quinta-feira, novembro 08, 2007

PSP de Peniche ensina idosos a evitar oportunistas


Mais de uma centena de idoso, com mais de 65 anos de idade assistiram no auditório do Stella Maris em Peniche a uma peça de teatro inédita, onde foram abordados vários aspectos relacionados com a segurança da comunidade.
A encenação contou com a colaboração de todos os 65 elementos do grupo de teatro “O Nazareno”, que abordaram furtos por carteiristas em locais de grande concentração de pessoas, burlas em casa e na via pública. Após as encenações teatrais, houve tempo ainda para um esclarecimento por um agente, sobre os conselhos de prevenção tendo em conta este tipo de ilícitos criminais.
Jorge Martins Comandante da Esquadra da PSP de Peniche, contou em exclusivo ao JORNAL das CALDAS que esta acção “surgiu após a primeira acção não ter tido os resultados desejados e como não somos rapazes de desistir à primeira lembrei-me desta situação do teatro. Para tal contamos com o impacto deste grupo de teatro bastante conhecido e ligado à paróquia, aproveitando este prestígio e conhecimento para fazer a acção destinada à comunidade risco”.
Jorge Martins relatou ainda que “há um ano atrás tentamos fazer uma acção do género com recurso à polícia, na esquadra da polícia, onde foram feitos convites individuais e éramos os mesmos sete polícias, mas só estavam duas senhoras para assistir aos conselhos que estávamos a dar. Ainda assim não deixamos de dar conselhos”.
“Hoje tivemos aqui mais de uma centena de pessoas e estamos claramente contentes com esta adesão. Esta é também uma função da polícia, de ensinar, informar, formar a população em geral”, disse.
Desta vez como as coisas correram como esperado, surgiram já os primeiros convites, com foi o caso de uma encenação na Serra D’el Rei “para apresentar esta peça, numa área rural do concelho” e zona de intervenção da GNR.
Para o comandante da PSP de Peniche ir para outros locais fora do concelho dependerá sempre do comando de Leiria e a Direcção Nacional, instituições que “não irão levantar qualquer tipo de obstáculos, porque o que está em causa é a segurança da população”, declina.
Este espectáculo, especialmente direccionado para “o grupo de risco”, que são as pessoas idosas e apesar de ao longo do ano, através dos programas, Policiamento de Proximidade e Apoio ao Idoso, os agentes vão acompanhando “os casos concretos”.
“Não temos de desconfiar de toda a gente. Na duvida devemos receber a pessoa, mas à cautela deve-se pedir a ajuda de um vizinho ou a um familiar para acompanhar a conversa, porque se o burlão vir junto dele uma pessoa mais nova, já fica de pé atrás e até pode desistir do objectivo dele” explica Jorge Martins.
O crime mais corriqueiro é dos carteiristas e por esse motivo os agentes deram “conselhos muito simples” de como se deve levar e transportar a mala e que tipos de objectos devem levar.
“Ter o mínimo de objectos possíveis se for para locais onde exista uma grande aglomeração de pessoas. Transportar poucos documentos e uma quantia monetária. As pessoas devem ter a ideia daquilo que vão à procura e por isso devem levar o dinheiro estritamente necessário para a aquisição desses bens e assim minorar os efeitos se forem vítimas de um carteiristas”, enumerou.
As quatro encenações apresentadas em partes de quinze minutos cada, contemplaram a “Venda Forçada” onde a Dª Antónia e o seu marido, o Sr. Manuel receberam um telefonema em casa por parte de um representante de uma qualquer empresa a informá-la que acabava de ganhar um prémio devendo para tal comparecer num determinado local para o receber.
Uma vez na reunião, a Dº Antónia acaba por adquirir contra sua vontade um colchão ortopédico no valor de uns milhares de euros.
A segunda situação simulada, representa a Dª Maria que estava sozinha em casa e é contactada por um desconhecido que se faz passar por um técnico das finanças ou da segurança social, e com o pretexto de uma revisão da reforma consegue entrar na habitação.
Entre uma conversa, o burlão vai solicitando vários documentos. Durante esse vai e vem o “técnico” consegue apoderar-se de dinheiro e de alguns objectos em ouro.
O terceiro episódio representa o altruísta. O Sr. Joaquim é abordado na via pública por alguém que não reconhece, mas que aparentemente é seu conhecido porque o autor monstra conhecer alguns episódios da sua vida.
Durante essa conversa, eis que o “velho conhecido” revela que é portador de uma enorme quantia em dinheiro destinada a entregar a uma instituição de solidariedade social de Peniche por indicação do seu falecido pai. Por azar a instituição está encerrada.
Como o bom “samaritano” o burlão acredita na honestidade do Sr. Joaquim e confia-lhe a grande quantidade de dinheiro até ao dia seguinte. Contudo, como prova de boa fé o Sr. Joaquim deve fazer-lhe entregar um sinal de 500 euros o que lhe parece ser suficiente.
No dia seguinte o Sr. Joaquim confirma que o embrulho de notas, afinal não era senão um embrulho de velhos jornais e fotocópias de notas.
A última encenação, e mais frequente na zona de Peniche, decorre no cenário na Feira Mensal, com os carteiristas.
A Dª Felismina é uma frequentadora assídua da feira mensal de Peniche e como muitas pessoas prefere particularmente as bancas com roupa barata.
Naturalmente, na feira, essas são as bancas que apresentam sempre um grande número de pessoas à sua volta e são os locais ideais para um crime de furto de carteira.
A juntar tudo isto a Dª Felismina é também um pouco distraída e enquanto puxa por uma camisola aqui, uma saia ali, não dá conta que alguém lhe está a mexer na mala que traz a tiracolo. Em resultado dessa azáfama quando vai para pagar aquilo que escolheu, repara que foi roubada a sua carteira.
Estas encenações não foram de difíceis de transformar, segundo Ricardo Rodrigues, coordenador do Grupo de Teatro “O Nazareno”.
“Até pensei que inicialmente era difícil mas foi fácil. Foi uma grande surpresa para nós porque rapidamente cada um de nós assumiu o papel que tinha de fazer. Em apenas três ensaios montamos os quatro actos”.
O coordenador do grupo confessou que também “nunca tivemos um trabalho destes para encenar”, apesar de todos os anos representarem a peça da Páscoa.
Com este desafio, Ricardo Rodrigues considera que o grupo “têm aqui a possibilidade de participar noutras iniciativas que possam surgir. É uma acção social importante porque contribuímos para uma sociedade mais segura”.
Fora de hipótese para já está colocar esta peça em cartaz, embora o grupo esteja receptivo a encenar noutros locais “se formos solicitados pela PSP e conforme a nossa disponibilidade”.

Carlos Barroso


Fotos
1 Jorge Martins explica a acção e dá alguns conselhos à população de risco
2 o agente mostra como um carteirista pode retirar as carteiras das mochilas e malas
3 em pleno mercado o carteirista ataca a vitima agindo em grupo
4 depois de ter dado dinheiro o burlado vê que o embrulho apenas tem papeis e fotocopias de notas
5 uma vez burlada as vitimas em casa sozinhas nada podem fazer
6 o burlão consegue distrair as vitimas dentro das suas casas para roubar o que consegue

António Carneiro não gostou daquilo que Jorge Lacão disse alegadamente à mesa de Moita Flores


A Região de Turismo do Oeste (RTO) enviou um comunicado onde protesta “veemente”, a alegadas declarações proferidas no passado sábado pelo secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros segundo as quais Santarém será sede da futura região de turismo.
Em comunicado, António Carneiro, presidente da RTO, manifesta-se “incrédulo a deliberações governamentais em plena almoçarada”, protestando contra a “notória contradição” entre esta declaração de Jorge Lacão - alegadamente proferida durante um almoço na Feira Nacional de Gastronomia - e as do secretário de Estado do Turismo no âmbito da reestruturação em curso para o sector.
No documento enviado à redacção, são citadas as imagens emitidas no site da Mirante TV, e que António Carneiro as vê como “uma cena digna de uma república dos velhos tempos da América Latina”.
Para António Carneiro, ou Lacão “se precipitou e entrou na mais despudorada demagogia” ou o secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, "nada tem a ver com o assunto e (o que é pior) fica com o odioso de a sede (inevitavelmente) não ficar em Santarém".
O presidente da RTO lembra que Bernardo Trindade apresentou a semana passada à Associação Nacional das Regiões de Turismo uma proposta para criação de cinco regiões com base nas unidades territoriais NUT-II, cuja sede "natural" no caso de Lisboa e Vale do Tejo é Lisboa.
“O mapa proposto foi rejeitado e foi defendida a continuação do diálogo”, frisa, protestando "veementemente" contra a notória contradição entre os dois secretários de Estado num “processo sensível e complexo” e em matéria “tão delicada”.
“Continuaremos a lutar por uma solução à altura da deliberação do plenário das Regiões de Turismo, marcando posição”, afirmando ainda que o Oeste “é um dos cinco novos Pólos de Desenvolvimento Turístico do País, com um volume de investimento e construção do futuro, ímpar a nível nacional”, diz ainda em comunicado.
Para António Carneiro, “alguém fica mal nesta história, sendo óbvio que, em condições normais, as consequências políticas se fariam sentir”, explana, acrescentando que “não somos hipócritas e nunca precisaremos de colocar de joelhos” concluiu o presidente da RTO.

