quarta-feira, maio 30, 2007

Contact abre a 17 de Junho na antiga Frami e vai criar 350 empregos

A mão-de-obra jovem existente nas Caldas da Rainha, onde estudam 1.700 alunos universitários, segundo um estudo feito pela empresa Contact, prestadora de serviços de telemarketing, pertencente ao Grupo BES, foi uma das razões que a levou a instalar-se n a cidade, onde vai criar 350 empregos.As instalações que encontrou na antiga Frami, na estrada de Tornada, e os apoios camarários, pesaram igualmente na decisão. “O número de estudantes das Caldas da Rainha constitui para nós uma população interessante e atractiva em termos de recrutamento de trabalhadores estudantes em part-time, por terem formação académica”, admitiu Pedro Champalimaud, administrador delegado da Contact, após anunciar que a data de inauguração está marcada para 17 de Junho.“Precisamos de muita mão-de-obra qualificada e isso foi o que encontrámos aqui”, declarou, esperando “aproveitar a dinâmica desta cidade e contribuir para o desenvolvimento da região, através da criação de novos postos de trabalho, com ligação muito forte à tecnologia”.Segundo Pedro Champalimaud, a Contact nas Caldas deverá facturar cerca de meio milhão de euros até ao final do ano, apenas com as cem posições criadas, que irão receber entre os quinhentos e os mais de mil mensais, dependendo de prémios de venda e posições de chefia na empresa, que dará formação continua aos seus colaboradores.Para já a Contact Caldas vai empregar “até duas centenas de pessoas e dentro de ano e meio a dois anos contamos ter a trabalhar nas Caldas da Rainha 300 a 350 pessoas”, revelou o administrador delegado, que explicou que “um posto de trabalho pode ocupar uma ou mais pessoas, devido aos turnos, num horário de trabalho das 9h às 22h”.Os jovens e trabalhadores com habilitações irão fazer serviços de atendimento, atendimento puro de telefone, vendas por telefone, back-office, entre outros serviços que ocupam muitas pessoas com diferentes níveis de formação.A expansão da empresa de “Call Center” para as Caldas da Rainha contou com o apoio da Câmara Municipal, que gastou 50 mil euros a equipar o edifício da antiga fábrica desactivada.Antes da escolha, Pedro Champalimaud recordou que a Contact fez “um estudo e um levantamento de cidades próximas de Lisboa, que por questões de deslocação e de gestão e entre as 12 autarquias onde foram feitas reuniões mais aprofundadas, houve desde a primeira hora uma empatia forte com as Caldas, que mostrou ter condições adequadas para o crescimento da nossa actividade”, além de frisar “os diversos incentivos da Câmara para termos umas instalações quase prontas”.A Câmara Municipal acabou mesmo por assinar um protocolo com a empresa do Grupo BES, ficando criado um centro incubador de empresas ligadas às tecnologias, num piso do edifício das antigas instalações da Frami.Fernando Costa, presidente da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, manifestou-se “orgulhoso, porque no meio de doze municípios em disputa escolheram as Caldas”, adiantando que a verba dispendida pelo Município “é pouco para um momento de crise”.

Carlos Barroso

domingo, maio 27, 2007

Medalhas Caldas 2007

Atribuída ao Centro de Formação Profissional para a Industria da Cerâmica - Cencal
Dezembro de 1981 – Assinado o protocolo de criação do CENCAL em cerimónio presidida pelo Secretário de Estado do Emprego e da Formação Profissional
1982 - Realiza-se o 1º curso do Cencal para Encarregados de Empresas cerâmicas.
1983 - Realiza-se o primeiro curso de Modelação Cerâmica em instalações provisórias nos pavilhões do parque.
Outubro 1985 – Abertura do novo edifício construído na Estrada da Foz e início dos primeiros 3 cursos de Pintura Cerâmica, Ceramista Industrial e Modelação Cerâmica no edifício do Cencal. Primeiro intercâmbio internacional com a vinda do designer finlandês Leo Niklander, consultor das Nações Unidas para o Desenvolvimento e ex-designer da Arabia e da Tato Corrugating Plant no Projecto UNCTAD/GATT - ICEP - Projecto em Design de Embalagem.
1986 - Inicia-se a área de Madeiras (Marcenaria) no Cencal. Realização da primeira acção Jovem Designer em colaboração com o ICEP tendo comoconidada a designer espanhola Isabel Tapia. Primeiira visita internacional do CEDEFOP de um grupo de estudos com elementos de vários países europeus. Visita de estudo dos alunos da Escola de Cerâmica de Madrid (Espanha).
1987 - Alteração da designação do Cencal, de Centro Protocolar de Formação Profissional de Caldas da Rainha para Centro de Formação Profissional para a Indústria Cerâmica
1988 - Realização do 1º curso de Modelação na zona Centro (Águeda)
1988 - Realização da primeira acção de CAD/CAM
1989 - Realização dos primeiros cursos de Modelação em Barcelos, Coimbra, Aveiro e Alcobaça
1989 - Início do 1º curso de Olaria de Roda com o João Reis e do primeiro curso de Cerâmica para Designers
1991 - Elaborada a primeira portaria sobre o sistema de Aprendizagem para o sector Cerâmico que permite realizar os primeiros cursos com dupla certificação escolar e profissional.
1991 - Iniciam-se as primeiras acções de formação para a cerâmica estrutural em colaboração com a APICC.
1991 - É realizado o primeiro curso de Pintura Cerâmica em colaboração directa com a Vista Alegre.
1991 - É realizado o primeiro curso de cariz transnacional de Assistente Técnico-Comercial à Exportação
1992 - São realizados um curso de Modelação e um curso de Pintura em colaboração directa com a SPAL.
1992 - O Cencal atinge em termos de volume de formação o seu resultado mais elevado: 417.754 horas
1996 - Inicia-se o 1º curso de Técnicas Gráficas e Multimédia no Cencal no âmbito do programa Comunitário Youthstart.
2000 - Criação do Centro de Recursos do Conhecimento do CENCAL com o apoio dos programas Comunitários
2001 - O Cencal é acreditado pelo INOFOR como entidade formadora ao abrigo da portaria nº 782/97 de 29 de Agosto. Certificação da Formação e Consultoria do Cencal pelas normas ISO 9001:1995 - Sistema de Garantia da Qualidade.
2002 - Realiza-se o 1º curso de Cerâmica Criativa, inserido num perfil de formação de ceramista mais actualizado e europeizado.
2003 - Iniciam-se os primeiros cursos de Aprendizagem de nível 2 dirigidos a jovens com o 6º ano de escolaridade
2004 - O Cencal participa no programa POSI através de formação e certificação de um diploma de Competências Básicas em Tecnologias de Informação
2006 - O Cencal atinge em termos de resultados anuais o número máximo de formandos (1969) e de acções realizadas (127)
2006 - Iniciam-se os primeiros cursos de Educação - Formação de Jovens e Adultos.
2006 - Início da actividade do Centro Novas Oportunidades do Cencal.
2007 – Cerimónia comemorativa do 25º aniversário da criação do CENCAL com a apresença do Secretário de Estado do Emprego e da Formação Profissional.

Medalha de Honra do Município
Medalha de Mérito do Município – Grau Ouro
Atribuída a Francisco Coutinho Carreira (A Título Póstumo)

Francisco Coutinho Carreira, filho de Adelino Carreira e Laurinda de Jesus Coutinho nasceu no dia 25 de Abril de 1929, no lugar da Malasia da Freguesia de Alvorninha, tendo emigrado para o Canadá em 1960.
Desenvolveu a sua actividade profissional primeiro na província do Quebec e depois em Montreal, onde durante muitos anos foi proprietário de uma loja de produtos de artesanato étnico provenientes dos quatro cantos do mundo, sobretudo da Índia, Oriente, África e América do Sul, dedicando-se também á pintura. No campo do mecenato apoiou jovens artistas.
Autodidacta, envolveu-se no meio cultural de Montreal convivendo com especialistas em feiras e mercados.
Completava os seus conhecimentos sobre objectos de arte com pesquisas efectuadas na sua biblioteca pessoal, e dentre os seus livros, mais de 1 milhar, eram obras especializadas, tornando-o assim, um profundo conhecedor de artes, sobretudo na vertente das artes decorativas.
Atento coleccionador, dedicou a sua atenção à arte das décadas de 20 a 50, reunindo peças de mobiliário, jóias, pintura, têxteis e sobretudo cerâmica e vidro, que ao longo de 30 anos representavam um acervo de excepcional interesse, variedade e qualidade.
Francisco Coutinho Carreira doou, generosamente, ao Museu de Cerâmica uma valiosa colecção de peças de cerâmica contemporânea que inclui cerca de 1 100 peças contemporâneas, 500 de cerâmica e 600 de vidro as quais reflectem a mais significativa produção de finais do séc. XIX e da primeira metade do séc. XX.
A relevância da colecção doada, enquanto testemunho histórico, artístico e sociológico, confere ao Museu de Cerâmica das Caldas da Rainha um estatuto de referência a nível Nacional e Internacional e um forte motivo de atracção para estudiosos e interessados
Esta colecção, só foi possível graças ao espírito profundamente atento, altamente especializado e especialmente conhecedor de Francisco Coutinho Carreira, e a sua doação consubstancia um acto benemérito e desinteressado, partilhando abnegadamente, com o Museu de Cerâmica e com o País os valiosos objectos de arte que, carinhosa e criteriosamente, recolheu ao longo de toda a sua vida.

