidos”.
Para a directora do serviço de urgência, Margarida Melo, tendencialmente “todos nós deslocamo-nos ao serviço de urgência, porque é mais fácil virem a uma urgência porque sabem que lhes são feitos vários exames e saem tratados e até com exames marcados, quando muitas vezes tem de estar à espera de uma consulta no médico de família”.
Dos serviços mais recorrentes na urgência, são as especialidades de urgência geral com 43536 doentes, pediátrica com 27366 doentes e a obstétrica com 10859 utentes. Os números na especialidade de Cirurgia com 7522, Medicina com 5480, Oftalmologia com 1008 e Ortopedia com 8599 doentes são igualmente elevados, havendo ainda um número significativo nas especialidades de Dermatologia com 508, Gastro com 517, Cardiologia com 157, Neurologia com 24, Orl com 779 e Psiquiatria com 20 utentes.
Manuel Nobre confessa que os números de afluências às urgências pediátricas tem vindo a aumentar de ano para ano, de 24 mil em 2006 para 27 mil em 2007, está relacionado com dois factores.
“Primeiro, porque o serviço do hospital deixou também de fazer campanhas de sensibilização em jornais e rádios o que leva as pessoas a esquecerem-se dos primeiros cuidados a tomar”. “Nós vamos esmorecendo e vamos deixando de fazer prevenção, mas o apelo mantêm-se”, explicou.
Quando ao segundo factor está relacionado com um acordo, onde parte dos doentes do concelho de Alcobaça drenem para o Hospital de Caldas.
Ainda assim, existe uma diminuição do número de doentes no internamento do SO, apesar dos doentes continuarem a existir.
“A diminuição de 3698 em 2006 para 1766 em 2007 deve-se a uma reforma administrativa, relacionada pelo número de camas existentes que não é suficiente. Porém os doentes existem, porque agora em vez de estarem no SO estão imputados directamente aos serviços de especialidade e de internamento”, explicou o clínico.
Quanto à taxa de execução com aquilo que é contratualizado com a ARS, o CHCR executou tudo e até excedeu as expectativas, já que apresenta uma taxa de 105,20% de execução.

Carlos Barroso

sexta-feira, março 07, 2008

Internet à borla nas Caldas

Agora pode fazer compras, beber um café na esplanada do Pachá, da Venézia, ler um livro na esplanada da Livraria 107 e receber ou a enviar e-mails ou até navegar na internet. A inovação está inserida no projecto do Oeste Digital e o JORNAL das CALDAS associou-se, disponibilizado o espaço para a colocação de uma antena e um repetidor wireless ou hotspots.
Agora qualquer caldense ou visitante que passe na Rua dos Heróis da Grande Guerra, na Rua das Montras, no Beco do Forno e na Rua Miguel Bombarda poderá ter Internet à borla, devido às antenas colocadas estrategicamente no edifício do JORNAL das CALDAS.
A somar a este ponto de Internet, existem mais oito na cidade das Caldas, nos Paços do Concelho na Praça 25 de Abril, no Centro de Artes na Rua Dr. Ilídio Amado, na Biblioteca Municipal na Rua Dr. Vitorino Fróis, no Edifício dos Antigos Paços do Concelho na Praça da Republica, na Expoeste, no Museu de Ciclismo na Rua de Camões, na Praça 5 de Outubro e nas Piscinas Municipais na Avenida Vasco da Gama.
Este avanço tecnológico na cidade “está todo em funcionamento”, garante o vereador da Juventude e das Novas Tecnologias, Hugo Oliveira acrescenta em exclusivo que a divulgação da rede intermunicipal de acesso à Internet “tem vindo a ser feita através da comunicação social, através de artigos e suplementos”, havendo no entanto a intenção em “anunciar e divulgar numa sessão publica a localização dos postos bem como a localização de um quiosque externo a colocar na zona comercial da cidade”.
Os munícipes podem agora aceder à Internet com tecnologia Wi-Fi de uma forma simples, bastando apenas que esteja próximo de um destes postos, como são casos de espaços públicos como cafés, restaurantes, hotéis, pensões, etc. e ligar o computador portátil que esteja preparado para comunicar com uma rede sem fios do tipo Wi-Fi. Os passos a seguir para usufruir do Hotspot Oeste Digital, são: ao procurar redes sem fios numa zona onde esteja localizado um hotspot da Oeste Digital, deverá aparecer uma com o nome WiFi Oeste Digital.
ligue a rede sem fios, vá às ligações de rede disponíveis, peça para o computador actualize as ligações sem fios, registe-se na rede do oeste digital com e-mail, password, e outros detalhes pedidos e enviar dados. Em poucos segundo recebe a autorização para utilizar sempre que queira mediante a autenticação de e-mail e password o uso da Internet na rua.
De seguinda, irá surgir uma mensagem a notificar de que se irá ligar a uma rede não segura. Para usufruir do serviço terá de clicar na opção “ligar assim mesmo”. Para confirmar se a sua ligação ao Hotspot foi bem sucedida, irá aparecer no canto direito a palavra ligado. Ao abrir o browser/navegador será redireccionado para a página de registo da Oeste Digital, onde será avisado que existe um problema com o certificado de segurança da página Web. Para continuar, até ao objectivo, terá de escolher a opção “prosseguir para o web site (não recomendado). Nesta fase poderá efectuar o seu registo, clicando na opção “registe-se aqui”. Ao concluir o preenchimento de todos os campos de dados, poderá concluir o registo escolhendo a opção “registar”.
Se o registo foi feito correctamente, aparecerá a mensagem a confirmar com a seguinte frase “utilizador criado com sucesso”.
No final de todos estes processos, que demoram dois minutos, deverá efectuar o login onde o username será o seu e-mail de registo e a password a que introduziu no mesmo registo. Por fim irá aparecer a informação de que o seu login foi feito com sucesso e abrirá um pop-up referente à Oeste Digital.
Com o devido registo pode aceder a todos os nove Hotspots existentes na cidade das Caldas da Rainha.
Esta inovação ao qual o JORNAL das CALDAS se associou é uma parceria entre o Município das Caldas e a Associação de Municípios do Oeste que criou o projecto do Oeste Digital, ligando todas as autarquias do Oeste num só portal de informação.
O projecto Oeste Digital teve fundos comunitários para o seu desenvolvimento e implementação, mas a autarquia das caldas para esta inovação tecnológica de rua, investiu nove mil euros.