Carlos Barroso

Polis a bom ritmo no país e nova esperança com o Polis XXI



Num seminário organizado pela Associação Forense do Oeste na sede da Associação de Municípios do Oeste, cerca de meia centenas de técnicos, vereadores e juristas ouviram o actual coordenador nacional do Programa Polis, Pinto Leite falar de “Ordenamento do Território e Cidades Planos Municipais, sua execução, incluindo expropriações”.
O programa Polis, lançado em 2000 para a reabilitação urbana de 39 cidades portuguesas, “conta com uma taxa de execução de 65 por cento, equivalente ao investimento de 800 milhões de euros”, revelou o coordenador nacional.
Apesar de considerar “positivo” o trabalho desenvolvido ou em curso, Pinto Leite adiantou que “há obras em atraso”, esperando-se que “em 2010 estejam finalizadas”.
Contudo muitos dos programas foram lançados em 2000 e 2001 e estiveram “parados” até 2005, dando os exemplos da Marinha Grande, Vila Franca de Xira e Gondomar.
O corte no financiamento do programa Polis, com a diminuição de 50 para 37 por cento de fundos comunitários, explica também os atrasos, já que o investimento inicial passou de 1,2 para 1,17 mil milhões de euros.
Porém até ao final de 2008, prevê-se a conclusão de 14 Polis, como Cacém, Vila Nova de Gaia e Albufeira, mas entretanto deverão terminar ainda este ano as obras em Aveiro, Castelo Branco, Coimbra e Covilhã.
2009 é a data apontada para a finalização dos Polis de menor dimensão e que foram assinados através de contrato-programa, como o de Torres Vedras, onde se prevê um investimento de cinco milhões.
Já estão concluídos 15, dos 39 Polis, casos de Beja, Bragança, Matosinhos, Porto, Portalegre, Angra do Heroísmo, Valongo/Ermesinde, Vila do Conde, Guimarães, Tavira, Elvas, Guarda, Leiria e Vila Real.
As obras já efectuadas permitiram requalificar espaços públicos urbanos, zonas ribeirinhas e marítimas e criar parques verdes, ciclovias de mais de quatro quilómetros, percursos pedonais e novas áreas de condicionamento ao trânsito.
Foram também construídos centros de monitorização e interpretação ambiental e novos parques de estacionamento subterrâneos, onde à superfície em vez de automóveis estacionados existem zonas verdes e de lazer.
Todavia a nova geração do programa Polis já chegou e terá como base os conceitos de “inovação” e “rede de cidades para o desenvolvimento”.
O secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades João Ferrão anunciou no mesmo dia em Faro “a Política de Cidades Polis XXI”, a nova geração do programa de apoio à regeneração urbana.
Este novo programa para o actual coordenador do Programa Polis, o Polis XXI terá de ter “projectos coerentes, parcerias no terreno que se possam juntar, formando empresas ou formem protocolos que em tempos substanciais sejam objectivos. Não é fazer obras por fazer obras e por por os empreiteiros facturarem e se gerar emprego. Não. Calçada já nós temos há muito tempo. Se isso não for para trazer esplanadas, trazer pessoas às ruas, dinamizar a economia, então não serve para nada. Tem de haver uma estratégia base e comunicação”, aconselha.
Pinto Leite avisa ainda que os autarcas não devem “fazer calçadas para ganhar votos e algum dinheiro, porque senão tem de contratar um rebanho de ovelhas para comerem as ervas que nascem no meio da calçada, porque não há ninguém que as pise”, afirmou.
“Tem de haver obras magnifica neste país de boa organização e de bons engenheiros, bons empreiteiros, bons arquitectos”, acrescentou.
Questionado sobre a realizada do Oeste, Pinto Leite, assumiu reconheceu não conhecer o território, mas sempre disse que “se juntarem, se fizeram uma empresa para gerir os equipamentos, se houver uma especialização porque não podem ter todos tudo porque tem de haver mobilidade entre as cidades, então as coisas resultam”, esclarece.
“Não há mal nenhum haver um grande edifício numa aldeia, se as pessoas vão lá. Mau seria, se existir um elefante branco parado no meio da cidade”, enumerou.
“Vivemos décadas em que todos queriam ter tudo e agora há que haver especialização das cidades”, concluiu, acrescentando que “os autarcas irão atrás dos votos que estão na discussão pública destas obras estruturantes para uma região”.
Para este novo programa, o Governo vai disponibilizar 1,5 mil milhões de euros para a renovação de espaços urbanos, nomeadamente centros históricos, frentes ribeirinhas ou bairros críticos, com candidaturas aceites “no primeiro trimestre de 2008” e as primeiras intervenções aprovadas do Polis XXI, estão previstas para “o segundo semestre de 2008”.
A nova política de cidades vai contemplar três dimensões de intervenção. Uma será a regeneração urbana propriamente dita. Mas também será dado espaço à competitividade e diferenciação de redes urbanas e à integração regional.

Carlos Barroso

Ocorrências da PSP de Caldas e de Peniche


A PSP de Caldas da Rainha deteve, no dia 22, pelas 13h15, um indivíduo de 25 anos de idade por ter procedido ao exercício condução de um veículo ligeiro de passageiros, sem estar legalmente habilitado para o efeito. Também no dia 19, cerca das 21h57, a PSP de Caldas da Rainha deteve, um indivíduo do sexo masculino, com 50 anos de idade, que conduzia um veículo ligeiro de passageiros, com uma taxa de álcool no sangue de 1,97 gr/l.
No mesmo dia, pelas 15H10, os agentes apanharam um indivíduo do sexo masculino, de 39 anos de idade, que conduzia um veículo ligeiro de passageiros, sem estar legalmente habilitado para o efeito.

A PSP de Peniche pediu à Policia Judiciária que investigasse um incêndio que deflagrou no dia 21, pelas 16h00.
A PSP de Peniche deslocou-se ao local do fogo de grandes proporções, num edifício industrial, tendo recolhido informações que apontam para um acto de origem criminosa. Por tal motivo foram de imediato encetadas diligências, no intuito de identificar o possível autor.
As chamas consumiram um telheiro, com viga em pré esforçado e telhas de fibrocimento, onde se encontravam bidões de 200 litros com óleo queimado, diversos moldes em fibra de vidro, diluentes, resinas e ainda provocou danos na pintura de um veleiro, que se encontrava no local para reparação.
O proprietário do imóvel avaliou os danos em mais de seis mil euros e a Polícia Judiciária de Leiria, está a investigar o caso.

Carlos Barroso

Ocorrências de Óbidos

Em Óbidos deflagrou um incêndio que consumiu cerca de três mil metros quadrados de mato e sobreiros, no Casal Frade, Usseira. A combater as chamas estiveram os voluntários locais, com duas viaturas e sete homens.
Na zona do Covão dos Muzaranhos, em Óbidos deflagrou ainda um outro incêndio em mato, que consumiu cerca de um hectare de coberto florestal. A combater as chamas estiveram os soldados da paz locais com oito homens e uma viatura.

Carlos Barroso

Ocorrências do Destacamento da GNR

Em Tornada um stand de venda de automóveis da marca Citroen foi visitado pelos amigos do alheio que provocaram danos e levaram alguns artigos, cujo valor ainda não foi apurado, pelos queixosos.
Uma mulher apresentou uma queixa avaliada em cem euros, referente a quatro gatos que foram mortos alegadamente por envenenamento.
Na cidade das Caldas foi assaltado uma viatura, tendo o seu proprietário apresentado queixa na GNR.
Em Tornada foi apresentada uma queixa por furto de um veículo cujo valor é de 8500 euros. Na Zona Industrial das Caldas da Rainha cerca de 1500 euros em objectos foram retirados do interior de uma viatura.
Em Santa Susana foi apresentada uma queixa por furto de fio de cobre.

Em São Martinho do Porto, a guarda recebeu uma queixa por furto de um automóvel da marca Audi e cujo valor se situa nos seis mil euros.

Na Atouguia da Baleia, em Peniche foi apresentada uma queixa por furto de uma linha de cobre da EDP.
Na praia dos Super Tubos em Peniche foram roubados cerca de 485 euros em objectos que estavam dentro de uma viatura estacionada na estância balnear de surfistas.
Em Geraldes, Peniche foram roubados três tubos de uma exploração agrícola, avaliados em 900 euros.
Na praia dos Super Tubos foi assaltada uma viatura em 2280 euros. No Baleal, no mesmo tipo de crime, o dono de um carro viu serem roubados 748 euros em objectos.

No parque de estacionamento de Óbidos foram provocados danos avaliados em 105 euros num veículo, por um meliante que tentou assaltar o carro.
No Bom Sucesso foram roubados documentos que estavam dentro de uma viatura estacionada naquela localidade da freguesia do vau.

Na Benedita uma farmácia foi assaltada em 344 euros, tendo as autoridades, conseguido identificar o autor do roubo.
No SPENA da GNR das Caldas deslocou-se ao Casal Carvalho, na Benedita para tomar conta de uma ocorrência relacionada com despejo de lamas provenientes de tratamento suinícolas.
Os militares da patrulha regular da Benedita apanharam um condutor maior de idade que conduzia o veículo com uma taxa de 2,07 gramas de álcool no sangue. O mesmo foi presente a tribunal, que lhe aplicou uma multa de 385 euros e a inibição de conduzir durante quatro meses.
Uma menina de 12 anos foi colhida por um carro, no dia 24, na zona da Azambujeira.
O atropelamento aconteceu durante o dia e a menina foi transportada para o Hospital de Alcobaça com ferimentos graves.
Um ciclomotor avaliado em 2500 euros foi roubado na Benedita.
Na Venda das Raparigas o dono de um estabelecimento queixou-se por o seu negócio ter sido visitado por amigos do alheio que levaram alguns artigos. O valor, quantidade e danos sofridos ainda não foram apurados.

No Sobral do Parelhão, Bombarral um homem de 25 anos ficou ferido com gravidade depois da viatura onde seguia ter-se despistado, cerca das 19 horas.