Medalha de Mérito Municipal – Grau Ouro
Atribuída à empresa Ivo Cutelarias

A Ivo Cutelarias é uma PME de cariz familiar, nasce em 1954 em Santa Catarina pelo acto empreendedor do João Ivo e sua esposa D. Maria das Dores que já ambicionados pelo mundo da cutelaria naquela época, decidem criar uma pequena “oficina” com três empregados. Iniciou a sua actividade com a produção de canivetes e navalhas.
Em meados da década de 70 a marca Ivo tornou-se uma marca de referência nacional no negócio de facas e navalhas, período que marca a entrada de dois dos filhos dos sócios - fundadores na empresa. A Visão de negócio partilhada pelos dois, ultrapassava o mercado nacional, o que gradualmente orientou o leme da organização para o mercado internacional.
A modernização contínua da unidade fabril a par das necessidades que novos mercados iam ditando, levou na década de 80 a uma amplificação de instalações, ao mesmo tempo que se iniciavam e multiplicava as presenças nos principais certames internacionais, para exposição ao mundo das nossos produtos.
Actualmente a empresa Ivo Cutelarias, é uma empresa que se dedica à produção e comercialização de cutelarias de uso doméstico e profissional há mais de 55 anos. É uma das maiores e mais conceituadas empresas a nível nacional e internacional a operar no ramo, dedicando mais de 90% da sua produção anual à exportação, para mais de 54 países.
Recentemente a empresa tem sido distinguida internacionalmente pela qualidade e design de algum dos modelos das suas facas tal como o “Prémio Core Design” atribuído na Suécia e “Premio de Diseño” em Cuba.
Possui três unidades produtivas distintas, a principal dedicada ao fabrico da cutelaria convencional, uma segunda especializada no fabrico de navalhas e canivetes “pocket-knives” e uma terceira unidade especificamente dedicada ao fabrico de lâminas forjadas, um tipo de lâmina caracterizada pela qualidade e requisitos do consumidor mais exigente.
A singularidade e os requisitos técnicos inerentes à construção de uma unidade produtiva desta natureza aliançado ao seu complexo nível de funcionamento mantêm a sua classificação da primeira Forjaria e até hoje a única em Portugal.
Nos últimos anos a empresa direcciona e intensifica as ligações com o Sistema Cientifico Nacional no domínio de actividades de I&D aplicado concretamente à robotização e automatização de processos produtivos.
A Ivo Cutelarias possui actualmente escritórios nos EUA e Canadá, prevendo a instalação já em 2007 de dois novos escritórios estrategicamente posicionados nos mercados asiático e europeu.
Esta orientação internacional visa amplificar as ligações comerciais da Ivo com todo o mundo, estando mais próximo do cliente e sensibilizado das necessidades do mercado.
A empresa não tem ao seu serviço cerca de 200 trabalhadores, e recentemente estabeleceu uma parceria com a Universidade de Coimbra no campo da Robótica.

Medalha de Mérito Municipal – Grau Ouro
Atribuída a José de Sousa (A título póstumo)

José de Sousa Foi uma das grandes figuras da Cultura Caldense, antes e depois do 25 de Abril.
Resistente na luta pela liberdade contra o antigo regime, inconformista na conquista cultural do nosso país e da nossa cidade, dinamizador, actor, melómano, associativista, sindicalista, foi toda a sua vida um cidadão exemplar ao serviço da causa da cultura e da sociedade.
Bancário de profissão empenhou-se como dirigente sindical, na defesa e dignificação da classe, destacando-se pelo seu rigor, ética, generosidade e dotado de uma notável capacidade de tolerância.
Respeitado por todos os quadrantes políticos, era um homem assumidamente de esquerda, dotada de um enorme sentido crítico em relação aos tempos difíceis da ditadura mas também após 25 de Abril.
O seu gosto pela música, levou-o a um grande envolvimento com o meio e nas palavras de sua Esposa Maria do Céu, as comemorações do 2º Centenário de Beethoven que José de Sousa organizou nas Caldas da Rainha, representam o primeiro grande acto cultural que levou a efeito, conseguindo o apoio de todos, Instituições e Empresas, tal o empenho e entusiasmo que pôs nesta organização.
Apesar das dificuldades e dos meios ainda escassos, estas comemorações levadas a cabo na nossa cidade por José de Sousa, foram as maiores e as mais importantes realizadas em Portugal.
Desenhador intuitivo e fotógrafo de todas as reportagens, captou nas suas imagens documentos expressivas e de grande importância histórica sobretudo do 25 de Abril.
Participou activamente no CCC, Clube Cénico Caldense, como actor e director, e esteve ligado à vida da Casa da Cultura onde desenvolveu um papel fundamental.
Homenageado no dia da liberdade pelo movimento do Património Histórico (PH), contou com a presença neste merecido acto simbólico, do actual Secretário de Estado da Cultura, Mário Vieira de Carvalho, que foi seu amigo pessoa.
Para toda a sociedade Caldense, a memória de José de Sousa representa o espírito de não resignação que liga a cultura à vida.

Medalha de Mérito do Municio – Grau Ouro
Atribuída a Rafael Salinas Calado (A título Póstumo)

Rafael Salinas Calado licenciou-se com o Curso Superior de Pintura e graduou-se com o Curso Complementar de Pintura, pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa. Profissionalmente, iniciou-se numa carreira de docência, actividade que manteve paralelamente à vasta carreira iniciada posteriormente em museologia.
Foi Conservador do Museu dos Condes de Castro Guimarães, em Cascais, e do Museu Nacional de Arte Antiga. Foi o fundador e o primeiro director do Museu Nacional do Azulejo e o responsável pelo Museu Municipal de Santiago do Cacém.
Foi Comissário e organizador de numerosas exposições em Portugal e no estrangeiro (Espanha, França, Bélgica, Luxemburgo, Holanda, Alemanha, Áustria, Polónia, Itália, Inglaterra, Dinamarca, Brasil, Venezuela, México, Estados Unidos, Macau e Hong-Kong).
Foi colaborador, ao longo de vários anos, da Rede Portuguesa de Museus, da Fundação Calouste Gulbenkian, da Fundação Oriente, da Fundação da Casa de Bragança, da Fundação das Casas de Fronteira e Alorna, da Fundação Ricardo Espírito Santo Silva, do Governo Regional da Madeira, de muitos Municípios e Museus Regionais (participou na musealização do Museu Municipal de Santiago do Cacém, do Museu Municipal de Estremoz, da Casa-Museu Anastácio Gonçalves em Lisboa, do Museu de Cerâmica nas Caldas da Rainha, do Museu de Aveiro, do Museu Soares dos Reis no Porto, no Museu de Rachol em Goa, da Casa-Museu Frederico de Freitas no Funchal, do Palácio do Álamo em Alter do Chão, do Museu Municipal de Sousel entre outros), do grupo de trabalho MUSEUS UNESCO e do grupo de trabalho para a Conservação Preventiva do ICROM (Roma).
Como museólogo também, trabalhou com várias equipas de arquitectura, um pouco por todo o País. Deixou uma vasta obra publicada, artigos e livros, principalmente dedicados à cerâmica, à faiança e à azulejaria nacional.
Nas Caldas da Rainha a sua ligação remonta a 1977, quando comissariou a grande exposição de cerâmica Caldense “Expo Caldas 77”. Em 1987 inicia o trabalho de inventário e estudo de mais de duas mil peças da colecção de cerâmica do Dr. Maldonado de Freitas, com vista à elaboração de um programa para o futuro museu. Nos anos mais recentes destaca-se o trabalho de comissariado de várias exposições no âmbito das Comemorações do Centenário da Morte de Rafel Bordalo Pinheiro, nomeadamente “A Louça das Caldas na Colecção Maldonado de Feitas”, “Colecção Berardo” e o projecto “Nomes”. Fora convidado para comissariar a “Festa da Cerâmica”, convite que aceitou mas que a sua morte inesperada não permitiu levar a cabo. Figura ímpar na história da cultura portuguesa, a sua acção como profissional dos museus e especialista da cerâmica só encontra paralelo na dimensão humana que todos os que tiveram o privilégio de com ele contactar são hoje emocionadas testemunhas.