Carlos Barroso

Fabrica abandonada é um problema de saúde pública












Abílio Camacho presidente da Junta de Freguesia de Santo Onofre desabafou a sua revolta ao FOTONEWSOESTE por causa de ter várias casas abandonadas que potenciam um problema de saúde pública grave.
O primeiro caso e não menos importante do que os outros que relatou, o autarca está de “mãos atadas porque já fiz o que era possível para resolver aquele grande problema” que são as instalações da antiga fábrica da Placol.
“Já mandei limpar por diversas vezes o espaço da fábrica da Placol”, lembrando que esteve no local diversas vezes, inclusive com elementos da PSP para ser feito um levantamento daquilo que ali existe.
Desse rol “foram encontradas seringas, colchões, camas, limões, muito lixo, rampas para bicicletas, buracos e tudo o que é perigoso está lá”, desabafou.
Abílio Camacho, revelou que apesar de estar a ser feita alguma prevenção para que os mais pequenos não entrem para lá, o que é certo é que todos os dias são apanhados jovens lá dentro.
“Estou deveras preocupado com estado daquele edifício, porque se houver um incêndio de grandes proporções, há ali muito material inflamável, com casas muito juntas e isso vai criar problemas. Estou todos os dias com o coração nas mãos à espera que haja ali um acidente, porque não sei quem vai ser o responsável”, alertou.
O processo da fábrica da Placol encontra-se em Tribunal por falência do antigo proprietário e autarquia aguarda por esta decisão para ser feita uma estrada naquele local, dando continuidade à Rua Seixas Brandão.
“Já levei este problema à Câmara, à Assembleia Municipal, à Policia, à Protecção Civil e não sei o que poderei fazer mais”, apesar de confessar que irá tentar junto da autarquia para indagasse junto do Tribunal para serem emparedadas ou sejam demolidas as entradas da fábrica.
Para Abílio Camacho “há de certeza perigo de saúde pública na Placol, porque há seringas, limões, fezes. Há um perigo muito forte por ser um local de passagem para as crianças que vão para a escola. Sabemos que há insucesso escolar e
com aquele espaço como aliciante, podem fazer o que quiserem, inclusive coisas esquisitas”, disse.
Segundo fonte da PSP, já encontrados dois casais de jovens dentro do edifício, numa zona tipo cabana, o que pode indiciar a pratica de actos sexuais e ou consumo de drogas.
Além destes factores, alguns moradores ao verem o FOTONEWSOESTE no local mostraram-se satisfeitos por esta nossa presença, levando-os a afirmar: “ainda bem que há alguém que se lembre da Placol. Isto é um perigo. Não se dorme de noite com o barulho das ratazanas e das pessoas que para aqui vêem”.
Abílio Camacho sabedor deste descontentamento disse que tem estado atento e preocupado, chegando mesmo a declarar que “da forma como está
o edifício potencia a prostituição”, disse, acrescentando que o que mais o preocupa “são as crianças que ali passam todos os dias, porque para a maldade os incentivos são muitos e fáceis”.
Outros dos assuntos que preocupam o presidente de Junta são os silos, junto ao Centro da Juventude, onde diz ter sido já ofendido e ameaçado por cidadãos de leste que ocuparam o espaço.
“Os silos são preocupantes porque os estrangeiros fizeram dormitório junto à passagem de nível e poderá haver ali um acidente com os utilizadores do espaço, já que os pisos têm buracos e os próprios silos estão abertos e há quem durma lá”.
Este caso pode ser de resolução mais simples porque sabe quem é o dono do espaço, mas o presidente da Junta afirma que “falta apenas força de vontade por parte de muitas pessoas que tem influência para aquilo ser fechado”.
Abílio Camacho diz que vai voltar de novo à carga porque mesmo ao lado da futura sede da Junta de Freguesia tem algumas habitações que já foram fechadas, mas continuam a ser local de toxicodependência,
prostituição, dormitório e de roubo.
“Já foram emparedados, só que partiram as paredes lá atrás e estão lá dentro outra vez. Ainda há dias estava mesmo em cima do muro três rodelas de limão e uma colher. Isto é um pandemónio. A polícia apanha-os mas depois tem de os soltar outra vez. Isto é um problema de saúde pública grave”, desabafa.
“Vou fotografar todos estes locais e vou enviar as fotografias para várias entidades competentes para analisarem esta situação, porque estou indignado com este país onde as entidades públicas ficam de mãos atadas quando tem um problema de simples resolução e que se transformou num grande problema”, argumenta.
Por último Abílio Camacho alertou para o facto das antigas instalações da Central de Cerveja estarem a ser de novo ocupadas, desta vez por ciganos.
“As pessoas da Cidade Nova tem barafustado com razão porque estão à varanda e eles fazem sexo e as necessidades aos olhos de todos sem qualquer tipo de problema”, declarou.
O JORNAL das CALDAS questionou a PSP sobre estes assuntos e fonte da polícia disse saber de alguns destes relatos de casos já referenciados. A quando da nossa passagem pela Placol e outros locais, não vislumbramos ninguém, mas confirmamos que os cheiros em qualquer um destes locais é nauseabundo, ficando as fotografias como prova daquilo que vimos, esperando que
isto seja uma forma de sensibilizar a opinião pública e as entidades para o público de ter edifício abandonados e de fácil acesso a estranhos e aos próprios filhos de cada um dos nosso leitores.
Da visita que realizamos, destaque ainda para o facto de todo o material que era potencial de venda desapareceu destes edifícios, salientando-se o próprio posto de transformação da EDP junto à Placol, que só tem as paredes e alguns objectos em ferro que os meliantes ainda não conseguiram vender e arrancar.