Carlos Barroso

Ocorrencias dos Bombeiros das Caldas

Os bombeiros foram chamados para os Casais da Serra devido a um alegado incêndio, tendo patrulhado toda a zona durante a noite e cerca de uma hora e meia, mas acabaram por não ver chamas.
Na Moita e no Vale do Coto arderam cerca de 1200 metros quadrados de mato agrícola. Outros 630 metros quadrados foram consumidos em fogos na Espinheira, em A-dos-Francos, Cabreiros e perto da praça de portagens da A15 em A-dos-Francos.
Alguém ligou para os bombeiros a dizer que havia um incêndio numa casa, mas tudo não passou de um falso alarme.
Na Rua Raul Proença foi atropelada uma pessoa que apresentou ferimentos ligeiros.
No Casal Carvalhos, em Santa Catarina em frente à Escola, no Bairro dos Arneiros, na Estrada Nacional nº 8 em Tornada, nas Cruzes, em Santa Catarina e na A8 sentido S/N ao km 93,500 deram-se setes acidentes rodoviários, dos quais resultaram 11 feridos ligeiros. Estiveram envolvidos nestes acidentes 18 viaturas e 46 bombeiros.
Duas pessoas com sintomas de intoxicação foram transportadas para a unidade de saúde da cidade, depois de terem chamado os soldados da paz que compareceram na Rua Dr. Seixas Brandão e na Foz do Arelho.
Na Rua Mestre Francisco Elias um jovem de 14 anos foi agredido com uma arma branca.
No Inatel da Foz do Arelho, na Rua Dr. Ernesto Moreira, na Rua Bartolomeu, na Odisseia, no Lar Eborm no Imaginário, no Largo do Estragado, na Rua Capitão Filipe de Sousa, na Rua António Lopes Júnior, no Colégio Rainha D. Leonor, no Modelo, no Casal do Girio, no Vale da Vaca e em duas artérias não tipificadas da cidade, deram-se as 14 quedas que provocaram pequenos traumatismos a igual numero de pessoas.

Carlos Barroso

Radiações abaixo dos limites nas Caldas e no país

“A zona das Caldas da Rainha é tão boa ou tão mau como a dos restantes panoramas que encontramos em outros municípios. A nível de radiação os níveis estão abaixo dos máximos e não há problema nenhum”.
A afirmação é de Luís Correia, professor do instituto superior técnico e dá disciplinas de telecomunicações e telecomunicações móveis, e responsável pelo projecto MonIT que a Câmara Municipal das Caldas protocolou.
MonIT é um projecto de comunicação de risco, onde está englobado um portal com toda a informação básica, acções de formações directas com a população e as medidas de radiações.
Este projecto visa essencialmente medições em escolas, hospitais, jardins, centros comerciais, aeroporto, metro, locais de conferências e outros locais públicos.
As medições podem ser feitas através de remoto, através de uma sonda que mede as frequências de radiações largas continuamente.
Este aparelho é auto-suficiente porque tem painéis foto voltaicos e tem ainda um aparelho que recebe a informação e que depois a emite para um técnico em Lisboa. Estes aparelhos não medem os campos electromagnéticos dos sistemas de energia.
O outro aparelho, uma sonda de medição portátil, destina-se a realizar medições junto das antenas. COM este aparelho todo o país foi abrangido em 432 locais, apesar de existirem mais de 12 mil antenas de telemóveis espalhadas pelo país.
Segundo os valores apresentados das medições das radiações electromagnéticas realizadas em vários pontos das Caldas da Rainha pelo Instituto de Telecomunicações (IT) no âmbito do projecto monIT “em todos os locais medidos os valores estão abaixo dos máximos recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS)”, acrescentou o responsável.
A explicação do professor do Instituto Superior Técnico foi no sentido de objectivar a medição e monitorização de radiações electromagnéticas, justificadas pelos valores apresentados das medições feitas na Escola Secundária Raul Proença, no edifício dos Silos no Bairro Azul, no edifício da Câmara Municipal e no quartel dos Bombeiros das Caldas da Rainha. Foram ainda feitas duas medidas com um equipamento portátil na Foz do Arelho e na confluência das Avenidas da Independência Nacional e 1º de Maio.
Todas as medidas registadas nas Caldas “estão abaixo do recomendado e ainda estão 50 vezes abaixo do valor pelo qual pode haver algum risco e recomendado pela OMS”, frisou o responsável pelo projecto.
Porém, dos pontos fixos o que obteve o valor mais próximo do permitido situam-se na Escola Raul Proença e nos Bombeiros no âmbito de medições do campo eléctrico, com níveis de 32 vezes abaixo do permitido. Quanto a radiações de densidade de potencia, os valores situam-se a 100 vezes abaixo do permitido. Estes equipamentos “são colocados em pontos de radiação das antenas que emitem preferencialmente ondas horizontalmente, e em locais de máxima exposição à radiação”.
Também nas medições registadas com o aparelho portátil, registaram radiações 32 vezes abaixo do permitido, na zona das confluências das Avenidas, já que esta medição é feita entre os 18 a 150 metros de distância das antenas.
Para Luís Correia “não há perigo estar debaixo de uma antena”, quando questionado sobre os equipamentos nos topos dos edifícios.
“As pessoas não se devem aproximar entre um a três metros, já que estarão expostos a um campo electromagnético superior ao máximo recomendado. Todavia as pessoas que estão nos prédios não correm risco, porque as antenas radiam essencialmente na horizontal. A radiação que vai para dentro dos prédios é mínima, até porque o cimento e ferro atenuam a radiação”, justificou explicando que “as pessoas que estão nos prédios em frente tem valores superiores aos que estão no prédio com a antena, mas ainda assim os níveis são muito baixos”, disse.
Na cidade das Caldas as primeiras medições foram feitas em Julho e durante três meses e os resultados podem ser consultados e confirmados em
www.lx.it.pt, onde estão também as 121 medições em pontos fixos já realizadas.
Luís Correia confirmou também que os dados apresentados nas Caldas como noutros pontos do país, “estão abaixo do permitido”, levando-o a ainda exemplificar, com o auxílio dos telemóveis dos jornalistas presentes, uma experiência.
“Os telemóveis quando não estão em comunicação não radiam, mas quando estão em funcionamento (chamada) a radiação está abaixo do permitido por Lei”.
O professor do Instituto, deixou ainda um alerta que a emissão das antenas de sinal de rádios e de TV “é mil vezes superior às antenas de telemóveis”, acrescentando ainda que os repetidores desses sinais “são também piores do que as antenas de telemóveis”.
Esta afirmação vem acalmar algum alarmismo sobre as antenas de telemóveis, mas levanta outro sobre antenas que poderão provocar malefícios e que não se fala muito delas.
Com estes dados as preocupações dos possíveis efeitos nocivos da exposição às radiações, levou o presidente da Câmara, Fernando Costa a dizer que “queremos fazer tudo a favor da população”, mas deixou o recado para que “a população não se alarme”.
"Tem havido nos últimos tempos um alerta para esta questão da radiação e muitas vezes a população exalta-se, por isso, nada melhor que o serviço de um instituto público credível para fazer uma análise séria destas matérias", disse Fernando Costa aos jornalistas.
Fernando Costa recusou ainda fazer uma acção de esclarecimento junto da população com os técnicos do projecto Monit, apesar do protocolo assinado, justificando que os resultados “não são alarmantes”.
“Julgo que a melhor sessão de esclarecimento para toda a população são os dados que os senhores acabam de colher aqui pelas experiências tecnicamente. Com estes resultados tenho menos dúvidas”, concluiu.
Confrontado com a situação da antena na Foz do Arelho o autarca afirmou claramente que “estou mais preocupado com questões de saúde publica do que com questões de estéticas”.

Carlos Barroso

ASAE pode fiscalizar mercado da fruta e do peixe nas Caldas

“A ASAE não teve nenhuma reunião de trabalho com a Câmara Municipal das Caldas da Rainha”, uma garantia confirmada, no dia 23 de Outubro, por Manuel Lage, director do serviço de comunicação do organismo de fiscalização.
Contudo a mesma fonte revela que “a ASAE está sempre disponível para reunir com qualquer identidade e participar em colóquios e em sessões de esclarecimento, a exemplo da que se realizou na Capeleira, Óbidos, no dia 22 de Outubro”.
Confrontado com uma eventual fiscalização ao mercado turístico da Praça da Fruta e mercado do peixe, este responsável garantiu que para já não está agendada nenhuma, apesar salientar que “as acções da ASAE nunca são anunciadas”.
Estas questões foram também levantadas pelo vereador do PS, António Galamba que pediu informações ao executivo no dia 23 de Julho, sobre a reunião com a ASAE sobre a Praça da Fruta e o Mercado do Peixe, “aprovadas há mais de um mês”, numa proposta do seu partido, mas que afinal não tiveram lugar.
A proposta do PS defendia a realização de uma reunião de trabalho com a ASAE tendo como pressuposto as intenções do Município de intervir nestes dois espaços para os requalificar, acautelando as questões de higiene, de segurança alimentar, de comodidade dos comerciantes e de facilidade de acesso dos cidadãos.
Na altura das questões dos socialistas, o vereador João Aboim prestou esclarecimentos solicitados e referiu que relativamente à requalificação do tabuleiro da Praça da Fruta, o mesmo, “depende do estudo de Mobilidade Urbana de Caldas da Rainha”, o qual se encontra em fase de entrega de análise.
Quanto a eventuais normas para a venda, quer no mercado da fruta, quer no mercado do peixe, fonte da ASAE, aponta que no site do organismo estão todos regulamentos e leis que regem o sector e como tal aconselha a que os vendedores se acautelarem para uma possível fiscalização daquele organismo.

Carlos Barroso

Aspecto da limpeza na cidade das Caldas


A calçada do Bairro Lisbonense continua neste estado lamentável. Por aquelas bandas, por enquanto não nenhuma inauguração!

JUvenis em grande forma no arranque



Campeonato Distrital da Divisão Honra de Juvenis

Caldas: 6 vs Amigos da Paz: 1

Árbitro: Pedro Martins, auxiliado por Luís Querido e Luís Sacramento

Caldas Sport Clube: Ivan, Tiago, Godinho, Vieira, Vsconcelos, Sancheira, André Pedro, Marcel, Mauro, Oliveira e Rocha.
No banco: Nicolau, Carlos Monteiro, Botas, Efe, Diogo Gil e Daniel.
Treinador: Sérgio Vala
Adjunto: Fernando Enxuto

Amigos Paz: Kevin, Steve, Ruben, João Pedro, Ricardo Braz, Wilson, Cristiano, Francisco, Leandro, Bruno e Pedro Verde.
No Banco: Nuno Oliveira, Nuno Gonçalves, Evandro, André, Nuno Malhado, Vando e Paulo.
Treinador: Filipe Brás

Ao intervalo: 3-0

Marcadores: Oliveira, Mauro, Vasconcelos, Marcel, André, Efe e Pedro Verde.