Medalha de Mérito do Município – Grau Prata
Atribuída ao Comandante António de Almeida Gaspar Pereira

O Comandante António Almeida Gaspar Pereira dedicou a sua vida aos Bombeiros das Caldas da Rainha e à causa dos Bombeiros de Portugal.
Alistado no dia 01 de Maio de 1969 como aspirante para frequentar a recruta, ingressou no quadro activo no dia 21 de Dezembro do mesmo ano na categoria de Bombeiro de 3ª Classe.
Seguiram-se as progressões pelas várias categorias e no dia 31 de Outubro de 1986, foi promovido ao posto de Chefe. Nove anos depois foi proposto e nomeado Ajudante do Comando. No dia 09 de Maio de 2002, foi nomeado 2º Comandante do Corpo de Bombeiros, função que desempenha até hoje, mantendo-se activo e operacional, representando para os elementos mais novos deste CB, um exemplo a seguir.
Só a titulo de exemplo, sublinha-se o excelente desempenho no comando do posto de socorros de assistência à praia da Foz do Arelho e o reconhecimento pelo elevado nível e qualidade da instrução que ministrou a todos os Bombeiros que formou, contribuindo com o seu saber e exemplo para o reforço humano do Corpo de Bombeiros de Caldas da Rainha.
Mais recentemente e no desempenho da função de comandante interino, manteve o padrão definido para o Corpo de Bombeiros, correspondendo de forma muito positiva e profissional quer na resposta às solicitações, quer na condução dos voluntários desta casa.
No seu processo individual são vários os certificados de cursos.
Em Setembro de 2003, foi condecorado com a Medalha de Dedicação Grau ouro.
Mais de 35 anos ao serviço dos Bombeiros, revelam o seu envolvimento e a sua total dedicação no campo da solidariedade, na defesa de bens e de vidas humanas.
Reconhecido por todos como um especialista no combate ao fogo, especialmente o fogo florestal, António Gaspar, é actualmente 2º Comandante dos nossos Bombeiros.
Foi-lhe atribuída a Distinção Honorífica, do Crachá de Ouro, a maior condecoração com que a Liga dos Bombeiros de Portugal, honra os seus maiores.

Medalha de Mérito do Município – Grau Prata
Atribuída a Manuel Garcia de Oliveira Felizardo (A Título Póstumo)
Nasceu na cidade de Caldas da Rainha no ano de 1942. Prossegui a actividade profissional da sua família no ramo comercial de máquinas de costura. O estabelecimento mantém ainda em funcionamento, na posse do seu filho, Mário Felizardo, completando cinco gerações.
Dedicou-se à vida política e ao Associativismo.
Foi autarca e integrou os corpos gerentes de algumas colectividades, como o Sporting Club das Caldas e a Associação de Dadores de Sangue.
Destacou-se, sobretudo na comunicação, através do radioamadorismo, onde foi um dos mais prestigiados rádio-amadores portugueses, levando o nome de Caldas da Rainha aos 5 continentes, contactando com estações especiais de rádio nos Himalais, Ártico, Antártico e também com radioamadores muito especiais como os reis de Marrocos, da Jordânia e de Espanha.
Obteve o primeiro prémio mundial de rádio amador no ano de 2001.
Foi fundador do Rádio Clube das Caldas no Ano de 1986.
Veio a falecer no ano de 2004.

Medalha de Mérito do Município – Grau Prata
Atribuída ao Padre José da Felicidade Alves (A Título Póstumo)

Nasceu no lugar do Vale da Quinta da Freguesia de Salir de Matos – Caldas da Rainha em 11 de Março de 1925.
Foi ordenado sacerdote em 24 de Junho de 1948 e de imediato nomeado professor de Grego e de Matemática do Seminário de Almada leccionando um ano depois Teologia Dogmática e Patrística onde se distinguiu como pedagogo contribuindo para a formação de um terço do total dos sacerdotes do patriarcado de Lisboa.
Em 1956 foi nomeado pároco de Santa Maria de Belém, a importante paroquia dos Jerónimos e de São Francisco de Xavier em Lisboa.
Pelas suas notáveis homilias, pelos cursos de formação e pelo movimento de leigos que impulsionou, em 30 de Maio de 1968 o Patriarca de Lisboa reconheceu a sua notável obra pastoral onde deu incremento ao culto e à renovação litúrgica, lançou fecundos movimentos de apostolado, formou e dinamizou ao serviço de Deus e das almas, muitos e dedicados leigos. A Diocese não esquece, também, a sua contribuição para a reestruturação pastoral.
Neste mesmo ano, 1968, o Padre José da Felicidade Alves foi preso e encarcerado durante dois anos pela PIDE quando em 19 de Abril, divulgou um documento onde equacionou, com extraordinária lúcidez os grandes problemas que se colocavam à Igreja Católica nomeadamente em Portugal, com ênfase no atropelo dos direitos humanos.
Em 2 de Novembro deste mesmo ano, o cardeal Cerejeira decretou o seu afastamento compulsivo das suas paróquias.
Casou em 1970 nas Caldas da Rainha, dando ensejo ao Patriarca de Lisboa para decretar a excomunhão, com efeitos imediatos, e garantir depois ao presidente do Conselho Marcelo Caetano que do Padre Felicidade “nada restará”.
Mais tarde justifica as suas opções no livro publicado “É preciso nascer de novo”.
Após a sua saída da prisão trabalhou incansavelmente em empregos de recurso para se sustentar, porém, o seu legado intelectual pautou-se pela primazia dada a obras de natureza teológica e pastoral.
Foi eleito Académico em 1994 pela Academia Nacional de Belas Artes, foi condecorado pelo Presidente da Republica Mário Soares, como resistente ao Estado Novo
Em 1998 o novo Patriarca de Lisboa D. José Policarpo promoveu a reconciliação assumindo o seu pedido de perdão e presidindo ao casamento canónico em 10 de Junho desse ano.
A sua intervenção cívica e o seu testemunho de vida foram factores determinantes para despertar consciências e influenciar inúmeros cidadãos, nos mais diversos quadrantes, não só no seio da igreja como na sociedade em geral.
Faleceu em 14 de Dezembro de 1998.

Medalha de mérito Municipal – Grau Prata
Atribuída a Manuel Louro Miguel (A título Póstumo)
Manuel Louro Miguel nasceu na freguesia do Landal em 1941.
Desde muito cedo revelou uma inteligência fora do comum que mais tarde o viria a marcar.
Deixou o Landal com 10 anos para prosseguir os estudos em Caldas da Rainha.
Aos 15 anos foi viver para Lisboa onde viria a concluir a sua formação.
Mais tarde Manuel Louro Miguel radicou-se com a sua família em Luanda, regressando a Caldas da Rainha após o 25 de Abril.
Foi no lugar de Santa Susana, que Manuel Louro se tornou um homem de sucesso.
Com a sua coragem e convicção, aliada uma grande humildade, tornou-se um homem de sucesso ao introduzir na Freguesia do Landal uma actividade empresarial no campo da Indústria de Aves, tendo como centro de exploração a Codorniz, que viria a projectar Santa Susana no panorama nacional, criando riqueza e inúmeros postos de trabalho, e multiplicando estruturas industriais de grande vulto.
Manuel Louro Miguel era um homem de pendor prospectivo, antecipava o futuro polémico à sua maneira, acérrimo defensor da verdade, um verdadeiro lutador.
Faleceu com apenas 43 anos vividos com tamanha intensidade e determinação que fizeram dele um homem de reconhecido mérito. Deixa uma marca de grande empreendedor e ficará para sempre na memória de Santa Susana, e da Freguesia do Landal, como o grande percursor da indústria das codornizes na Freguesia do Landal e em toda a Região.

Medalha de Mérito – Grau Bronze
Atribuída a Associação Desportiva e Cultural dos Vidais
A Associação Desportiva e Cultural dos Vidais, foi fundada em 22 de Março de 1982
Promove desde logo a realização de vários torneios de Futebol de Salão de carácter regional e também entre todos os Lugares da Freguesia de Vidais.
Entretanto cria a secção de Atletismo e em poucos anos consegue resultados invejáveis. A nível regional ganha a maioria das provas em que participa e a nível nacional vence por duas vezes consecutivas o campeonato nacional de estafetas em estrada e o campeonato Nacional por equipas na categoria de Maratona.
Individualmente e num só ano o seu atleta Joaquim Murraças vence provas importantes como: O Campeonato Europeu de Corta – Mato para atletas trabalhadores realizado na Irlanda, a meia maratona da Nazaré, os 20 Km de Almeirim e o grande prémio da FNAC em Lisboa para além de ter sido Campeão Nacional de Estrada e de Corta-mato em vários anos consecutivos.
Ainda a nível individual o seu atleta José Capinha é no mesmo ano campeão nacional dos 10 000 metros e vice campeão dos 5 000metros em pista.
Foi a Associação Desportiva e Cultural dos Vidais que organizou durante vários anos a célebre Estafeta dos Vidais.
Há dez anos atrás esta associação criou uma equipa de Futebol Salão Feminina, que depois de cinco anos filiada na Federação Portuguesa de Futebol de Salão transfere a sua filiação para a Associação de Futebol de Leiria disputando os campeonatos de Futsal, e no primeiro ano da sua filiação consegue ser Vice campeã Distrital da 1ª Divisão subindo de imediato à divisão de Honra onde se mantém.
A Associação Desportiva e Cultural dos Vidais mantêm ainda a prática de Ciclo turismo federado e promove a prática de Ténis de Mesa, e outros desportos Indoor participando em várias provas regionais.