Carlos Barroso

Hospital é nas Caldas e não em Alcobaça


Daniel Bessa, o professor e antigo ministro da economia durante o semestre de Outubro de 95 e Março de 96 e que o antigo ministro da saúde, Correia de Campos pediu para fazer um estudo que indicasse a melhor localização para o Hospital Oeste Norte, (HON) assumiu à margem do jantar organizado pela AIRO que errou na escolha de Alfeizerão em vez de Caldas da Rainha.
“Desgraçadamente a escolha caiu no concelho do vizinho. Eu não tenho culpa. Eu não fiz nada a ninguém. Eu tive de escolher entre dois terrenos a poucos quilómetros um do outro e por acaso caiu ali, porque a poucos quilómetros não há escolha nenhuma. Tive azar”, afirmou perante cerca de uma centena de políticos, industriais e comerciantes.
Esta declaração vem depois de José Marques Serralheiro, o mentor do HON ter intervido e pedido para que “os caldenses tenham mais orgulho no Hospital Termal e sonhar mais com projectos na saúde”, referindo ao seu projecto, aproveitando desta forma a presença de Daniel Bessa que o queria colocar em Alcobaça, quando este o pretende nas Caldas.
Também Luís Ribeiro, presidente da mesa da Assembleia Municipal das Caldas da Rainha esteve presente e perante algumas afirmações de Daniel Bessa disse que “o Hospital Termal das Caldas é mais do que uma simples unidade que pode potenciar o termalismo de lazer”.
Já mais crítico, Jorge Sobral, actual presidente da concelhia do PS chamou à atenção de Daniel Bessa para o facto que “comparar a unidade termal das Caldas com outra qualquer pode ser um problema”.
Emendando a mão, Daniel Bessa declarou estar de acordo que “um dos maiores activos das Caldas são as termas”, pedindo contudo para ser dado ao activo “a utilização mais adequada e que permita dar o seu desenvolvimento”, esperando ainda que “haja a aspiração de ter Hospital de um lado e Termas do outro”.
O professor confessou ainda depois das intervenções de Jorge Sobral e de Luís Ribeiro que “já disse muito do Hospital Termal e já me arrependi”, fazendo notar no entanto que nesse seu atrevimento patenteasse que “os Hospitais estão lá e as residenciais fecharam todas e por isso não está tudo bem”.
“A vertente turística nunca foi aproveitada pelas Caldas, nem é uma equipa do sistema nacional de saúde que tem as competências necessárias para puxar por uma vertente turística. É uma razão estratégica”.
Quanto ao estudo e à localização do HON nas Caldas e sem falar aos jornalistas no final da sessão, Daniel Bessa afirmou durante a palestra que era para ser sobre o comércio e indústria que “o critério de decisão, é calculado em tempo médio de deslocação”, justificando que “vou colocar o equipamento onde reduzo o tempo médio de deslocação”. “Há-de ficar à porta de uns e a quilómetros de outros”.
Porém apontou que o terreno apresentado pelas Caldas não era o mais indicado, já que disse que teve “azar de ter de escolher entre dois terrenos e o do concelho de Caldas para norte esticou pouco”, assumindo que não foi “sensível à potencialidade do único centro urbano que são Caldas da Rainha”. “É onde está o Hospital e é onde tem de ficar”, afirmou.
Confrontado com todos estes dados, Fernando Costa declarou que o professor Daniel Bessa tem um erro nas contas e que deverá emendar.
“Concordo com os critérios que foram usados, porque se deve escolher o local que melhor serve a população e escolhido esse local o presidente da Câmara terá de o aceitar. Só que o professor Daniel Bessa tem um erro no estudo dele, porque o ponto que melhor serve os concelhos de Alcobaça, Nazaré, Caldas, Óbidos, Bombarral, Peniche, Lourinha, Rio Maior e Cadaval, não é Alfeizerão. Pode ser Caldas, perto de Óbidos. Em Alfeizerão não vivem mais de 60 mil pessoas e abaixo disso vivem neste conjunto de oito concelhos, mais de 120 mil pessoas”.
O autarca das Caldas que agora une força a sul para derrotar o norte do Oeste onde parece esta solitário Gonçalves Sapinho, justificou que a escolha do terreno dos Texugos para contrariar Alfeizerão ficou-se a dever que ao “equivoco da equipa de Daniel Bessa porque puxava o hospital para norte”, e assim “disponibilizamos o terreno mais a norte da cidade para ser mais equilibrado”.
Mais confiante na localização do HON nas Caldas Fernando Costa já disponibilizou o terreno da Matel e em redor para a construção da unidade, já que tem a certeza que “o Hospital é nas Caldas, ou nas Caldas-Óbidos”.
O presidente da Câmara das Caldas, aproveitou ainda o aniversário dos Pimpões que teve a presença do novo governador civil para arranjar mais aliados, já que este membro do Governo é médico.
“Os critérios dão Caldas da Rainha como escolha, mas também seria penoso para os munícipes de Peniche, Caldas, Óbidos, Bombarral, Lourinhã e Cadaval, pagarem portagem para irem ao Hospital”, se a unidade ficar localizada em Alfeizerão, argumentou, pedindo “consenso na decisão”.
O Governador Civil de Leiria, Paiva de Carvalho disse em exclusivo ao FOTONEWSOESTE que ainda “não sabe como pode ajudar”, mas invocou que “Caldas tem um papel muito importante nessa matéria e não deixaremos que isso seja tido em conta, como Caldas merece”, disse, frisando que “das poucas indicações que tenho é que Caldas terá uma indicação favorável”, para a localização do HON.
Perante estas declarações e movimentações pode-se concluir que Daniel Bessa arrependeu-se e Caldas ganhou o Hospital, sabendo-se que ainda é cedo para cantar vitória para o lado das termas por o Governo terá a última palavra quanto à localização.