Os pupilos de Sérgio Vala entraram bem na primeira jornada do Campeonato, com uma goleada em casa diante de uma combativa equipa dos Pousos.
Os jovens jogadores do Caldas entraram bem no jogo a pressionar e a jogar rápido pelas alas, situação que já nos habituou este técnico caldense.
Foi por isso com naturalidade que surgiu o primeiro tento, numa jogada de insistência. O segundo surgiu logo quase de seguida aproveitando o balde de água fria que os visitantes tinham apanhado no primeiro golo. Como não há duas sem três, o terceiro acabou por estar no fundo das malhas.
Em pouco mais de seis minutos o Caldas resolveu a partida, indo para o descanso confortavelmente.
No reatar da partida foram os vindos dos Pousos que começaram por tentar discutir o resultado, conseguindo inclusive marcar um golo, logo aos dois minutos. Porém o domínio avassalador do Caldas voltou, passados sete minutos do reatar do encontro com mais um golo, deixando de novo os visitantes à distância de três golos. Até final ainda se marcaram mais dois tentos.

Carlos Barroso

Iniciados venceram com alma

Campeonato Nacional de Iniciados
Série D

Caldas: 2 vs CADE: 1

Árbitro: Frederico Lourenço, auxiliado por Joel Oliveira e Ruben Santos do C. A. de Leiria

Caldas: João Nunes, Telmo Pereira, Carlos Lopes, Vítor Luís, Daniel Madruga, João Lopes, Pedro Santos, João Rodrigues, Francisco Ferreira, João Gaspar e Nelson Paulo.
No banco: Rodrigo Coito, Ricardo Duarte, Bruno Ribeiro, Ricardo Gonçalves, Jefrey Vasques, Márcio Santos e Rafael Pereira.
Treinador: Luís Lopes
Adjunto: Luís Martinho
Massagista: Adelino Santos
Delegado: Renato Gaspar

CADE: Steve Rodrigues, Miguel Rodrigues, André Clemente, Bernardo Martins, Hugo Martins, Gonçalo Nunes, João Freitas, Manuel Almeida, José Pratas, Tiago Roma e Jessy.
No banco: Rafael, Daniel Branco, Ivo, João Carlos, João Francisco, Ricardo Costa e Miguel Varela.
Treinador: Luís Garcio
Massagista: Alfredo Reis
Delegado: António Moreira

Ao intervalo: 1-0

Marcadores: Francisco Ferreira aos 5’, Pratas aos 50’ e João Nunes aos 54’ gp.

Vitória suada sobre primeiro classificado

O Caldas entrou neste encontro praticamente a ganhar, com um lance de grande habilidade, destreza técnica e o melhor em campo, Francisco Ferreira, que inaugurou o marcador logo aos cinco minutos, fruto também de um encadeamento provocado pelo sol sobre o guarda-redes da formação do Entroncamento.
Este tento deveria de colocar a equipa alvi negra mais tranquila, mas acabou por ter a reacção inversa. O meio campo com três unidades não encaixava nas mesmas, da equipa adversária e os jogadores do Caldas pareciam ter medo de meter o pé e os sectores não encaixavam. Aproveitando este desnorte, o Entroncamento foi construindo lances de perigo, principalmente pelo seu, ponta de lança, Pratas. Ainda assim as investidas forma controladas pela defesa ou por remates que nunca acertaram o alvo.
Na segunda metade, o Entroncamento veio atrás do prejuízo e veio com mais vontade do que o Caldas e ao minuto cinquenta o seu jogador mais perigoso aproveita bem a oportunidade de uma defesa que não consegue despejar a bola da área. Estava pois feito a igualdade e estava feita alguma justiça no marcador.
Contudo o Caldas na resposta subiu de rendimento, criou as melhores ocasiões da partida e até segurou o jogo, algo que até aqui não tinha acontecido. O primeiro desses lances foi um remate ao poste de Nelson Paulo. Logo a seguir ao minuto 53’, o irreverente Francisco Ferreira é derrubado na área pelo guardião Steve Rodrigues. No minuto seguinte, o também guarda-redes, João Nunes não deu hipóteses de defesa.
Foram dez minutos demolidores do Caldas que procurou com vontade o golo da vitória.
Mas até final houve tempo para a expulsão de Pedro Santos por ter jogado a bola pela segunda vez no encontro. Esta expulsão acabou por dar mais um pouco de animo aos forasteiros que não conseguiram empatar a partida apesar da falta daquela pedra importante no miolo alvi negro.

Carlos Barroso

Debate no Bombarral

Dentro do âmbito das Jornadas Intermunicipais de Inclusão Social, desenvolvidas sob o mote Dinâmicas de Intervenção, decorreu no Auditório Municipal do Bombarral a sessão dedicada ao tema “Trabalho em Equipas Multidisciplinares”. A iniciativa teve lugar no passado dia 11 de Outubro, durante o período da tarde e contou com várias dezenas de participantes.
Na sessão de abertura o presidente da Câmara Municipal do Bombarral, Luís Camilo Duarte, realçou a importância das iniciativas promovidas pelos concelhos da Região Oeste defendendo as políticas intermunicipais, incluindo as da área social.
Abrindo a sessão, Catarina Rivero, psicóloga e terapeuta familiar, focou as Práticas Apreciativas nas Equipas Multidisciplinares, salientando também as emoções positivas dos técnicos de intervenção social, apresentando a utilidade do Inquérito Apreciativo em fomentar a memória dos sucessos e não dos fracassos. Destacou ainda a importância do clima de bem-estar nas equipas multidisciplinares para que estas realizem um bom trabalho.
Seguiu-se a apresentação de Maria da Graça Mira Delgado, do Movimento Defesa Vida, subordinada ao tema “Projecto Família – uma intervenção em rede”. Neste painel foram apresentadas dinâmicas de intervenção em rede junto das famílias com crianças em risco.
Estas intervenções têm como objectivo último evitar a retirada da criança do seu seio familiar. Trata-se de um novo tipo de abordagem que é feita junto da família, 24 horas por dia durante seis semanas. A oradora destacou também importância de ensinar as famílias a saberem aproveitar os recursos que lhe estão disponíveis.
Por fim, Teresa Duarte, da Associação para o Estudo e Integração Psicossocial, explanou a “Integração Comunitária das Pessoas com Doença Mental”, demonstrando que o emprego é um pilar base para a integração social da pessoa com deficiência a oradora exemplificou com alguns casos concretos. Também o trabalho em rede foi focado como uma boa prática de intervenção.
Em comum, as intervenções focalizaram a importância da multidisciplinaridade, do trabalho em rede e do positivismo na intervenção social. Os técnicos sociais e os autarcas presentes no auditório fizeram jus ao conceito “intermunicipal”.
Carlos Barroso

Iluminação mais amiga do ambiente este ano durante o Natal das Caldas

Até ao dia 28 de Novembro cerca de 42 espaços ao ar livre e que contemplem, comércio tradicional comerciais vão estar iluminados pelas novas luzinhas de Natal que tradicionalmente invadem a cidade das Caldas.
Este ano, a direcção da ACCCRO escolheu 42 espaços, entre 28 ruas, 2 avenidas, 3 praças, 2 largos, 2 travessas e 5 rotundas, para as preencher, mediante um reduzido orçamento, que foi esticado na parte do consumo energético e na modernidade dos materiais para dar mais luz em mais ruas.
O orçamento deste ano é de 85 mil euros, e está destinado a uma iluminação “mais moderna e mais eficiente ao nível do consumo de energia” e até mais “amiga do ambiente”, realça João Frade, presidente da ACCCRO.
As principais características recaíram “essencialmente na iluminação por LED’s (Light Emitting Diode) em substituição das antigas lâmpadas”, de maior consumo, o que vai permitir “luminárias mais modernas e com uma redução de cerca de 60% no consumo de energia”.
Toda estas decorações estão concluídas “até à última semana de Novembro”, estando previsto o início da sua utilização “entre 28 e 30 de Novembro”.
A nova direcção da ACCCRO, apesar de este ano ter resolvido o problema das luzes de Natal está já “a estudar o alargamento e reforço da iluminação de Natal para o próximo ano, também como forma de cativar as pessoas para o Comércio Tradicional”, apontam.
Para João Frade, a única dúvida será a dependência das verbas disponibilizadas pela CMCR para a iluminação. Para minorar esta dependência crónica, o presidente da ACCCRO está a “estudar hipóteses de cumular outras formas de financiamento”, neste tipo de decoração.
Quanto à iluminação para os comerciantes de Óbidos, João Frade esclarece que a Câmara Municipal de Óbidos “é que é a responsável pela iluminação de Natal na Vila de Óbidos”.
Além das luzes de natal, a ACCCRO prevê ainda animação de rua durante esta quadra, porém ainda não tem nada definido, prevendo apenas que “no decorrer na próxima semana esteja completamente decidida”, altura em que irão apresentar dados concretos.