Medalha de Mérito Municipal – Grau Bronze
Atribuída à Associação Desportiva e Recreativa do Carvalhal Benfeito.

A Associação Desportiva Recreativa do Carvalhal Benfeito foi fundada em 1982.
Nos primeiros anos da Associação, a principal actividade desportiva que era o futebol, tendo mantido uma equipa a participar em diversos torneios.
Depois com o evoluir da Associação, foram desenvolvidas diversas valências:
Nesse âmbito tem vindo a participar nas Tasquinhas de Caldas da Rainha, a Expotur, nas quais conseguiu sempre classificar-se nos três primeiros lugares;
Também organiza diversos torneios INDOOR.
Na área de desporto, as energias estão agora canalizadas para o BTT, possuindo uma equipa com cerca de 30 elementos.
A Associação tem sede própria com bar aberto diariamente, recentemente remodelado, fornecendo todos os dias entretenimento à população.
Mantém um serviço Publico de Internet.
A Associação que representa as correntes culturais e desportivas do Carvalhal Benfeito conta com o empenhamento dos associados dado que a maior parte das actividades são sustentadas graças ao voluntariado.

Medalha de Mérito Municipal - Grau Bronze
Atribuída à Associação Recreativa Desportiva e Cultural de Antas
A Associação Recreativa, Desportiva e Cultural de Antas, freguesia de Carvalhal Benfeito, foi constituida oficialmente por escritura de 23 de Janeiro de 1981.
Tem por finalidade a promoção cultural, desportiva e recreativa dos seus associados.
Encontram-se actualmente inscritos 232 sócios.
Este projecto foi dinamizado por um grupo de habitantes que concretizou a compra de um terreno e a construção das instalações, constituídas por um amplo salão de festas, bar, cozinha, sala de jantar, salas de jogos, biblioteca/sala de exposições e salas de apoio aos corpos gerentes.
Esta obra, pólo aglutinador dos lugares de Antas, Barrocas e Quinta do Bravo, deve-se essencialmente à disponibilidade e trabalho voluntário da população.
De realçar o desafio então lançado, e o incentivo manifestado desde os primórdios da sua criação, pelo actual Presidente da Câmara, Fernando Costa.
Tem organizado e participado em diversos eventos como seja torneios desportivos, jogos tradicionais, acções culturais e recreativas, cursos de artesanato e de desenho e aulas de ginástica.
Assegura, anualmente, a organização dos festejos em honra de Santa Maria e S. Brás (dias 2 e 3 de Fevereiro) e Nossa Senhora das Dores (Maio).
Através de protocolo com a Junta de Freguesia de Carvalhal Benfeito, que disponibilizou o equipamento informático, mantém em funcionamento um Posto Público de Internet.

Medalha de Mérito Municipal – Grau Bronze
Atribuída à Associação Recreativa, Cultural Desportiva da Moita
Foi fundada por escritura pública em 11 de Fevereiro de 1982 com a assinatura de 16 sócios, actualmente existem cerca de 100 sócios.
A primeira grande batalha a travar foi a construção do salão, actual sede da Associação, foi construído com o trabalho voluntário de toda a população residente da Moita e casais limítrofes.
Ressurgiu em meados dos anos 80 o Rancho Folclórico de Danças e Cantares da Moita.
Durante os cerca de 10 anos de existência o Rancho percorreu o País de Norte a Sul a divulgar a nossa cultura e tradições bem como o nome da nossa terra.
Nos últimos anos têm apoiado dois grupos de dança jovem os “Angels” e os “Little Angels”, que tem levado o nome da Moita a vários lugares da Região.
Apoiam também a valência de ginástica para adultos.
Nos anos oitenta realizou-se anualmente na Moita durante 4 anos seguidos o circuito de ciclismo da Moita que nos últimos dois anos trouxe à Moita os melhores ciclistas da Volta a Portugal.
Ultimamente têm organizado vários torneios desportivos, Indoor, contribuindo para um são convívio entre todos e para um intercambio com residentes de outros lugares.
Todos os anos no segundo fim-de-semana de Setembro organizam a festa anual em honra de Nossa Senhora da Luz, que já é muito anterior ao início da Associação remontando ao século XIX.

Medalha de Mérito Municipal – Grau Bronze
Atribuída à Casa Antero

A Casa Antero, pequena empresa do Ramo de Restauração e Bebidas, tem um significado Social e Cultural muito para além da minúscula área que ocupa no beco do Forno nº7 da cidade das Caldas da Rainha.
Antero Feliciano hoje com 77 anos, tomou conta daquele espaço, em Agosto de 1957, vai para meio século.
A história da Casa Antero, toda ela pícara e gravada na memória de várias gerações de Caldenses, começa quando o Coradinho, leva o sobrinho, o jovem Antero então com 27 anos, em paseata até à Praça, e lhe confidencia pelo caminho, que o Diamantino Larião, seu empregado na pequena taberna, não tinha unhas para o negócio e logo no outro dia o “negócio ficou selado com palavra de Rei, que tanto bastava.
Os seus clientes na pequena taberna de 20m2, eram a sua grande família, entre outros os dos Capristanos, dos Correios, da Câmara Municipal.
Sozinho e logo depois ajudado pela esposa, Antero Feliciano faz casa e torna aquele lugar o Centro de Convívio da cidade, profundamente interclassista, por onde passou toda a sociedade Caldense.
Ao longo de cinquenta anos, aquelas quatro paredes são o testemunho de muitas e muitas histórias passadas no beco do Forno, em torno dos assadores, à volta das minúscula mesas, e sobretudo cotovelos no balcão, olhos no pipo de 180 litros que arregalava as almas, soltava os espíritos, porque o corpo esse é que as pagava.
Desde Almirantes e Generais, a Doutores e até Engenheiros mas sobretudo do povo anónimo, de todos o Antero guarda uma recordação. A Casa Antero, memória viva da cidade nestes 50 anos, é em si mesma, um documento da segunda metade do século passado das Caldas da Rainha.

Medalha de Mérito do Município – Grau Bronze
Atribuída ao Centro Social Paroquial de Santa Catarina

O Centro Social Paroquial de Santa Catarina é uma Associação DE Solidariedade Social criada em1981, para dar resposta às necessidades sociais da Freguesia.
Neste momento possui a valência de Jardim-de-infância, com 68 crianças (1980) e Creche com 58 crianças (1990), e ATL e Ludoteca com 41 crianças.
No que diz respeito à terceira idade, possui uma área de Apoio Domiciliário (1995) com 44 utentes e desenvolvendo também uma valência de Apoio Domiciliário Integrado (1998).
Possui ainda na vertente de apoio aos idosos, um Centro de Dia (2005) com 18 utilizadores, e um Centro de Convívio com 23 utentes.
Diariamente fornece mais de 250 refeições para a própria Instituição ou de apoio a outras da freguesia.
Actualmente tem ao seu serviço 42 funcionários, para além dos Órgãos Sociais que trabalham voluntariamente.
No seu Banco de Voluntariado estão inscritos e prestam colaboração gratuita 35 elementos.
Nas suas instalações funciona um Espaço Internet.
Neste momento está empenhada na construção do futuro Lar previsto para 30 utentes.

Medalha de Mérito do Município – Grau Bronze
Atribuída a Mário Rebelo da Silva (A Título Póstumo)

Nasceu em Caldas da Rainha em 1919.
Trabalhador de referência no comércio caldense foi no início da década de 70 dirigente do Sindicato dos Trabalhadores de Escritórios e Caixeiros do Distrito de Leiria.
Homem de esquerda, militante comunista muito antes do 25 de Abril e como tal participou em movimentos e iniciativas de resistência à ditadura.
Envolveu-se com empenho na luta por melhores condições de trabalho para a classe trabalhadora, nomeadamente pelo direito à semana-inglesa no comércio.
Orgulhoso da sua terra, foi dirigente associativo do Caldas Sport Clube, de quem era à data do seu falecimento o sócio nº 1.
Foi fundador e dirigente da Casa do Benfica das Caldas da Rainha.
Após o 25 de Abril foi autarca eleito pela Freguesia de Nossa Senhora do Pópulo.