Carlos Barroso


Socorro demora 22 minutos

Um jogador do Caldas Sport Clube (CSC) caiu no terreno de jogo, faltavam dois minutos para terminar a primeira parte do encontro realizado no Domingo na Quinta da Boneca a contar para a 21ª jornada do campeonato nacional de iniciados. Depois de retirado das quatro linhas, o atleta foi assistido por dois massagistas do clube da casa e visitante, tendo sido pedido meios de socorro para o transportarem ao Hospital, já que o Ricardo Duarte apresentava “pulso muito acelerado e dificuldades respiratórias”.
A partir daqui, começou a angústia dos dirigentes, colegas de equipa, assistência e pais do jovem atleta, já que foram contabilizados 22 minutos, pelas autoridades presentes no local, até à chegada ao local, do primeiro meio a comparecer no campo da Quinta da Boneca.
Às 11h35 o director dos Iniciados “A” do Caldas Sport Clube, José Carreira ligou para o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) onde pediu meios de socorro, face ao estado de Ricardo Duarte, tendo-lhe sido feitas “muitas perguntas”, descreveu. Passados dez minutos, às 11h45 o FOTONEWSOESTE, ligou para o CODU onde lhe foi explicado que o tempo de demora estava relacionada com o accionamento dos meios de Óbidos, e que estes não sabiam onde se localizava a Quinta da Boneca. O operador que gravou esta conversa, garantindo-nos contudo que a Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) estava ocupada numa outra ocorrência. No entanto foi-nos abonado que os meios de socorro iam a caminho.
Porém e por acharmos a demora estranha, ligamos directamente para o comandante dos Bombeiros Voluntários de Caldas da Rainha (BVCR), Pedro Rezendes, que ficou de se inteirar da situação de não haverem meios nas Caldas. Na realidade, passados dois minutos, pelas 11h53 já se ouvia a ambulância a subir a Quinta da Boneca, mas por estranheza era uma viatura dos Bombeiros das Caldas e não de Óbidos como o CDOU nos tinha relatado. Dois minutos mais tarde chega ao local a viatura VMER à Quinta da Boneca.
O árbitro do encontro, João Mendes teve de reatar a segunda parte dez minutos depois da hora, além de já terem sido gastos os dez minutos de todo o intervalo de jogo até que chegassem os primeiros meios de socorro ao local.
Ricardo Duarte, de 15 anos de idade caiu perto da sua grande área defensiva, faltavam dois minutos para o apito do descanso da partida que opôs a formação do Caldas e do Castelo Branco, tendo sido o mesmo interrompido, mas reatado logo de seguida, já com o jovem a ser assistido por Adelino Santos, massagista do CSC e por Manuel Mota, massagista do Castelo Branco, fora das quatro linhas.
Sabe o FOTONEWSOESTE, que a VMER foi accionada mas não se deslocou ao local porque estava em serviço em Salir do Porto, mas assim que esteve disponível deslocou-se ao local do recinto desportivo, onde já estava a ambulância dos BVCR.
Contactado o comandante dos Bombeiros Voluntários de Óbidos, (BVO) Sérgio Gomes, este depois de consultar dos dados na sua central, relatou que “foi pedido pelo CODU, a viatura INEM dos BVO, para a Quinta da Boneca às 11h40, mas às 11h42 mandaram desmobilizar porque Caldas já tinha meios disponíveis”.
O comandante de Óbidos, confrontado com a solicitação de dados por parte do CDOU para a localização do local, apenas referiu que “quando foi dado o nome de Quinta da Boneca, o centralista respondeu logo: Campo de Jogos. E do lado do CODU lhe confirmaram os dados. Acho que esse pedido de dados uma desculpa”, sublinha.