Carlos Barroso

FDO apresentou projecto para as Caldas

O Grupo FDO apresentou, no Museu Barata Feyo, um investimento de 400 milhões de euros na construção de dez novos centros comerciais, sendo o primeiro na cidade termal e que estará concluído no Outono do próximo ano.
O presidente do conselho de administração do grupo, Ferreira Dias, revelou que, numa altura em que a empresa se prepara para assinalar em Novembro os seus 27 anos de existência, a aposta passa por “uma lógica de descentralização para descobrir novos mercados”, justificando o investimento em curso até 2011 para Caldas da Rainha, Setúbal, Évora, Beja, Vila Nova de Gaia, Felgueiras, Braga, Covilhã, Guarda e Maia.
A unidade comercial prevista para as Caldas da Rainha, é a primeira onde a FDO vai lançar a linha “Vivaci”, um conceito que explora a ideia de “uma cidade mais viva, centros comerciais de centro dentro do centro urbano”, explicou o administrador da FDO Imobiliária Rocha Pereira.
Localizado na Avenida Manuel Figueira Freire da Câmara, o Vivaci das Caldas “será a principal âncora do comércio tradicional e fomentará simultaneamente a manutenção e o desenvolvimento do comércio tradicional”, disse o administrador.
O Centro Comercial Lisbonense será “um foco de modernização e renovação do tecido empresarial das Caldas da Rainha”, declara ainda, projectando que será também “um foco de geração de negócio e contribuirá decisivamente para a criação de inúmeros postos de trabalho, quer de forma directa e indirecta”.
Segundo o administrador o Vivaci Caldas da Rainha, “tem uma área de influência com cerca de 30 minutos, com um total de cerca de 335.000 habitantes, abrangendo a cidade das Caldas da Rainha, e os concelhos de Óbidos, Bombarral, Alcobaça, Nazaré, Cadaval, Rio Maior, Marinha Grande”.
O espaço ocupa uma área de 32.756 metros quadrados, representa um investimento de 34,6 milhões de euros e vai criar 250 postos de trabalho directos e 800 indirectos.
O espaço irá possuir quatro pisos comerciais e três pisos de estacionamento, com capacidade para 460 viaturas, catorze restaurantes incluindo diversos conceitos de fast-food e slow-food, cinco salas de cinema, um supermercado e setenta lojas.
Na discrição técnica feita por Rocha Pereira, o piso zero, “será composto por um supermercado com 2.000 m2 de área de venda, lojas de serviços e uma loja de electrodomésticos. O piso um é composto por uma oferta variada de equipamento do lar, moda e serviços. O piso dois, a oferta caracteriza-se por uma diversidade de lojas de moda, desporto e acessórios. No piso três, estará toda a oferta ligada ao lazer, com as cinco salas de cinema”.
Para preencher toda esta zona a FDO Imobiliária tem já como insígnias contratadas a Rádio Popular, Pão de Açúcar, Zippy Kidstore, C&A, O Balcão PortVGália, Filmitalus, Sport ZOne, Multiopticas.
O “Vivaci Caldas da Rainha” quer se revelar “como um Centro Comercial de carácter urbano, destinado a cobrir as necessidades diárias da população residente, bem como de todas as zonas circundantes que devido à actual falta de oferta comercial integrada têm necessidade de percorrer distâncias significativas para outros concelhos”, além de ter o objectivo de ser um projecto “à medida das potencialidades do concelho e conseguir reunir uma oferta comercial moderna e integrada”, acrescentou.
Ao lado do Centro Comercial, surgirá a reabilitação do Hotel Lisbonense, que “irá permitir transformar este edifício, numa moderna unidade de quatro estrelas, vital para a dinamização da actividade turística e hoteleira da cidade, nomeadamente para a área termal”, explicou Paulo Ferreira, administrador do Grupo.
O “Hotel Lisbonense” terá a sua abertura para no primeiro semestre de 2009, e contempla uma área de 4.650 m2, para 86 quartos, SPA com fitness, Piscina e duas salas de conferência, para sete milhões de euros de investimento, num novo segmento que está a ser explorado pelo grupo.
Fernando Costa classificou a recuperação do Hotel como “a menina dos meus olhos”, levando-o a declarar que "não faltaram proprietários para o demolir e construir outras valências, mas prevaleceu a ideia que se estava a transformar num pesadelo por não aparecerem compradores para reabilitar o hotel enquanto tal”.
O "Vivaci Caldas da Rainha" contou com aprovação da Câmara Municipal, que exigiu como contrapartida a recuperação do Hotel Lisbonense que se encontrava em degradação há três décadas.
Presentes na sessão de apresentação deste projecto estiveram alguns elementos da direcção da Associação Comercial que não se manifestaram. Notaram-se ainda a ausência de membros do Partido Socialista e de outros deputados Municipais, além dos representantes do Centro Hospital, tendo como pressuposto que a FDO quer criar uma estância termal no novo Hotel Lisbonense.

Carlos Barroso

Agenda Museu Cerâmica

Exposições
Animais à Solta - Bichos do Bordalo
Exposição de animais, em cerâmica, de grandes dimensões (cobra, lagarto, golfinho, rãs, lobo e raposa...). As peças foram executadas recentemente nas Faianças Artísticas Bordalo Pinheiro, a partir dos modelos de Rafael Bordalo Pinheiro. Esta exposição integra-se na Festa da Cerâmica promovida pela Câmara Municipal das Caldas da Rainha e tem a colaboração das Faianças Artísticas Bordalo Pinheiro e está patente até 31 de Dezembro.
À Mesa com José Francisco de Sousa
Exposição de um serviço de jantar em cerâmica e de um faqueiro com aplicações de cerâmica naturalistas da autoria de José Francisco de Sousa (1831-1907) ceramista caldense contemporâneo de Rafael Bordalo Pinheiro. Esta exposição integra-se na Festa da Cerâmica promovida pela Câmara Municipal das Caldas da Rainha e está patente até 31 de Dezembro.
Cerâmica e Vidro do Século XX
Exposição de uma selecção de peças da colecção de 1100 peças de cerâmica e de vidro recentemente doada ao Museu de Cerâmica pelo coleccionador Francisco Coutinho Carreira.
A mostra consta de peças cerâmicas e de vidro elucidativas do percurso da cerâmica mundial do século XX, nomeadamente dos anos 50, contemplando tanto a vertente industrial, como peças de design e de autor, com núcleos provenientes dos principais centros de fabrico da Alemanha, Itália, Dinamarca, Inglaterra, Suécia, França, Holanda, Finlândia, Canadá, Japão, entre outros. Vai estar patente até 31 de Dezembro.
Um Presépio de Fernando Miguel
Com o objectivo de assinalar a época natalícia será exposto ao público um presépio do ceramista caldense Fernando Miguel, feito especialmente para o Museu de Cerâmica e vai estar disponível a partir de 15 de Dezembro.

Actividades educativas
“Animais à solta no Jardim – Jogo e Fabulário”
Os alunos do 1º Ciclo acompanhados dos seus professores são convidados a participar num jogo inspirado em fábulas (Ésopo, La Fontaine) onde figuram os animais que se encontram na exposição, em seguida e em opção ou constroem uma pequena fábula ou copiam uma de que tenham gostado, fazendo-a acompanhar de uma ilustração.
Horário: de 3ª a 6ª feira, das 10 às 12h e das 14 às 17h
Destinatários: alunos do 1º e 2º Ciclo
Actividade a decorrer mediante marcação prévia.
Inscrições gratuitas e limitadas a um máximo de 20 crianças.
“Bichos para todos os gostos”
Propõe-se a observação dos animais de loiça de grandes dimensões, modelos de Rafael Bordalo Pinheiro, que ornamentam o Jardim do Museu de Cerâmica. Junto a cada peça faz-se uma exploração dos aspectos plásticos e em seguida os participantes escolhem o animal preferido e representam-no em desenho ou barro.
Horário: de 3ª a 6ª feira, das 10 às 12h e das 14 às 17h
Destinatários – alunos do Pré-Escolar
Actividade sujeita a marcação prévia.
Actividade educativa no âmbito da exposição Cerâmica e Vidro do Século XX:
“Cerâmicas do Mundo”
Após uma visita temática orientada à exposição “A Doação de Cerâmica e Vidro de Francisco Coutinho Carreira” - em que são dadas a conhecer as inovações da cerâmica do século XX - vão ser propostos aos alunos jogos de descoberta e oficinas de expressão plástica.
Destinatários: alunos do Pré-escolar, 1º e 2º Ciclo
Actividade a decorrer às terças-feiras, no horário do Museu, mediante marcação prévia.
Inscrições gratuitas e limitadas a um máximo de 25 crianças.
Oficina Cerâmica – Atelier de Natal
O Museu abre as portas das suas oficinas aos mais novos para modelação de peças alusivas ao Natal.
Horário: de 3ª a 6ª feira, das 10 às 12h e das 14 às 17h, durante os meses de Novembro e Dezembro
Destinatários: 1º e 2º Ciclo
As Colecções e as Crianças
No âmbito da colecção doada ao Museu, serão dadas explicações ás crianças sobre o coleccionismo e a sua história através dos tempos.
As crianças que fazem colecções serão convidadas a falar das mesmas e a partilhá-las com o publico numa pequena exposição. Em Dezembro, durante as férias de Natal
Outras actividades educativas
Visitas Guiadas; Visitas orientadas temáticas no espaço do Museu, destinadas ao público em geral; Visita vegetalista - percurso orientado para a descoberta das várias espécies botânicas do Jardim; O Percurso da Cor - descobrir as cores na cerâmica; A Transfiguração da Cerâmica noutros materiais; À descoberta da Natureza – destinatários: grupos do pré-escolar; O Conto no Museu – ouvir uma lenda mitológica ou um conto em frente da peça que o inspirou; Profissões antigas documentadas no azulejo e na cerâmica.

Descarga no pomar

Este fio de água, na Rabaçeira, Vidais, vem de uma zona onde se situa uma pecuária.
A água apresenta uma tonalidade escura e atravessa um pomar.
Os produtores tem de regar as árvores de furto e para tal tiverem de colocar um sistema de rega, porque a água do terreno surge contaminada.

Meia estrada nas Caldas

Este é o aspecto da Estrada na Rua das Varzinhas na Rabaçeira, Vidais.
Segundo alguns moradores, transeuntes e caçadores a estrada está assim desde as chuvas que caíram no último Inverno.