Medalha de Mérito do Município - Grau Bronze
Atribuída a Ramiro Saraiva Esteves

50 Anos de Músico
Ao Serviço da Banda da Sociedade de Instrução Musical de A dos Francos.
O homem e musico Ramiro Saraiva Esteves nascido a 13 de Abril de 1940.
Iniciou os seus estudos de solfejo, na banda de música da Sociedade de Instrução Musical Cultura e Recreio de A-dos-Francos, em Março de 1955.
A sua 1ª saída oficial como Instrumentista desta banda realizou-se em Outubro desse mesmo ano.
Sem nunca se ter ausentado da banda, continua actualmente a executar o seu papel de musico, tocando Bombardino como executante da filarmónica prefazendo 52 anos consecutivos ao serviço.
Músico de grande dedicação e exemplo de trabalho e esforço, o seu único objectivo foi e continua a ser, o de levar o bom-nome da sua terra aos locais por onde a banda tem actuado e servidas as populações. Podemos ainda salientar que, durante esse 52 anos fez parte, em três mandatos, dos corpos gerentes desta associação, um deles como presidente da direcção num momento importante e difícil, porque durante esse período que foram realizadas as 1º obras de ampliação da sede social da Sociedade.
Como cidadão foi Autarca da Junta de Freguesia de A-dos-Francos em 4 mandatos.
Com 68 anos de idade muito preenchidos e 52 como musico, de grande dedicação á Banda Filarmónica, é um cidadão de grande exemplo cívico para toda a Freguesia de A dos Francos

Medalha de Mérito do Município – Grau Prata
Atribuída a Sara Sofia Cruz Domingos

Natural das Caldas da Rainha, nasceu a 19 de Outubro de 1989
Actualmente reside no centro Alto Rendimento do Jamor e frequenta o 12º ano na Escola Secundário Amélia Rey Colaço em Linda-a-Velha. A nível desportivo representa os Bombeiros Voluntários das Caldas da Rainha no Pentatlo Moderno e o Arneirense no Atletismo. Tem ainda representado a Selecção Nacional de Pentatlo Moderno, a Selecção Distrital de Atletismo de Leiria e estagiado na Selecção Nacional de Triatlo. Recebeu da Federação de Pentatlo Moderno o prémio de Revelação do ano de 2006 no Pentatlo Moderno.
Principais Resultados Obtidos no Pentatlo Moderno
Iniciou a prática do Pentatlo Moderno no ano 2000, com 11 anos, no escalão infantil, no clube Pimpões.
Em 2002 venceu a primeira prova do Circuito Jovem, escalão iniciados e foi pela primeira vez campeã nacional de iniciados.
Em 2003 venceu 2 provas do circuito jovem e. Ficou em 1º lugar na prova internacional Challenge Pentajovem e foi quarta classificada na também prova internacional Copa Atlântica. Foi novamente campeã nacional de iniciados.
Em 2004 venceu duas provas do circuito jovem e foi campeã nacional de Juniores A. Ficou em 26º lugar no Meeting Internacional de Loures, 39º no Campeonato da Europa de Juniores A, em Mafra, 3º no Meeting Internacional de Mellila. Ficou ainda no 36º lugar no Campeonato da Europa de Juvenis em Budapeste, Hungria.
Em 2005 passou a representar os Bombeiros Voluntários das Caldas da Rainha. Foi campeã Nacional de Juvenis, 3º lugar no Campeonato Nacional de Seniores, 1º lugar no torneio de abertura de Juniores A e ficou em 41º lugar no Campeonato da Europa de Juniores A em Montepulciano (Itália).
Em 2006 venceu o campeonato nacional de Juniores A, 3º lugar no campeonato nacional de juniores, 1º lugar no Challenge Pentajovem e 35º lugar no Campeonato da Europa de Juniores, em Torres Vedras. Participou ainda em provas internacionais na Republica Checa e França.
Em 2007 já venceu o campeonato nacional de Juniores e ficou em 25º lugar no Meeting Internacional de Millfield, Inglaterra, o qual se realizou em conjunto com uma prova da taça do Mundo.
Ocupa actualmente no escalão feminino o 1º lugar no Ranking Nacional de Juniores A e de Juniores e o 2º lugar absoluto.
No final de 2006 ocupava o 57º lugar do ranking mundial no escalão Júnior A, o 81º lugar no escalão Júnior e o 191º lugar absoluto.
Está prevista para este ano a sua participação pela primeira vez num campeonato do mundo (Campeonato do Mundo de Juniores, que se realizará em Setembro em Caldas da Rainha, embora a atleta ainda seja do escalão inferior, Júnior A).
No Atletismo
Em 2002 participou pela primeira vez em provas de atletismo, como individual tendo vencido as duas primeiras (Salir de Matos e S. Martinho do Porto).
Em 2003 venceu o km distrital, escalão iniciados, foi 11ª no km das Beiras, 1ª no Olímpico Jovem, distâncias de 800m e 1500m, 17ª no Olímpico Jovem Nacional, 1º lugar no distrital de iniciados, 800m.
Em 2004 venceu o corta-mato escolar do CAE Oeste (Desporto Escolar) e foi 14ª no Nacional de Corta-Mato do Desporto Escolar.
Em 2005, 1º lugar absoluto no 1º Corta-Mato de Óbidos, 2º lugar no Corta-Mato Distrital, 4ºlugar no Corta-Mato Escolar do CAE Oeste e 9º lugar no Nacional de Corta-Mato de Desporto Escolar
Em 2006 venceu o Olímpico Jovem Distrital, nos 3000m e foi 4ª no Olímpico Jovem Nacional. Esteve pela primeira vez no nacional de atletismo tendo ficado em 8º lugar.
Ficou no 10º Lugar no Ranking Nacional de Juvenis na distância de 3000m em 2006.
3º Lugar no Ranking distrital absoluto, 2º no escalão júnior e 1º no escalão juvenil na distância de 3000m em 2006.
Em 2007 representou a Selecção Distrital de Leiria no Corta-Mato Internacional de Loures ficando em 24º lugar (melhor do distrito)
Na Esgrima
Em 2007, 3º lugar numa prova de espada feminina, escalão júnior e 24º lugar no campeonato nacional de juniores de espada feminina.
No Triatlo
A 31 de Março de 2007 em Rio Maior participou na detecção de talentos da Federação Nacional de Triatlo (Projecto Temos Talentos 2007, cujo objectivo era detectar jovens com aptidões a integrar o projecto olímpico 2012-2016), tendo ficado em 1º lugar. Integrou de seguida o estágio da selecção nacional de triatlo ao lado de atletas como Vanessa Fernandes, Anais Moniz, Bruno Pais e João Silva.


Medalha de Mérito do Município – Grau Prata
Atribuída à Associação Social e Desenvolvimento de Casais da Serra - Landal

A Associação Social e Desenvolvimento de Casais da Serra, fundada em 9 de Março de 1981 - D.R. III Série - nº79-04-04-1981, é uma Instituição Particular de solidariedade Social, da Freguesia do Landal. Tem como objectivo o apoio social, alem de ser um Centro de aproveitamento de tempos livres para as crianças e jovens, com o intuito do desenvolvimento desportivo e cultural dos habitantes de Casais da Serra, e povoações limítrofes, criando e mantendo espaços para a prática de actividades culturais e recreativas. Actualmente tem cerca de 350 associados, e a sua actividade principal é a Escola de Dança de Salão com cerca de 40 executantes dos 2 aos 24 anos, além da Classe de Ginástica de Manutenção que dá mais saúde à população de Casais da Serra.
A actual Direcção tem nos seus horizontes para o próximo ano, criar uma Escola de Música e um Grupo Cénico para os jovens da Freguesia do Landal.
O Objectivo a curto prazo é concluir as obras do Polidesportivo, onde deposita toda a esperança, e se torne realidade a inauguração no próximo mês de Setembro de 20007.

Medalha de Mérito Municipal – Grau – Bronze
Atribuída ao Rancho Folclórico e Etnográfico da Fanadia

No ano de 1981 os responsáveis da secção cultural do G. Desportivo da Fanadia, Sérgio Pereira e Luísa Diogo organizaram um grupo infantil de dançarinos e o êxito da iniciativa sugere a criação de um grupo adulto de danças e cantares.
A permanente preocupação da representação das tradições rurais da região e o estudo acompanhado da sua etnografia levam há criação do 1º Grupo Folclórico e Etnográfico do concelho e ao aparecimento dum núcleo museológico representativo das tradições rurais da região.
Tem hoje o Rancho Folclórico e Etnográfico " As Ceifeiras da Fanadia" um importante historial de trabalhos etnográficos, como apresentação de fainas agrícolas ao vivo (lembre-se por exemplo a debulha de t4rigo com trilhos de madeira puxados por juntas de bois na feira da fruta no parque, no ano de 1990), descamisadas, lagaradas e malhas, jogos populares, cantares ao desafio, participação em exposições museológicas, colaboração em publicações literárias, exposições e representações nacionais de tradições regionais e no estrangeiro nomeadamente em Espanha, França, Bélgica, Letónia, Canadá e Dinamarca.
Tem hoje o Rancho cerca de 50 elementos de dançarinos, figurantes e músicos, está juridicamente constituído como Associação desde 1990.