Sérgio Gomes atesta ainda que “não é comum que haja desmobilização de meios depois de accionados”, mas confirma que os BVO se deslocam “muitas vezes ao concelho de Caldas para fazer emergências médicas, assim com se deslocam ao Bombarral, desde que as urgências do Centro de Saúde encerraram”, naquele concelho.
Também contactado o comandante dos BVCR, Pedro Rezendes, este relatou depois de consultar os dados da sua central que “às 11h37 recebemos uma chamada do CDOU para a Quinta da Boneca a pedir uma reserva de INEM, já que a nossa viatura de INEM estava desde as 11h21 na Rua do Jasmin. O pessoal destacado a fazer serviço de ambulância estava em A-dos-Francos. A central dos Bombeiros das Caldas informou o CODU que não tinha meios disponíveis” e perante estes factos foram accionados os meios de Óbidos.
Ainda assim, acrescentou o comandante das Caldas, “como chegam entretanto dois bombeiros voluntários que estiveram a fazer recolha de medula óssea, em Ortigosa, o chefe de serviço no quartel, mandou na mesma sair a ambulância para a Quinta da Boneca e mandou avisar o CODU, pelas 11h44, que já ia a caminho uma ambulância de Caldas”, explicou.
Pedro Rezendes refere ainda que pelos dados disponíveis “às 11h48 é a hora que tenho de registo de chegada ao local por parte da equipa que ia na ambulância”, disse, especificando que “os BVO foram desmobilizados, porque nós accionamos” apontando que “existe um desfasamento de relógios. As horas de uns relógios podem não ser as mesmas de outros”, comentou, justificando assim as contradições de dois a quatro minutos, entre os vários telefonemas.
Segundo fonte da PSP, esta força de segurança também tentou contactar o CODU, mas não conseguiu obter resposta.
“São dezenas de situações todos os dias. Não vale a pena estar sempre a bater no mesmo lado, nem vale a pena falar com o CODU”, frisou ainda Pedro Rezendes.
“Toda a actividade desportiva deveria de ter meios” recorda o comandante, que salienta que os BVCR para estes jogos “não são requisitados” ao contrário daquilo que acontece com a camada sénior de futebol.
Já Adelino Santos, massagista do CSC reclama que os testes médicos “deveriam de ser feitos com prova de esforço para despistar melhor qualquer problema de saúde dos atletas”.
Ricardo Duarte depois de transportado ao Hospital esteve em observação pela equipa médica, e acabou por receber alta, durante a tarde de domingo.
Há saída do Hospital de Caldas a mãe do jovem jogador, Anabela Duarte garantiu que a equipa médica marcou consulta para a especialidade de cardiologia no dia seguinte ao acontecimento, defendendo ainda que o filho será alvo de mais exames para saber o que se passou durante o jogo.
Quanto ao atraso dos meios de socorro à chegada no campo da Quinta da Boneca, apenas lamentou esse facto.
Também na Gaeiras, dois jovens do clube se sentiram mal e foram parar ao Hospital. Um deles, Fábio Moldes de 18 anos de idade, sentiu-se mal durante o encontro da camada de juniores e foi socorrido no local e evacuado para o Hospital de Caldas.
Segundo Gilberto Carreira, presidente do gaeirense, o que aconteceu ao atleta “pode estar relacionado com uma acumulação de nervos de um jogo complicado e difícil”, estando já em casa a recuperar.
Já o que aconteceu ao também júnior André Duque, em sua casa, foi mais grave e poderá levar mais tempo a recuperar.
“Ele agora está bem mas acordou na manhã de sábado com paralisia facial. Foi acompanhado, foi ao hospital e encontra-se em casa a recuperar”, comentou também o presidente do clube das Gaeiras.