Carlos Barroso

Escola Académica vence benfica da Nazaré

Sub 13

EAF: 6 vs AFQPN: 2

Árbitro: Celestino Cota

Escola Académica de Futebol: Francisco Barros, Daniel Barros, Diogo Gouveia, Gonçalo Gouveia, Francisco Oliveira, Mariana, Édipo, Tiago Silva, Fábio Fernandes, Patrícia, Danilo, Francisco Gambino, Miguel Fernando, Paulo Barros, André Ribeiro.
Treinador: Ricardo Loja

Academia de Futebol Quinta do Pinheiro da Nazaré: Eduardo, Ricardo Vigário, Ângelo Vieira, Tiago, João Pereira, Francisco Simão, Alexandre, Fernando Cipriano, Kevin Antunes e Pedro Marques.
Treinador: Nuno Coito
Coordenador: Mário Costa

Ao intervalo: 3-1

Marcadores: Gonçalo Gouveia (1), Mariana (1), Édipo (1), Tiago Silva (2), Miguel Fernando (1), Francisco Simão (1) e Fernando Cipriano (1).

A equipa da Escola Académica venceu sem qualquer contestação a formação da Academia da Quinta do Pinheiro e que tem o símbolo do Benfica, por seis bolas, contra duas.
A formação desta vez orientada pelo jogador da selecção de futebol de praia, Ricardo Loja, não deu qualquer hipótese aos vindos da Nazaré, tendo desperdiçadas várias oportunidades durante o primeiro tempo, apontando ainda assim três tentos.
Na etapa complementar, os pupilos da Escola Académica voltaram a dominar, mas ainda assim consentiram mais um golo dos visitantes que se mostraram um pouco a medo de meter o pé e disputar a partida, face ao poderio físico e técnico dos donos do terreno.
Destaque para Tiago Silva e Mariana, um rapaz que tem vindo a melhorar o aspecto da finalização e a rapariga que continua a jogar melhor que muitos rapazes. Um talento que não se deve perder.

Carlos Barroso

Jovem despista-se na Estrada da Ribeira dos Amiais

Uma jovem de 26 anos de idade sofreu ferimentos ligeiros na sequência de um despiste, quando seguia ao volante de uma viatura ligeira de passageiros, na Estrada Municipal 567/1, perto do cruzamento do Casal Carvalho em Alvorninha.
O acidente ocorrido no dia 24, terá tido como consequências a perda de controle da viatura por parte da única ocupante, antes das 8h55, momento em que o alerta foi dado, por um elemento que seguia numa viatura de transporte de doentes dos bombeiros das Caldas.
O carro capotou e ficou tombado na encosta de um terreno inclinado, numa zona de sucessivas curvas e declives. O piso escorregadio poderá estar na origem do despiste que fez cortar a circulação durante uma hora, o tempo suficiente para retirar a vítima e remover o carro do terreno.
No local estiveram três viaturas com dez homens dos soldados da paz das Caldas e ainda a viatura VMER com uma médica e uma enfermeira que prestaram os primeiros cuidados médicos à jovem, antes de ser transportada para a unidade de saúde da cidade.
Militares do posto da GNR das Caldas da Rainha tomaram conta da ocorrência e restabeleceram a circulação depois de resolvido o acidente.

Carlos Barroso

Museu de Cerâmica continua com exposição de doador

Continua em exposição até ao final de Dezembro, com entrada, no Museu de Cerâmica a primeira mostra de um núcleo de peças da colecção de 1100 peças de cerâmica e de vidro recentemente doada ao Museu de Cerâmica pelo coleccionador Francisco Coutinho Carreira.
A exibição, de que existe catálogo, consta de 75 peças de cerâmica e de vidro elucidativas do percurso da cerâmica mundial do século XX, nomeadamente dos anos 20 e 50, contemplando tanto a vertente industrial, como peças de design e de autor, com núcleos provenientes dos principais centros de fabrico da Alemanha, Itália, Dinamarca, Inglaterra, Suécia, França, Holanda, Finlândia, Canadá, Japão.
Salientam-se as obras de famosos designers do século XX, como Flávio Poli, Fulvio Bianconi, Tapio Wirkala, Alvar Aalto, Timo Sarpaneva, (Finlândia) Per Lukten, Paul Keldev, entre outros.

Carlos Barroso

terça-feira, novembro 06, 2007

Tribunal de Contas diz que a obra de Ferreira da Silva com 14 anos custou até agora 275 mil euros, dos quais, 85 mil foram para o artista


Segundo uma auditoria do Tribunal de Contas, ao Centro Hospitalar das Caldas da Rainha, o organismo aponta irregularidades na aquisição de bens e serviços entre os anos de 2005 e 2006.
Em causa estão contratos para a aquisição de serviços de transporte em ambulâncias e um protocolo para fornecimento de serviços de alimentação que não foram sujeitos a fiscalização prévia.
Contudo o Ministério Publico decidiu “não desencadear qualquer processo”, revelou Vasco Trancoso, presidente do Conselho de Administração (CA) do Centro Hospitalar das Caldas da Rainha (CHCR).
O responsável acrescenta mesmo “os serviços e profissionais do CHCR actuaram de boa fé, sem dolo e com empenho em realizar um bom trabalho para benefício institucional e público”, agradecendo mesmo “a oportunidade da Instituição corrigir procedimentos, através da acção pedagógica que resultou da auditoria que foi efectuada”.
Com estes erros administrativos detectados, Vasco Trancoso acha que “vamos aperfeiçoar cada vez mais a gestão do CHCR”, declarando também que “foram lapsos administrativos que já foram corrigidos pelo CA do CHCR”.
De acordo com o Plano Global de Auditoria (PGA) ao CHCR e com o Programa de Trabalho (PT), a acção teve o objectivo de apreciar a legalidade e a regularidade financeira da realização de despesa com a aquisição de bens e serviços nos anos de 2005 e de 2006. Verificar a regularização de situações identificadas em acções de fiscalização dos órgãos de controlo interno. E verificar a integralidade, legalidade e regularidade das disponibilidades.
Como conclusões da auditoria ao único hospital termal do Serviço Nacional de Saúde, o Hospital Termal Rainha D. Leonor, fundado em 1485, e pelo Hospital Distrital das Caldas da Rainha, inaugurado em 1967, integrando o primeiro um vasto património florestal, caso do Parque D. Carlos I, da Mata Rainha D. Leonor, em cujo subsolo passa o aquífero termal, e o património edificado da Igreja Nossa Senhora do Pópulo, classificada como Monumento Nacional e ainda o património artístico, os inspectores controlaram “situações identificadas”.
Para além da prestação de cuidados de saúde, o CHCR tem, ainda, como especial incumbência a preservação e valorização do património que integra a estância termal das Caldas da Rainha.
Internamente foram também controladas situações “relativas ao processamento dos vencimentos dos membros do CA e os adiantamentos a pessoal”, que se encontram “regularizadas”.
“Os adiantamentos a pessoal deixaram de ser efectuados a partir de Março de 2005 e o processamento dos vencimentos dos membros do CA não evidenciava, à data da realização da presente auditoria, qualquer irregularidade”, lê-se no documento.
No sistema de controlo interno na área de aquisição de bens e serviços, os inspectores, verificaram que “alguns procedimentos carecem de correcção”.
Um desses casos é a contratação com o Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH), no domínio da satisfação das necessidades do CHCR, ode é referido que “não foi precedida de uma avaliação económica das alternativas existentes e do contributo daquela contratação para a eficiente utilização dos recursos do Hospital. O protocolo celebrado com o SUCH para fornecimento de serviços de alimentação no valor de 650.616,00 euros/ano, que previa a realização de despesa em mais de um ano económico, não foi precedido de portaria de extensão de encargos, ao contrário do exigido”, sendo apresentadas algumas recomendações que foram implementadas pelo CA.
Na presente auditoria, foi também analisa a obra “4 estações”, iniciada em Junho de 1993, que ascendeu, até à data da realização do trabalho de campo, a 275.823,03 euros, incluindo os honorários do respectivo autor, tendo o CHCR diligenciado junto de diversas entidades a obtenção de apoios financeiros.
“Para além da proposta e honorários apresentados pelo autor da obra, no valor de 85.200,00 euros, não existe evidência de ter sido realizada qualquer estimativa do custo total da mesma que envolve, na sua execução, a aquisição de material de construção e de serviços de mão-de-obra”, relatam os inspectores.
A obra “4 estações”, da autoria de Ferreira da Silva foi interrompida em Dezembro de 1997, “por falta de verbas”, mas foi retomada em “2002 pelo actual CA”, tendo sido “novamente suspensas em Agosto de 2006, em cumprimento do Despacho, do Ministro da Saúde”, que impediu os CA dos Hospitais do SNS de, até ao final desse ano económico, realizarem “quaisquer despesas que não estejam directamente relacionadas com a missão prosseguida ou com o objecto daqueles estabelecimentos de saúde”.
Vasco Trancoso lembrou que esta obra “foi herdada” pelo seu CA e ainda assim como se trata de uma obra de autor, “dispensa de concurso”, porque “não pode ser um artista a acabar a obra de um outro artista”, explicou. Estranho é no entanto uma obra deste valor e deste volume estar a ser feita há 14 anos.
De realçar ainda que de um estudo efectuado por uma publicação nacional, o Hospital das Caldas da Rainha é a décima unidade de saúde nacional com melhores resultados nos cuidados médicos.