Congresso das Caldas deve ser em 2008 diz Luís Ribeiro


Luís Ribeiro, presidente da mesa da Assembleia Municipal das Caldas da Rainha manifestou na décima sessão solene que presidiu, que pretende propor aos lideres dos partidos com acente naquele organismo, que o próximo Congresso das Caldas, a realizar em 2008, tenha como grande tema a “Educação vs Desenvolvimento Económico”.
No final da sua intervenção Luís Ribeiro declamou a célebre frase de Martin Luther King “I have a Dream” e por isso considera que “a grande aposta na educação deve ser um dos grandes objectivos deste concelho”, no próximo Congresso.
Acrescentando que a próxima reunião da massa critica local deva debater o facto das Caldas “ter diversos museus e a sua inter ligação, bem como a realização de eventos de forte expressão cultural”, o autarca sustenta que a sociedade “não pode deixar indiferente as escolas, nomeadamente a ESAD, porque deverá ter com a cidade uma ligação mais estreita”.
O presidente da mesa da Assembleia Municipal, que quer que o evento, “Caldas Late Night”, se deva chamar “Caldas fora d’horas”, reclama por uma “forte ligação que a cidade tem ao teatro e ao espectáculo”.
Luís Ribeiro sustenta a sua afirmação baseando-se no Complexo Multiusos, achando que a estratégia “tem de ser de novo repensada, porque a infra-estrutura que ai vêem pode-nos levar a sonhar um pouco mais alto”.
Como última nota considerou que a discussão do desenvolvimento económico, deve passar igualmente pela potencialização e aproximação da cidade “às várias escolas de ensino superior na cidade”.
“Julgo que há uma forte possibilidade de utilizar a escola de biotecnologia em ligação com a actividade agrícola da região”.
Também o campo do termalismo não ficou esquecido por Luís Ribeiro que considera que os técnicos de termalismo formados nas Caldas, devem ser integrados em futuras clínicas de medicina e reabilitação que venham implementar na região, com especial ênfase para o termalismo, e ainda ao turismo tendo em conta a expansão no turismo do golfe.
“Este concelho deve ter uma atenção redobrada naquilo que é a instalação de actividades na área da saúde. Esse pode ser uma dessas apostas do concelho, nesta especializada área da saúde que se vem instalar na saúde”.
“Esta é a reflexão que gostaria de partilhar, porque julgo que a educação e a formação devem continuar a merecer a nossa atenção, no aumento da qualificação e num sinal de aumento de desenvolvimento”, concluiu.

Carlos Barroso

Igreja assaltada, tentativa de ratpo e outras ocorrências na região


O padre António Marques apresentou uma queixa no posto da GNR de São Martinho do Porto por roubo do cofre da igreja de Alfeizerão.
Segundo o padre de Alfeizerão, São Martinho do Porto e ainda de Salir do Porto, os meliantes entraram na igreja durante a luz do dia e forçaram a fechadura que dá acesso à zona onde se encontrava o cofre. Uma vez naquela zona, os larápios terão utilizado uma rebarbadora para cortar e forçar o cofre incutido na parede.
Deste cofre levaram fios de ouro e aproveitaram as chaves dos cofres de esmolas da igreja para os abrir e retirar as dádivas dos crentes.
Segundo o padre Marques, os prejuízos rondam os mil 1150 euros, valor dado aos fios de ouro e ao cofre arrombado, desconhecendo-se o valor retirado das caixas de esmolas, já que as mesmas ainda não tinham sido abertas este ano, segundo contou.
Foi apresentada uma queixa por tentativa de rapto de uma criança de seis anos. Segundo a queixa, a menina, moradora no Chão da Parada, terá sido alvo de uma tentativa de rapto por um indivíduo ainda a monte, quando se encontrava dentro da habitação.
Este acontecimento, deu-se no dia 16 de Maio, e as autoridades estão a investigar as circunstâncias em que tal situação aconteceu.
Em Santa Catarina foi apresentada uma queixa por burla
A GNR das Caldas da Rainha recebeu uma queixa por burla, desconhecendo-se a quantia e o método utilizado.
Na Atouguia da Baleia, em Peniche foi furtado do interior de uma viatura estacionada na via pública, 2.770 euros em artigos.
Foi roubada uma motorossadora e uma mascara de rede em Óbidos.
Em Alfeizerão foi roubado um retrovisor. A GNR de São Martinho do Porto, apanhou pelas oito da manhã, na Estrada Nacional 242, um rapaz de 25 anos que conduzia um ciclomotor sem carta de condução.
A GNR de Óbidos recebeu uma queixa por furto de uma betoneira, enquanto que os militares do Bombarral receberam uma queixa por roubo de esticão.
Em São Martinho do Porto, foram roubados 55 euros que estavam dentro de uma casa e no Chão da Parada foram levados 800 euros em artigos que faziam parte do recheio da habitação.
A GNR de São Martinho do Porto deteve uma mulher de 36 anos de idade, ucraniana que está em permanência ilegal no território nacional.

Carlos Barroso

Churrasco Motard em Alvorninha

Decorreu no dia 5 de Maio, no Zambujal – Alvorninha, mais uma dádiva de sangue motociclista, organizada na sede da A. D. R. Zambujalense pelo Grupo Motard Rafaelitos, em que o motociclista de Tabuaço, Zé Carlos, fez 700 km num dia para efectuar a sua contribuição a uma tão nobre causa, ganhando o prémio do motociclista mais distante e dador mais antigo.
Depois da dádiva, na qual participaram cerca de 50 dadores, seguiu-se a já famosa e tradicional feijoada, grátis para os dadores, e um passeio pela região, terminando o dia com um churrasco e um concorrido karaoke, na sede da Associação.
No dia 6 de Maio decorreu mais um motochurrasco, antecedido por um passeio pelas belas paisagens da nossa região, seguindo-se então o embate com o “porco no espeto”, que fez as delícias das dezenas de participantes.
Durante a tarde realizou-se o motocross das clássicas zundapp e famel, evento sempre bastante apreciado, até porque este ano teve o baptismo de um motociclista de 4 anos de idade.
Para terminar o dia em beleza, nada melhor que, mais churrasco.


Carlos Barroso

sexta-feira, maio 25, 2007

Anomalias e primeira cliente do Toma


Logo no dia da apresentação do Toma à população foram detectadas algumas anomalias por um utente convidado e pela primeira utente do Toma, que apanhou o transporte no Centro de Saúde.
Otília Anacleto, foi apanhada sem querer já que estava a tentar perceber o percurso dos transportes e o seu horário quando a viagem inaugural se fazia.
“Estava a tentar ver onde estava o horário, quando custa os bilhetes, onde os posso adquirir e quanto tempo de espera há, mas cheguei à conclusão que esta informação não constava. Apenas os percursos estão lá”, contou.
A primeira utente que se mostrou surpreendida pela paragem do Toma acha a iniciativa boa, embora a mesma “já deveria ter sido implementado há mais tempo. Isto é novo aqui, e em outras cidades, já é velho” retorquiu.
Para Otília Anacleto, os degraus que dão entrada ao Toma, são “um pouco alto e eu como ando de muletas se não me ajudassem tinha dificuldade em descer e em subir o autocarro”, contou, aconselhando os responsáveis a colocarem um degrau “mais baixo e um corrimão para a gente se agarrar e subir”.
Também Carlos Lourenço membro do conselho da cidade e formador no Cenfim, fez a viagem inaugural do Toma e levantou alguns problemas para pessoas com o mesmo tipo de mobilidade que o seu.
O Toma “é positivo por ter acesso a cadeira de rodas”, contudo o munícipe, fez alguns reparos aos promotores da acção, como foi o caso da barra onde se segura. “Num dos autocarros está elevada demais”, acrescentando ainda que “as rampas de acesso como em muitas coisas que se fazem, não estão pensadas para uma pessoa que se desloca em cadeira de rodas tenha autonomia”.
O formador exortou ainda que as pessoas “só valorizam a autonomia e só tem essa noção quando de facto a perdem. Quando a perdem é que tem a noção do peso que tem na vida de uma pessoa tê-la perdido. O simples gosto de ir a qualquer lado sozinho é de facto entendido quando não se tem essa possibilidade”.
Carlos Lourenço valoriza o facto de no Toma o motorista ir ajudar, lembrando também que “não haverá muitas pessoas a andarem de cadeira de rodas”, assumindo ainda que “não é justo do ponto de vista social que uma pessoa só porque anda de cadeira de rodas exija que tudo esteja preparado para se ter uma vida igual”.
O membro do conselho da cidade não vai, possivelmente andar de Toma, porque mora na Foz do Arelho e possui uma viatura adaptada, mas lembra que as rampas colocadas nas viaturas de manuseamento manual “não sendo óptimas, porque não nos dá uma plena autonomia, acabam por resolver o acesso”.
Porém nas actuais circunstâncias, “a rampas manuais colocadas nas viaturas, serão impossíveis de subir” numa artéria como a Rua dos Heróis da Grande Guerra, onde não há passeios e o piso está todo ao mesmo nível.
“É como um carro subir uma rampa muito acentuada, bate. Aqui esta cadeira se for numa rampa muito inclinada com a ausência de passeio é impossível subir” conta Carlos Lourenço.
Como conselho para a autarquia, o munícipe diz que a autarquia “deveria de ter um gabinete activo junto da população para tentar aferir da correcção dos trajectos e dos horários”.
Do lado do concessionário, Rui Vinhais da Rocaldas, explicou que tomou nota as reclamações e sugestões dos passageiros, referindo contudo que as rampas “fazem parte dos autocarros e cumprem a legislação”.
Ainda assim o responsável diz que o sistema das rampas “é o mais prático”, reconhecendo que “pode ser antiquado”.
Rui Vinhais alega que embora o motorista tenha de abandonar o seu lugar para ajudar, “irá fazê-lo com mais rapidez e mais segurança do que se a viatura estivesse equipada com rampas eléctricas ou auto pneumáticas”. Esta rampa manual é mais prática e mais manual.
Por último o representante da Rocaldas afirma que “é necessário mudar as pegas que estão instaladas mais baixo” acrescentando que “vai ser ainda aplicada uma almofada na parte de trás do autocarro e vai ser aplicado um cinto de segurança para cadeiras de rodas e carrinhos de bebé”.
Carlos Barroso