Carlos Barroso

ASAE reune com comerciantes das Caldas

O mercado da Praça do Peixe vai ficar totalmente remodelado daqui a um ano. A garantia foi dada pelo vereador desse pelouro, Tinta Ferreira, que revelou ao FOTONEWSOESTE, à margem de uma reunião entre os vendedores e a ASAE.
Além desta reunião com os comerciantes de peixe, a ASAE realizou durante a passada semana, sessões de esclarecimento para os comerciantes da Praça da Fruta e vendedores do Mercado Abastecedor, no auditório da autarquia à porta fechada para jornalista por ordem da ASAE.
Ainda assim, o nosso jornal conseguiu saber que o vereador dos mercados, desporto e educação quer que os vendedores estejam a praticar a venda dos produtos conforme as normas da autoridade de segurança alimentar.
Tinta Ferreira destaca destas reuniões que o mercado da Fruta, o mercado abastecedor podem ser realizados, “desde que sejam cumpridas normas”, apesar de anunciar que “alguns produtos podem deixar de serem comercializados se não forem tomadas medidas por parte dos vendedores”.
Quanto ao mercado do peixe o autarca reconheceu que o local “deve ser alvo de uma remodelação profunda até que seja mudado de lugar”.
Estas sessões realizaram de acordo com a disponibilidade da ASAE para sessões de esclarecimento e de sensibilização junto de comerciantes de mercados, tendo a Câmara contactado a autoridade no sentido de fazer essas sessões nas Caldas.
A directora regional que já esteve na Capeleira em Óbidos e não barrou a entrada a jornalistas como fez agora nas Caldas deu indicações aos vendedores do mercado das fruta, do mercado abastecedor e aos vendedores do mercado do peixe.
Nas reuniões compareceram, segundo Tinta Ferreira, cerca de 400 comerciantes que “fizeram várias perguntas e foi-lhes dito quais os procedimentos que deveriam de ter e quais os que não deveriam de ter”.
“Muitos vendedores ficaram sensibilizados porque necessitam de alterar os procedimentos para estarem dentro da Lei e cumprirem as regras. Alguns sabem agora o que tem de fazer para continuar a fazer a venda em conformidade”, explicou.
Quanto à parte da Câmara, Tinta Ferreira tomou nota das recomendações da ASAE e por isso anunciou obras no mercado do peixe e do mercado da fruta.
“Vamos abrir brevemente abrir um concurso para fazer obras no mercado do peixe para ser remodelado e assim ter melhores condições de funcionamento”.
No mercado da fruta e abastecedor, como são ao ar livre, “reúnem as condições normais da sua tipologia, mas de qualquer forma temos a intenção de construir instalações de apoio na sequência das negociações que estão a ser feitas com o património do Estado”, referindo-se às antigas instalações da PSP, GNR e do Centro Hospitalar.
“Há um projecto e uma ideia para se construir ali uma zona de apoio ao mercado da fruta, num futuro a médio prazo, além de estar previsto a remodelação do tabuleiro da Praça da Fruta”, apontou.
Quanto aos procedimentos de venda, “cada um deve-os ter em conta, embora tenhamos concluído não é impossível compatibilizar um mercado ao ar livre, com as características da Praça da Fruta, com as regras que estão em vigor. É possível desde que sejam tidos em conta os procedimentos”.
Questionado sobre a circulação automóvel na zona envolvente à Praça da Fruta, Tinta Ferreira adiantou que “não é impeditiva para o funcionamento do mercado, porque em função ao tipo de produto que cada um comercializa, há um conjunto de procedimentos a ter, embora hajam alguns produtos que terão de desaparecer, como são os casos de animais junto com os outros produtos hortícolas e frutícolas”.
Quanto aos produtos, como queijos e chouriços “poderão continuar a ser vendidos se reunirem as condições em vigor como é o caso de serem vendidos em embalagens”, descreveu.
“Os procedimentos não são impossíveis de ter e permitem a continuidade do mercado com características com aquelas que temos actualmente”, reforçou.
As melhorias no mercado do peixe, com concurso lançado daqui a dois meses, “deverão estar concluídas daqui a um ano”, anunciou o autarca que assegura que serão modificadas as partes em alumínio, chão, cobertura, bancadas novas, pintura interior e exterior, uma máquina de gelo, uma máquina de lavar mais adequada e outras normas de higiene.
Quanto à sempre previsível mudança de localização, o vereador diz que “não está fora de hipóteses, mas como deverá ainda demorar alguns anos essa mudança é importante, fazerem-se estas obras”.
“Mesmo que mude de local, daqui a dois a três anos, é importante que daqui até lá o mercado do peixe tenha condições de funcionamento. O que achamos que não devemos fazer é não ter um mercado a funcionar durante alguns anos até ter um novo mercado num novo local. Como ele só pode funcionar se tiver condições teremos de as criar”.
Levado a comentar que a ASAE não fará fiscalizações nas Caldas depois destas sessões, Tinta Ferreira apenas refere que “a ASAE tem o seu próprio procedimento e irá intervir quando quiser”. Porém acrescenta que depois destas reuniões, “grande parte dos comerciantes estão avisados e terão de arranjar condições para venderem os seus produtos. Só se não quiserem é que não as criam as condições, algumas delas simples, porque sabem quais são”, concluiu.

Carlos Barroso

Apanhado traficante


Um alegado traficante, de 31 anos de idade, foi apanhado pela PSP das Caldas na zona da A8, depois de uma perseguição e investigação policial.
O homem residente na zona do Bombarral, quando interceptado pelos agentes da PSP das Caldas, ao final da tarde de quinta-feira, dia 14 de Fevereiro, transportava uma quantidade de heroína suficiente para comercializar e confeccionar 208 doses individuais.
O suspeito foi presente a Tribunal das Caldas para primeiro interrogatório, mas desconhece-se a medida de coação aplicada pelo juiz de instrução criminal.

Carlos Barroso

Mulher ferida em acidente transferida para Lisboa


Uma mulher de 34 anos de idade foi evacuada de helicóptero, durante a noite do dia 13 de Fevereiro, para uma unidade médica de Lisboa em estado grave depois de a viatura onde seguia se ter despistado na Estrada do Béltico em Peniche.
Célia Garcia Santos residente na Atouguia da Baleia despistou-se com a viatura ao final da tarde do dia 13, na estrada do Béltico, cerca das 17h08, tendo indo a seu socorro, oito bombeiros de Peniche com duas viaturas e ainda os profissionais de VMER de Caldas da Rainha.
No local esteve a GNR a tomar conta da ocorrência, tendo a mulher sido transportada para a unidade das Caldas, onde foi alvo de uma intervenção cirúrgica, antes rumar para a capital.
Entretanto um dia antes, um casal de idosos ficou desalojado depois da cobertura da casa onde viviam, na Praia d´el Rey, em Peniche, ter sido destruída por um incêndio.
O incêndio teve início à meia-noite e foi extinto pouco depois, mas consumiu o telhado da casa.
No local, estiveram os bombeiros de Peniche e de Óbidos, com cinco viaturas e 17 elementos.