Carlos Barroso

Atletas Gaeirenses são Campeões do Mundo

O Campeonato Mundial de Artes Marciais e Desportos de Combate (WTKA) realizou-se em Marina de Carrara - Itália, nos passados dias de 17, 18, 19, 20 e 21 de Outubro e contou com representações de 98 países, totalizando mais de 2.000 competidores.
A equipa Portuguesa, composta por 28 competidores, treinou arduamente para este evento no qual se disputaram os títulos mundiais em Formas, Formas de Armas, Formas de Equipas, Formas Criativas, Defesa Pessoal, Combate Light, Combate Semi, Full Contact, K1 e Submissão.
A equipa Gaeirense composta por seis praticantes, contou com o apoio da Câmara Municipal de Óbidos e da SCRG, porque sem este apoio teria sido impossível deslocar um número tão elevado de praticantes e de conseguir alcançar um resultado histórico.
Maria Baptista (SIBAK)
1ºLugar - Campeã Mundial de Armas Softh Style
Duarte Cardeira (Sihing)
1ºLugar - Campeã Mundial de Armas Softh Style
1ºLugar - Campeã Mundial de Armas Hard Style
2ºLugar – Vice Campeão Mundial de Combate
Andreia Rebelo (SIBAK)
2ºLugar – Vice Campeã Mundial de Kata Softh Style
3ºLugar – Divisão de Combate Semi
3ºLugar – Divisão de Armas Softh Style
Ivo Furtado (Sifu)
3º Lugar - Divisão de Kata Softh Style
3ºLugar – Divisão de Combate K1 – 65Kg
3ºLugar – Divisão de Armas Softh Style
Gonçalo Jorge (Sifu)
3ºLugar – Divisão de Combate K1 – 70Kg
Bruno Rebelo (Divisão de Mestres 5 – 9ºDan)
1ºLugar - Campeã Mundial de Armas Softh Style
1ºLugar - Campeã Mundial de Armas Hard Style
1ºLugar - Campeã Mundial de Kata Hard Style
2ºLugar – Vice Campeã Mundial de Kata Softh Style
No Geral, a Selecção Portuguesa alcançou o melhor resultado de sempre, com 46 medalhas das quais 14 medalhas de Ouro.
Após uma brilhante apresentação da Selecção Nacional, o Sigung Bruno Rebelo foi reconhecido oficialmente como o líder da WTKA para Portugal nas suas três divisões: Karate - Todos os Estilos - Desportos de Combate.
Esta modalidade ainda um pouco desconhecida em Portugal é treinada em cerca de 100 escolas e conta com mais de 5.000 praticantes, sendo dirigida pela FPKC (Federação Portuguesa de Kempo Chinês).
A Arte do kempo é uma ajuda inestimável à nossa vida diária.
Para mais informações sobre o Kempo Chinês visite a página da FPKC:
http://www.ickkfkempo.com/ ou contacte Sigung Bruno Rebelo no pavilhão gimnodesportivo das Gaeiras, onde são leccionadas aulas.

Legendas:
Campeões 1: a comitiva nacional onde estiveram os atletas das Gaeiras
Campeões_medalha 1: Sigung Bruno Rebelo à esquerda da imagem
Campeões_medalha 2: Sigung Bruno Rebelo no podium quando recebeu a segunda de três medalhas de ouro que conquistou neste campeonato do Mundo

ASAE dá conselhos a agricultores

A Associação de Agricultores do Oeste, (AAO), organizou um colóquio que teve a participação de Lurdes Gonçalves, inspectora directora da ASAE da Direcção Regional de Lisboa e que juntou cerca de duas centenas de agricultores, produtores agrícolas, armazenistas, produtores de agro-alimentares de fabrico artesanal, transporte, armazenamento, conservação de produtores frescos e de transformados na perspectiva grossista e retalhistas e restauração entre outros, tinha como produtos alvo, as frutas, hortícolas, carnes, vinhos, queijos, carnes fumadas, doçaria e licores regionais, conservas hortofrutícolas, mel e outros produtos do sector primário de venda ao público.
A presença massiva de interessados estendeu-se também a representantes do sector primário do Bombarral e Caldas, além dos agricultores do concelho de Óbidos. Do colóquio saiu um comprometimento da parte da autarquia de Óbidos que irá realizar sessões descentralizadas, nas freguesias, para apresentar uma brochura de código de boas praticas agrícolas e de higiene, com a ratificação da ASAE e ainda o apoio das Associações do sector.
Este código de boas praticas foi uma ideia lançada pela inspectora directora, depois de alguns dos presentes terem reclamado estarem “órfãos”, perante a fiscalização da ASAE e as Leis do Estado e da Comunidade Europeia, ficando ainda “à mercê de um crescendo mercado paralelo”.
Para Lurdes Gonçalves o mercado paralelo acaba por ser “um dos grandes problemas do sector”, justificando que “há muita gente que se aproveita e obriga os agricultores a comprar mais do que aquilo que são obrigados”, declarou.
“Há um negócio paralelo que se aproveita das normas e das fiscalizações da ASAE. Esta situação faz com que as pessoas andem baralhadas com aquilo que cada uma das empresas tenta impingir”, revelou a directora da ASAE de Lisboa e Vale do Tejo.
A reunião no salão da Associação da Capeleira acabou portanto por ser “proveitosa, porque desmistificou em alguns aspectos que as pessoas pensavam que tinham de cumprir”, acrescentou Lurdes Gonçalves.
Quanto às fiscalizações da ASAE a inspectora lembrou que a Lei e os regulamentos “existem desde 2002” e por isso “nada é novo”, fazendo notar que as Associações participaram e acompanharam na elaboração dessas normas que a Autoridade Segurança Alimentar está agora a fiscalizar.
Quanto a fiscalizações aos mercados, Lurdes Gonçalves respondeu que “não só os vendedores são notificados, mas também as Câmaras Municipais são notificadas para melhorar as condições em que se realizam as vendas”, salientado que “desde que hajam caixas higiénicas, outros utensílios limpos e os produtos todos bem expostos e rotulados, não é suficiente se depois o chão estiver todo sujo. Não se pode estar a trabalhar num sentido e o outro ficar na mesma”, recorda.
Estas dúvidas foram levantadas por um vendedor da Praça da Fruta das Caldas que se mostrou preocupado com “as misturas de produtos existentes” quer no mercado da fruta, quer no mercado do peixe e que Lurdes Gonçalves ouviu e tomou nota.
Para tentar sossegar este vendedor e produtor a inspectora directora disse que “desde que os produtos não estejam em risco de contaminação, os produtos rotulados e calibrados, se os vendedores e produtores estiverem licenciados, não há problemas”.
Se por outro lado as coisas não forem cumpridas, a ASAE quando chegar, “fiscaliza e pune quem não cumprir essas normas, encerrando, inclusive o mercado”, frisou.
Lurdes Gonçalves interpelada em exclusivo pelo JORNAL das CALDAS no final desta reunião, manifestou que as condições em que são vendidos os artigos no mercado da fruta e do peixe nas Caldas da Rainha, “têm de respeitar as condições de higiene, de exposição de cada um dos produtos e outras normas existentes nos regulamentos. Se isso for respeitado há problemas”.
Questionada sobre as condições em que é feito o mercado ao ar livre, com calçada e junto de uma artéria muito movimentada com a produção de gases dos automóveis, a inspectora directora responde que “desde que o piso seja lavável não há problema”, escusando-se a comentar demais condições, quer do mercado da fruta, quer do mercado do peixe.
Questionada ainda sobre uma eventual fiscalização a estes dois mercados nas Caldas, Lurdes Gonçalves revelou que “isso não pode ser dito”, mas sempre acrescentou que “pode ser amanhã e se as pessoas tiverem tudo em ordem não há nada a temer, porque há regras que tem de ser cumpridas”.
A inspectora alertou ainda os presentes para a necessidade de terem “todos os papéis dos artigos, porque caso não existam pode haver uma nova queixa, junto das finanças”.
Nos casos em que os agricultores estejam reformados ou por outro não tenham documentos em que comprovem a origem dos produtos, “devem recorrer às cooperativas para resolver esses assuntos”.
Quanto a embalagens, as mesmas não devem ser reutilizadas, contudo, as caixas de madeira em alguns casos podem ser utilizadas, assim como outras, “desde que sejam laváveis”.
Aliás esta foi mesmo a expressão mais utilizada pela inspectora directora que muitas das perguntas, relacionadas com câmaras frigorificas, caixas, embalagens, pisos e outros matérias de contacto com as frutas, produtos hortícolas, “desde que sejam laváveis e tenham um bom nível de higienização boa, podem ser utilizados”.
Se forem cumpridas as normas, Lurdes Gonçalves garante que “o consumo de produtos nacionais vai aumentar, porque está garantido”, concluiu.

Carlos Barroso

Xerife das Caldas contra ataca ao dizer que o deputado do CDS-PP pediu para Fernando Costa chamar a polícia e multar carros

O estacionamento e acesso ao mercado abastecedor foram de novo, assuntos comentados pelos deputados, António Barros e Rui Gomes, CDU e PSD, respectivamente, que pediram uma intervenção mais eficaz por parte da PSP e autarquia.
Para o comunista os acessos ao mercado abastecedor, “é uma situação caótica verificada na área circundante ao mercado”. Por esse motivo sugeriu “requisitasse policiamento para o período de abertura do mercado, porque são muitos carros estacionados na via”, argumentou.
Partilhando das mesmas preocupações Rui Gomes, confessou que “a partir das 17 horas as pessoas que desprezam o mercado da Praça da Fruta vão à tarde ao mercado abastecedor” provocando um congestionamento naquela zona.
Fernando Costa sobre este tema disse que “o mercado está cada vez maior por causa dos vendedores que vêem de fora assim como os compradores”.
“Aquela confusão de trânsito é gerada porque ficou estipulado que ninguém entrava dentro do recinto antes das 19 horas, para não começarem a vender antes dessa hora. Há vendedores que chegam às 17 horas e começam a estacionar e isso é um problema de polícia”, apontou.
Quanto à ideia sugerida pela CDU de colocar um agente naquela zona, o presidente da Câmara alegou que “não é a melhor solução”, acrescentando que “a PSP tem obrigação de colocar o trânsito na ordem. Qualquer dia temos de pagar à PSP para tudo e mais alguma coisa”, desabafou.
Aproveitando o tema da policia o presidente da Câmara declarou aos deputados que o deputado que o chamou de “xerife das Caldas”, “há dias chamou-me à atenção por haverem muitos carros na Praça 5 de Outubro e eu disse-lhe que estava na altura dele também ser xerife das Caldas”.
Fernando Costa aproveitou o amadorismo politico do deputado do CDS-PP para dizer que “criticam o presidente da Câmara por chamar a PSP, mas oito dias depois ao ver tantos carros em cima da Praça, ele perguntou ao presidente da Câmara porque não chamava a PSP”, ironizou.