Toma nas Caldas

Os habitantes das Caldas da Rainha tem, desde o dia 15 de Maio transportes urbanos, um serviço que pretende reduzir o número de automóveis que diariamente congestiona o centro da cidade.
O vereador responsável pelo sector dos transportes da Câmara das Caldas da Rainha, João Aboim, refere que o objectivo, é que “nos pequenos percursos as pessoas comecem a deixar o carro em casa”.
A nova linha de transportes urbanos, designada de TOMA surge depois de um estudo sobre a mobilidade urbana nas Caldas da Rainha, que serviu de base à decisão tendo em conta que aproximadamente 26 mil carros entram diariamente na cidade e que 62 por cento das viagens no perímetro urbano são efectuadas de automóvel.
“Ao lhe chamarmos linha do TOMA quisemos fazer um jogo de palavras entre a figura do Zé Povinho, do Rafael Bordalo Pinheiro significando que fazemos um “Toma” ao uso do carro e à poluição, e por outro lado que passamos a tomar o autocarro”, explicou o vereador Aboim.
João Aboim, espera que o Toma “seja o inicio uma recuperação e uma revolução urbana no sentido da mobilidade e devolver o espaço da cidade às pessoas”.
Fernando Costa, presidente da Câmara vincou o facto deste transporte público ser gratuito “entre oito a quinze dias para habituar as pessoas”.
“O Toma vai funcionar, há bilhetes, há passes e é para funcionar todos os dias”, acrescentou ainda o edil que reconheceu que a cidade “tem mais de 30 mil habitantes” e por isso “houve necessidade de fazer circular as pessoas, num projecto importantíssimo para a cidade, que espero que utilizem”.
O projecto que deverá traduzir “numa melhoria da qualidade de vida no centro da cidade”, irá “facilitar e criar o hábito às pessoas em deixar o carro nos parques periféricos e virem de autocarro para o centro da cidade”.
Como desafio Costa disse para “muita gente que está no Bairro dos Arneiros a 500 metros, ou quem está no Bairro da Ponte, a 356 metros do centro da cidade, em vez de virem de automóvel, em vez de virem a pé, venham agora de autocarro, venham no Toma”.
Este projecto foi vencido por concurso público pela Rocaldas e pela Rodoviária do Tejo, que pela primeira vez se uniram, como explicaram Jorge Tavares director da Direcção Operacional de Caldas da Rainha da Rodoviária do Tejo, José Matos Simões da Auto Penafiel e Rocaldas, Rui Vinhais da Rocaldas, Orlando Ferreira administrador da Rodoviária do Tejo e Cristina Frazão responsável da produção da Rodoviária do Tejo nas Caldas da Rainha.
Actualmente estão em funcionamento dois mini bus de 29 lugares que farão dois percursos com paragens em 24 locais.
Contudo, uma das exigências das Câmara e daí a justificação do atraso na apresentação do projecto, era que os dois automóveis fossem novos, amigos do ambiente, mas apenas um se apresentou nestas circunstâncias.
Orlando Ferreira explicou que uma das viaturas “é totalmente nova”, a que foi adquirida pela Rocaldas e que a mais antiga é da Rodoviária, garantindo que em Setembro serão as duas viaturas iguais.
O administrador lembra que todos os transportes urbanos “são deficitários”, justificando ainda que quanto mais oferta houver “mais a Câmara terá de pagar”.
Para Jorge Tavares as empresas estão preparadas para aumentar a oferta, “se a procura da população assim o exigir”, mas o início é feito “com alguma cautela, mas será a procura que dirá a dimensão do Toma”.
Os dois mini bus de 29 lugares que estão a circular desde o dia do feriado municipal das Caldas da Rainha, “farão dois percursos com paragens em 24 locais, sendo que o tempo de espera se estima “seja de 15 minutos, quando as linhas se cruzam e de meia hora, quando a linha é única”, explicou, Cristina Frazão.
Esta responsável revelou ainda que as paragens irão ter “abrigos”, mas que essa parte “será a Câmara a implementar”, aconselhando contudo para que não haja estacionamento abusivo nas actuais paragens.
“Estamos atentos a estas situações, e até temos um número directo das autoridades para denunciar onde existe abuso por parte dos automobilistas. Não queremos ter uma atitude agressiva, mas de uma forma gradual vamos tentar mentalizar as pessoas que o local é reservado para o Toma. É uma questão de educação”, disse.
A escolha das 24 paragens “é da responsabilidade da Câmara” contou Rui Vinhais, embora assuma que houve uma preocupação por parte do consórcio em fazer passar o Toma nas zonas das escolas e na zona do complexo desportivo, para lhe dar alguma rentabilidade.
“Os circuitos eram muito mais reduzidos em todos os aspectos, mas nós como empresas entendidas nos transportes, apresentamos sugestões que foram aproveitadas e daí a apresentação de dois novos circuitos que melhor servem as Caldas.
Com a reformulação do circuito, o responsável declarou que “houve a necessidade de colocar paragens mais próximas das escolas, exactamente para os mais novos educarem os pais a deixarem os carros em casa e andarem de transporte público”, arrogando que “inicialmente as escolas não estavam contempladas e é do nosso esforço que as escolas estão contempladas para dar alguma rentabilidade ao projecto”.
Ainda assim este director da Rocaldas exorta o esforço “muito grande por parte da Câmara que se reflecte no preço das tarifas dos transportes, porque este é de facto o transporte urbano público mais barato do país”.
Para Cristina Frazão o preço dos bilhetes para o Toma será barato quando adquirido, no balcão específico na rodoviária, o Cartão Electromagnético, embora o bilhete normal seja igualmente cobrado pelo motorista.
“Haverá duas modalidades de cartões. Quem quiser utilizar com frequência diária, mais que uma vez, poderá utilizar o Cartão Dia-a-dia, que pode ser carregado consoante a sua necessidade”.
“A modalidade do cartão “económico”, o utente poderá carregar com 40 euros e fazer viagens que lhe podem custar até 15 cêntimos. Quantas mais viagens comprar mais barato ficará a viagem, embora o esforço seja maior, mas terá mais benefícios”, explicou.
A responsável da produção da Rodoviária do Tejo nas Caldas da Rainha, recorda ainda que uma viagem simples custa “cinquentas cêntimos, e inclui “entrar em qualquer paragem e sair em qualquer das 24 pontos do Toma”.
Por ultimo outra das exigências da autarquia foi o tipo de combustível, tendo as empresas equipado as duas viaturas com “motores Euro 4”, em que este sistema filtra mais e melhor as emissões de CO2 e assim torna-se amigo do ambiente. Orlando Ferreira justifica esta opção fiável sustentando que “não seria rentável colocar as viaturas a gás ou a electricidade”.
O Toma circula de segunda a sexta, entre as 7h30 e as 19h30 e entre as 8h00 e as 13h30 aos sábados.
A linha de transportes urbanos envolveu um investimento camarário de 200 000 euros.
Carlos Barroso

"Gaeiras Campeã Nacional" no Campeonato Nacional de Kempo Chinês

Realizou-se em Santarém o Iº Campeonato Nacional de Kempo Chinês, evento este sobre a égide da International Chinese Kempo Karate Federation e da APKC – Portugal.
A oficializar este evento estiveram os máximos dirigentes de ambas as organizações, assim como os representantes da revista Cinturão Negro.
Este campeonato contou com algumas centenas de competidores, representantes das mais de 70 escolas portuguesas de Kempo Chinês e decorreu durante 12 horas de intenso espírito marcial em 6 áreas de competição.
As equipas lideradas pelo Sigung Bruno Rebelo, Gaeiras, Caldas da Rainha, Colégio Rainha Dona Leonor e Moita (Marinha Grande), demonstraram que lideram o ranking nacional, tenho a Escola de Kempo das Gaeiras alcançado o título de Campeã Nacional por equipas e a escola da Moita o 2º Lugar Nacional.
É ainda de notar a excelente prestação dos competidores do Colégio Rainha Dª Leonor, que também alcançaram respectivamente 2 títulos nacionais absolutos.
Equipa Gaeirense - Campeões Nacionais: Cláudio Neves, Gonçalo Jorge, Filipe Montargil, Francisco Montargil, Roberto Rei, Fábio Miranda, Rui Lopes, João Félix, André Luís, David Sousa, Daniel Gomes, Joel Carvalho, Vítor Batista, Ivo Furtado, Ricardo Mafra, Simão Jansen, Hélio Silva, Maria Baptista, Simeão Horta, Alexandre Marques, Rita Carvalho, Tatiana Costa, Viktoriya Ivasiv, Márcia Gião, Márcus Gião, Duarte Cardeira E Filipe Silva.
Equipa Colégio Rainha Dª Leonor – A Equipa mais Surpreendente: Diogo Cabrera, Ricardo Cabrera, Mariana Sousa, Pedro Rosa, Bruno Rosa, Tiago Santos E Daniela Francisco.
“Kempo Chinês, mais que artes marciais – Uma Ohana”.