Carlos Barroso

Dor no adeus à pequena Lara

Choros, gritos, abraços de conforto por parte de familiares, amigos e colegas de trabalho, foram que mais se viu nas cerimónias fúnebres da pequena Lara Alfaiate, não deixando ninguém indiferente.
A urna branca de Lara Alfaiate foi levada em mãos por elementos do corpo combatente dos bombeiros voluntários de Peniche, durante o cortejo fúnebre que saiu da Igreja Nossa Senhora da Conceição até ao cemitério de Peniche, na manhã de sábado, depois da missa de corpo presente.
O pai, da bebé Ricardo Alfaiate, emocionado e sem apoio psicológico, pediu perdão à filha.
“Eu fiz tudo para te salvar. Eu ainda te salvei uma vez, mas ninguém me ajudou e eu não consegui na segunda vez. Tu sabes disso filha, não sabes, o pai fez tudo para te salvar”, disse emocionado no adeus à sua filha, Ricardo Alfaiate.
A mãe, mais apoiada pelos familiares e pelas colegas de trabalho, chorou muito e falou com a filha durante o adeus em palavras menos perceptíveis.
Sem apoio psicológico, à excepção da enfermeira e da técnica de apoio social da autarquia de Peniche, a família Alfaiate, que tem cinco crianças menores e que partilham uma casa com outra família, ainda não recebeu qualquer tipo de apoio psicológico do organismo do Estado. Desta forma é visível a acentuada dor de revolta, principalmente no pai que se apoia nos ombros dos colegas bombeiros e o seu comandante.

Carlos Barroso

Fogo na Serra do Bouro

A partir deste ano a Autoridade Nacional de Protecção Civil vai deixar de interromper o período de actividade do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF). Uma directiva nacional, apresentada no dia 12 de Fevereiro, que estabelece que os meios de vigilância, detecção e combate estarão prontos a intervir de 1 de Janeiro a 31 de Dezembro.
Dividida em cinco fases, a directiva amplia o período de maior risco de incêndio, que passa a vigorar entre 1 de Julho e 30 de Setembro. Nesta fase estarão disponíveis 9514 homens, 2249 veículos e 56 meios aéreos. Nas épocas de menor perigo, de 1 de Janeiro a 14 de Maio e 16 de
Outubro a 31 de Dezembro, os meios humanos e veículos “serão accionados conforme o perigo” e estarão entre “dois a sete meios aéreos” prontos a responder a qualquer eventualidade.
A directiva operacional surge porque “devido às alterações climáticas a época de risco aumentou, tal como se viu em 2007”, afirmou o ministro da Administração Interna, Rui Pereira. Recorde-se que em 2007 arderam 20 mil hectares de área florestal, menos 92% do que a média dos últimos cinco anos. Em 2008 o objectivo é baixar dos cem mil.
Por coincidência, deflagrou no mesmo dia o primeiro fogo florestal do ano, às 12h40 na localidade
do Bouro, no concelho das Caldas da Rainha.
De acordo com fonte do corpo de bombeiros das Caldas da Rainha, o fogo, que teve início pouco depois das 12h40 de terça-feira numa zona de eucaliptal, pinhal e de vegetação rasteira, só entrou em fase de rescaldo por voltas das 16h00, tendo terminado as operações pelas 17h35.
O fogo terá tido início num descuido durante uma queimada no meio de um terreno agrícola no Bouro, em local deserto e pouco habitado.
O combate às chamas foi realizado por quase meia centena de bombeiros, apoiados por uma dúzia de viaturas, dos soldados da paz de Caldas da Rainha, São Martinho do Porto, Óbidos, Alcobaça e Benedita.
Terão ardido cerca de oito hectares de mato indiferenciado e eucaliptal. Uma casa de habitação abandonada também sentiu o calor das chamas.
Porém o combate do fogo foi dificultado pelas rajadas de vento forte que provocou uma dispersão de meios e projecções que fizeram outros focos de incêndio que assustaram alguns populares que tem terrenos no local e habitam nas proximidades.
Não fosse a ajuda dos populares, de bombeiros mais velhos e experientes, de militares do SEPNA, de militares do posto da GNR das Caldas e mesmo do próprio comandante da GNR das Caldas as chamas teriam consumido bem mais área, já que atreveram-se a apagar o fogo de batedor na mão. Também um dirigente da Associação Humanitária esteve no local e andou de batedor na mão e fez movimentar o jipe de comando para este não ser apanhado pelas chamas, tal qual fez o veículo da GNR que estava no local.
Durante o combate uma bombeira terá caído e por isso ficou ferido com pouca gravidade numa perna e pé.
No dia seguinte, cerca das 13h10, os soldados da paz das Caldas foram chamados para o mesmo local, devido a um reacendimento, tendo controlado imediatamente as chamas, com doze homens apoiados por três viaturas. As operações no dia 13, foram terminadas por volta das 15h20, disse a mesma fonte do corpo de bombeiros das Caldas.