Carlos Barroso

João Frade apresenta Plano Global para o Comercio das Caldas

Na primeira prova de fogo o presidente da Associação de Comerciantes das Caldas da Rainha e Óbidos, (ACCCRO) João Frade, passou com destinação depois de ter apresentado algumas soluções para o comércio caldense na Assembleia Municipal, apesar de ter tido como principal opositor o presidente da Câmara que quer um novo Centro de Saúde e um novo viaduto em vez das soluções apontadas pelo jovem dirigente que teve uma intervenção no ponto onde os deputados deveriam de discutir o pedido de localização do conjunto comercial denominado por “Rainha Shopping”, do Grupo Sonae Sierra.
João Frade começou por dizer que o comércio caldense “tem problemas desde há muito tempo” independente da presença dos Centros Comerciais e por isso sustentou que “são urgentes as suas resoluções”, apontadas no Plano Global para o Comércio das Caldas que apresentou aos deputados Municipais.
O representante dos comerciantes lembrou os estudos da Câmara e da Associação, desde o ano de 1998, onde eram indicados, “a concorrência dos hipermercados, estacionamento, desemprego, necessidade de remodelação do tabuleiro da Praça da Fruta, mais animação de rua, maior limpeza das ruas e dos edifícios, falta de segurança e policiamento, fraca iluminação”, como os principais problemas.
Como pontos fortes num estudo exposto em 2006, mostrava “a dinâmica e aumento da população, a identidade própria da cidade ligada às termas, turismo, cerâmica e doçaria e a boa localização, já fica entre Lisboa, Leiria e Santarém, servida por auto estradas” como factores determinantes.
Nessa altura, esclareceu João Frade, “os pontos fracos eram a falta de um produto ou marca que a distinga em relação a outras localidades, um claro envelhecimento da população residente, uma taxa de desemprego a aumentar, maior formação humana, mais jovens, captação de investimentos no concelho, debilidade do o espaço urbanístico, dificuldade na circulação de peões, dificuldades de estacionamento junto à zona comercial” e por último disse que “os indicies de criminalidade são relativamente elevados apresentado um valor acima da média nacional”, expôs.
Dos aspectos que favorecem a cidade, destacou “a localização geográfica, a diversidade e concentração comercial, o Parque D. Carlos I e o Hospital Termal e a proximidade com a praia da Foz do Arelho”.
João Frade lembrou igualmente que no estudo deste ano, “77% da população preocupa-se com a falta de estacionamento, 40% com a pouca limpeza das ruas, 29% com a abertura de novas UCDR, 25% com a falta de segurança, 24% com a fraca iluminação, 20% com o excesso de lojas de chineses, 20% com a pouca sinalização e dificuldade de circulação de transito, 19% com a pouca animação de rua, 18% com as poucas iniciativas para captar turistas, 16% com o pouco arranjo das ruas e das fachadas e ainda do Centro Histórico, 13% com a falta de iniciativas culturais e 10% com a pouca flexibilidade dos horários de funcionamento”.
Como propostas da ACCCRO para a solução destes problemas, declara que o pouco estacionamento, em especial no centro da cidade se resolve “com a criação de mais parques de estacionamento junto ao centro e com preços convidativos”, numa resolução para o terceiro trimestre de 2009.
A criação de lugares com parquímetros em ruas com dificuldades de estacionamento e que “não englobem toda a rua, mas cerca de quatro a oito lugares dependendo da capacidade de cada artéria”, gostaria de ver concluído no terceiro trimestre de 2008.
Para acabar com o sentimento de insegurança a proposta da ACCCRO baseia-se “na criação de um grupo de guardas-nocturnos coordenados entre a Associação Comercial, Câmara e PSP, num horizonte limite, para o quarto trimestre de 2008”.
Para terminar com a fraca iluminação, a direcção da ACCCRO quer que sejam “colocados o maior número de candeeiros na cidade, desde que sejam atractivos, bem como a recuperação dos antigos”, até ao final do terceiro trimestre de 2008.
A pouca limpeza das ruas e fachadas de edifícios, tem de acabar no primeiro trimestre de 2008 através de “um apoio financeiro para a remoção de graffitis e cartazes ilegais por parte da ACCCRO”. Em complemento, a ACCCRO quer que “haja efectiva punição dos agentes destas contra-ordenações” e que os custos de remoção sejam suportados por parte das receitas vindas da punição dos infractores.
Sobre a necessidade de haver mais animação de rua e divulgação comercial da cidade e do concelho, João Frade pediu apoio financeiro para “a animação de rua e divulgação do comércio nas semanas que antecedem o Carnaval, Dia da Criança, Dia da Mãe, Dia do Pai, Dia dos Namorados, Páscoa, Natal e Verão”, com começo no primeiro trimestre de 2008.
Quanto à carência de sinalização, o presidente dos comerciantes pretende que no primeiro trimestre “haja uma promoção da cidade e do concelho durante todo o ano e não apenas durante a época balnear”. Quer ainda, durante o segundo trimestre que “seja criado um guia turístico e comercial do concelho” e no terceiro trimestre de 2008, deseja “colocar mapas da cidade e mapas comerciais, nos parques de estacionamento e em outros locais estratégicos”.
Sobre a carência de sinalização e circulação rodoviária, um problema para estar resolvido durante o segundo e terceiro trimestres de 2008, o representante dos comerciantes anseia “colocar mais sinalização com informação municipal e comercial nos parques de estacionamento, zonas comerciais e nas entradas do perímetro urbano até ao centro da cidade”, além vincar a pretensão já apresentada com a criação de bolsas de cargas e descargas, “já propostas pela ACCCRO”.
A urgência na requalificação das vias públicas e do centro histórico é um assunto para estar concluído no segundo ou quarto trimestre de 2009, segundo João Frade que propõem “mais ruas pedonais”, como é o caso da Rua Capitão Filipe de Sousa.
A produção de “uma cobertura nas ruas da cidade com clara apetência turística e comercial, para não ruas não estarem sujeitas ao clima” é outra das ideias, partilhadas com “o embelezamento das ruas e colocação das figuras gigantes relacionadas com a cidade”, idênticas às duas que mostram o Mestre Rafael Bordalo Pinheiro, para o primeiro trimestre de 2009, como projecto piloto.
Para o terceiro trimestre de 2008, indicam “mais zonas verdes ou a colocação de vasos de dimensões relevantes com árvores”.
Como recomendações João Frade não deixou de referir que “é importante criar um plano global para o turismo, promoção junto das entidades competentes, o arranjo e dinamização do centro histórico, aproveitar a construção do multiusos para a realização de ainda mais eventos culturais e de maior impacto, criar e promover a imagem própria do concelho, dando mesmo como exemplo o aproveitamento da imagem do Zé Povinho e ainda a imagem de Caldas da Rainha como capital dinâmica do Oeste”.
Também a “promoção da imagem das Caldas como capital da qualidade de vida”, aproveitando os bons índices de poder de compra, proximidade de praia, boas vias de comunicação, incentivando a fixação de mais campos de golfe, apoiando o turismo rural e actividades desportivas ao livre e náutica e por outro lado combater a criminalidade, apoiar a natalidade e incentivar a fixação de pessoas oriundas de outros concelhos, são metas apresentadas pelo também advogado.
Desenvolver um “parque de estacionamento para autocarros turísticos no Centro da Cidade, sensibilizar o Governo central para a necessidade de mais efectivos policiais no concelho, maior intervenção junto dos proprietários dos prédios devolutos na cidade e que os novos prédios construídos ou aprovados fora do centro, não devam ter espaços comerciais no r/c”, são outras das recomendações deixada pelo presidente da ACCCRO aos deputados.
David Geraldes na função de coordenador da terceira comissão disse que a Assembleia Municipal deve dar parecer favorável ao pedido de localização do “Rainha Shopping”, desenvolvido pelo Grupo Sonae, apesar ter sido a CDU, única força política a votar contra.
Esta aprovação ficou ainda condicionada “à implementação por parte da Câmara de medidas que minimizem o impacto de mais uma grande superfície, junto do comércio tradicional, tendo como base as propostas apresentadas pela ACCCRO”, esclareceu David Geraldes.
Jorge Sobral do partido socialista pediu apenas para que a ACCCRO “tome uma posição na defesa da modernização da Linha do Oeste e ainda na defesa da localização do aeroporto na Ota”, porque “as instituições aliadas são fundamentais e saem a ganhar com estes dois projectos na região”, argumentou.
Manuel Nunes, deputado socialista compareceu um ano depois para cumprir o seu mandato pediu para os dirigentes da ACCCRO “sejam exigentes” com a autarquia, mas aconselhou para que a Associação faça “protocolos com outras instituições para além de fazer calendarizado e orçamentado com a Câmara”, dando mesmo como exemplo “encontros com a Sonae Sierra”.
O socialista
Por outro lado Fernando Costa, presidente da Câmara confessou que “foi apanhado de surpresa”, pelos dados apresentados pela ACCCRO, apontado que a cidade é segura até porque “gastamos este ano cem mil euros em promoção televisiva das Caldas”, disse.
Sobre as propostas dos dirigentes da Associação Comercial deu a entender que são boas, mas será ele a decidir, tendo em conta que a construção do Centro Comercial “é conflituosa com o Centro de Saúde e vai agravar a circulação na rotunda, com a ponte sob o caminho-de-ferro e com o cruzamento da cadeia”, entendendo que as contrapartidas em cerca de um milhão de euros devem passar pela “construção de um novo viaduto junto à passagem do Campo e um novo Centro de Saúde para a cidade”, alegou, não explicando o que acontecerá ao actual edifício do Centro de Saúde e ao seu terreno.

Carlos Barroso