Carlos Barroso

Alert em Maio no Hospital de Caldas

A partir da segunda quinzena de Maio as urgências do Hospital Distrital das Caldas da Rainha vão ter implementado o sistema “Alert”, que informatizam todo o processo de cada um dos doentes que entram naquela unidade de saúde.
Manuel Nobre, director clínico e membro do conselho de administração do Centro Hospitalar das Caldas da Rainha, (CHCR), pede “alguma calma” e assume que possam “haver alguns atrasos” nas consultas aos utentes que recorram à unidade durante a partir daquele mês, mas assegura que “será benéfico para ambos os lados”, clínicos e doentes.
“Este sistema é uma melhoria no serviço, mas de início trará alguns constrangimentos. Toda a metodologia demora algum tempo para que as pessoas se integrem e por isso prevemos e pedidos para que haja alguma calma por parte dos utentes, porque prevemos um aumento do tempo de demora no atendimento”.
Envolvidos neste processo de implementação Alert, vão estar pessoal médico, administrativos, enfermeiros, técnicos de radiologia, auxiliares de acção médica, técnicos de patologia clínica, e outras especialidades num total de mais de três centenas de pessoas que vão receber formação a partir do dia 26 de Fevereiro em turmas de oito horas e de dezasseis horas no caso dos enfermeiros porque fazem a triagem de Manchester com este novo sistema, sublinhou o enfermeiro chefe, Júlio Branco.
A implementação do “Alert” está prevista de forma progressiva até 2009, num processo de informatização das urgências, com todos os dados clínicos dos doentes a serem inseridos numa base de dados.
“É uma mudança significativa onde se traz as novas tecnologias para os Hospitais. Com este sistema, todos os dados ficam à disposição dos clínicos”, disse o Manuel Nobre que considera este sistema o “Big Brother” dos hospitais.
“É o Big Brother nos hospitais”, frisa o director clínico que atesta que o sistema Alert “terá uma informação rápida para o exterior e o acesso à informação de historial clínico é mais rápido e o registo exaustivo daquilo que se praticou em qualquer pessoa”. “Saberemos se demorou cinco minutos ou cinco horas o tratamento ao doente e porquê”.
A vinda deste recurso para o serviço de urgência não vai alterar a forma de recepção do doente, mas “vamos tentar estabelecer mais prioridades acrescidas à triagem de Manchester, porque em qualquer momento vamos saber onde está o doente, pudemos facilmente saber se foi administrado, qual o tipo medicamento. Sabemos onde está o exame, a analise e o porquê de eventuais atrasos. Temos maior acessibilidade em saber o que falhou e onde se atrasou no processo”.
“Este sistema vai identificar melhor as eventuais falhas”, sublinha por outro lado o enfermeiro Júlio Branco, que quer “diminuir o número de falhas, porque tudo se torna mais claro”.
A Informação registada e visualizável inclui não só aspectos clínicos, mas também exames de diagnóstico e terapêutica, dados administrativos, assistência social, auxiliares de acção médica e direcção clínica e administrativa.
Os intervenientes no serviço de urgência “têm acesso a níveis de informação diferenciados, de acordo com as suas competências, através de perfis de utilizador aos quais acedem pela identificação da respectiva impressão digital”, lembra a médica Margarida Melo.
O interface gráfico é inovador e intuitivo e o hardware utilizado é composto por monitores “touch screen”, diminuindo o uso de teclado. O software incorpora um “sistema de alertas que assegura a capacidade de vigilância sobre os doentes e exibe uma lista de tarefas por realizar”, explicou a directora do serviço de urgência.
Margarida Melo também cirurgiã elogia o sistema e considera que não são só apenas os dados clínicos passam para esta base de dados, mas também toda a terapêutica.
“Haverá um controlo muito mais apertado para os médicos, mas não é o objectivo de controlo, mas sim de modernidade do serviço”, disse, acrescentando que “qualquer episódio de urgência fica logo disponível numa nova vinda por parte do doente ao hospital”.
“Este sistema é vantajoso, porque enquanto o doente estiver no serviço de urgência, é possível ao médico ou aos técnicos de saúde, terem acesso aos dados clínicos em tempo real, melhorando a qualidade de serviço, pelos vários intervenientes no processo, diminuindo assim a burocracia e aumentando a eficácia do serviço”, destaca a cirurgiã.
O objectivo é também eliminar a utilização de papel dentro da urgência do CHCR com a aplicação do Alert, já que todo o processo passa a ser computorizado.
“O hospital tem verbas para a implementação da regra “Papper Free”, onde estão como alvos os serviços da consulta externa e vão-se procurar informatizar as zonas da farmácia e do aprovisionamento e depois será o bloco operatório, o internamento, a cirurgia de ambulatório para que tudo trabalhe em rede e sem papel”.
Já a médica Margarida Melo, lembra que “não vamos ficar livres de papel numa primeira fase, porque vai ser progressiva esta adaptação, porque quando damos a informação clínica dos doentes, esta ainda vai ser em papel”. “O sistema interno é fica sem papel”, reforça.
Ainda assim o arquivo hospitalar vai continua em papel, “mas a intenção é passar tudo para digital”. “O futuro é ter um hospital “Papper free”, no limite é um hospital sem papel girando tudo em processo informático”, explica Manuel Nobre.
Está previsto que até ao final do ano, tudo passe pelo sistema informático, como são os casos de pedidos de exames, análises, RX, e uma série de tarefas que ainda são feitas por enfermeiros e auxiliares. As prescrições médicas também serão dadas pelo sistema informático.
Manuel Nobre lembra ainda que cada utente que se dirige ao serviço de urgência, principalmente em dias de grande afluência, com tudo informatizado, “levarão consigo um resumo do episódio de urgência”. Com a implementação do Alert a redução dos gastos em papel vai diminuir e logo “haverá uma poupança significativa”.
Margarida Melo explicou que com o Alert pode estar disponível para os Hospitais e Centros de Saúde da zona e apontando que há intenção, num futuro que todos os hospitais estejam ligados em rede.
Manuel Nobre assegurou por último que “não haverá dispensa de recursos humanos, pelo contrário”, havendo apenas um decréscimo no secretariado de unidade, aumentando o número de auxiliares junto dos doentes.
Vão ser colocados alguns postos Alert para consulta dos utentes, na sala de utilização comum, para os utentes saberem como funciona o sistema e terem informações básicas do modo como está a funcionar o serviço de urgência do Hospital das Caldas.
A nível de gestão com este sistema fica-se também a saber a quantidade de medicamentos mais utilizados e com isso um melhor controlo de stock.
“A gestão actual é por objectivos e para ser mais eficiente e mais eficaz, queremos saber o que se passa dentro da nossa instituição e com o Alert sabemos dia a dia o que se está a gastar”, concluiu Manuel Nobre.

Carlos Barroso