Carlos Barroso

Valeu o fogo de artifício em noite limitada de Paulo Gonzo nas Caldas

Paulo Gonzo veio às Caldas para o concerto do dia da cidade e veio como estrela capaz de entusiasmar o publico caldense. Contudo não foi isso que aconteceu, já que muitas pessoas ficaram aborrecidas pelo facto do músico ter repetido vários dos seus temas mais conhecidos para agarrar o público.
Esta situação levou a algumas pessoas abandonarem a Praça e a Avenida, ainda assim não foi suficiente para o espaço ficar vazio, embora se pudesse circular à vontade por toda a zona, ao contrário de outros anos em que o espaço enche e ninguém arreda pé.
Confrontado com esta questão, Paulo Gonzo confessa que “não tive necessidade de repetir temas”, justificando contudo que “apenas me impuseram um tempo limitado. Tive de cortar alguns temas, porque normalmente faço uma hora e meia a duas horas de espectáculo e hoje aqui havia um fogo de artifício e havia uma limitação. A vereadora veio-me reconfortar e que poderia ficar à vontade. Foi muito bom vir às Caldas”, rematou.
Segundo o músico foram ainda cantados e tocados “15 temas”, argumentando que quando “venho cantar não estou a ver quem paga ou não paga bilhete. O meu trabalho é estar em cima do palco e cantar, é o meu trabalho feito com a maior honestidade possível”, justifica.
Quanto ao concerto, explicou que “não vinha às Caldas há muitos anos e quando se volta às Caldas e se pisa um palco com milhares de pessoas é fantástico”, disse, acrescentando que “o concerto foi muito bom”, contou.
Ainda assim, o cantor conseguiu levar alguns dos espectadores a palco, para com ele cantarem e fazerem algumas coreografias, o que levou a um curto momento de euforia para a meia dúzia de convidados.
Quanto ao espectáculo o músico que já foi um campeão de vendas na segunda metade da década de 90 mas perdeu esse poder na mudança de século. Trouxe contudo em 2006 um álbum homónimo que reconquistou parte do público perdido entretanto.
Singles como “Falamos depois” e “Males D`Amor” conseguiram um impacto assinalável também graças a essa arma poderosa que ainda é a televisão.
Como tradicionalmente acontece, após o concerto, houve este ano, 15 minutos de fogo de artifício.
Carlos Barroso

Associação de Municípios do Oeste já tem casa definitiva

Os 13 concelhos da Associação de Municípios do Oeste, (AMO), que há 20 anos desenvolvem projectos de financiamento e estudos comuns em instalações provisórias, inauguram finalmente, no dia da cidade das Caldas o edifício sede, num investimento de 2,4 milhões de euros.
A cerimónia de inauguração ficou marcada pela ausência de Eduardo Cabrita, secretário de Estado Adjunto e da Administração Local, devido à candidatura de António Costa à Câmara de Lisboa, tendo presidido a governadora civil de Lisboa, Adelaide Rocha, apesar de ter estado Franco Pinto adjunto do governador civil de Leiria, que não usou da palavra.
A sede da associação situa-se na Rua General Pedro Cardoso, com frente para a futura Praça do Oeste, teve como comparticipação o município das Caldas, que cedeu o terreno e financiou em 35 por cento o custo da obra, ficando os restantes 65 por cento a cargo da Comunidade Europeia por verbas do Programa Operacional da Região de Lisboa e Vale do Tejo.
“Além da afirmação da associação e da região, a nova sede permite-nos ter melhores condições de trabalho já que onde estávamos não tínhamos os meios físicos mais adequados”, afirmou o presidente da Associação de Municípios do Oeste (AMO), Carlos Lourenço.
O novo edifício dispõe de salão nobre com capacidade para 120 pessoas, sala de reuniões para 30 pessoas e uma sala de formação para 20 formandos.
Até aqui, os serviços da associação onde trabalham duas dezenas de técnicos funcionavam em instalações provisórias, em três apartamentos num prédio de habitação em Caldas da Rainha e custam aos cofres da AMO, cerca de dois mil e quinhentos euros mensais, segundo o autarca das Caldas.
Fernando Costa, presidente da Câmara das Caldas da Rainha, considerou a inauguração um “Dia histórico para a cidade e também um dia histórico para a AMO”.
Mostrando-se satisfeito pelo facto de estarem todos os presidentes de Câmara do Oeste, esquecendo-se do autarca da Nazaré que foi representado por dois vereadores e assim o grande ausente desta inauguração, o autarca destacou a presença de Luís Monterroso, Álvaro Pedro e ainda o ausente Pereira Júnior, que “só não veio à cerimonio por estar debilitado por questões de saúde” disse.

Costa elogiou ainda a empresa de José Coutinho, por ter feito a obra em oito meses, “apesar de terem pedido mais dois meses”, considerando ainda assim “um prazo recorde, para uma empresa das Caldas e uma das maiores do Oeste”.
Fernando Costa justificou ainda que a sede será a forma de “assinalarmos a nossa centralidade no contexto do Oeste e um marco importante que será imparável na afirmação da nossa região”.
O presidente da Câmara das Caldas ainda ironizou ao dizer que o espaço deste novo edifício “chega para termos aqui a CCDR-LVT”, disse quando se reportava ao facto de “em Coimbra está carteira e o coração está na CCDR-LVT”, gracejou.
Costa fundamentou a comparticipação da autarquia caldense pelo facto de ser “uma obrigação”, já que a AMO “funcionava em três apartamentos de habitação, sem condições, sem dignidade, onde as secretárias se sobrepunham”.
Gonçalves Sapinho, na qualidade de presidente da Assembleia-geral da AMO e presidente da Câmara de Alcobaça, usou e abusou da palavra durante 40 minutos divididos por três intervenções, sendo a primeira de vinte minutos, espera agora, que o edifício da Associação seja uma forma de consolidar o Oeste.
“Alcobaça tem muito orgulho em pertencer ao Oeste. A adesão de Alcobaça ao Oeste foi feita com alguma dor, mas foi assumido por mim e por isso só havia uma solução, embora tenha sido achincalhado por Leiria e criticado, mas não tive qualquer dúvida”, recordou.
Sapinho declarou estar “de corpo e alma no Oeste” rogando união entre todos os municípios, porque “o Oeste começa em Torres Vedras e acaba em Alcobaça”.
Das suas palavras sobressaiu ainda um elogio Carlos Lourenço, actual presidente da AMO, por este ter conseguido “conjugar e congregar as divergências dos municípios”, reconhecendo “a sagacidade e inteligência” de Fernando Costa quando ofereceu terreno e comparticipação para a obra.

Silvino Cerqueira, como representante da Associação Nacional de Municípios (ANM) e como presidente da Câmara de Rio Maior, realçou que a sede “resolve o contencioso dos estatutos que prevê que a sede da AMO é rotativa de dois em dois anos”.
Por outro lado e em nome da ANM, lembrou que “a AMO foi a primeira a chamar a contratualização que agora todos os municípios nacionais têm e por isso fica na história do país pelo associativismo” destacando ainda que a sede representa “o municipalismo e a união”.
O presidente da CCDR-LVT, Fonseca Ferreira, usou da palavra para recordar a contratualização, mas este facto ficou marcado pela ausência do presidente da CCDR do Centro, tendo em conta que os dinheiros do Oeste são agora geridos por esta Comissão.
Fonseca Ferreira aproveitou ainda a oportunidade para pedir à comunicação social para dar eco da modalidade de contratualização que o Governo consagrou no QREN (Quadro de Referencia Estratégica Nacional) “é muito importante”, acrescentando que numa revisão administrativa a “designação deveria de ser preservada com o nome de “comunidade” porque assim a identidade é a mais adequada”.
Por último, Carlos Lourenço, presidente da AMO e presidente da Câmara de Arrudas dos Vinhos centrou o seu discurso para um membro do Governo ausente ao dizer que a Comunidade Urbana do Oeste “só efectuou quatro Assembleias”, sendo uma delas a tomada de posse, pedindo deste modo que “a nova legislação não pode ser um processo burocrático”.
Para o autarca o novo projecto de lei, “deve ser uma Lei ágil e que funcione com esta realidade supra municipal e não pode ser um processo burocrático e capitalizador ou feira de vaidades. Não se pode criar um mini parlamento com mais de cinquenta pessoas e esperar que esta produza o que se espera”, argumentou.
Carlos Lourenço reclamou por uma “estrutura ágil, eficiente, determinada, coesa e dinâmica porque só assim podemos aspirar aos sonhos”.


A AMO constituiu-se em 1987 e foi a primeira do país a contratualizar com a administração central, em 1991 (primeiro quadro comunitário de apoio), a gestão das verbas comunitárias.
Além das candidaturas a fundos comunitários desenvolveu entre outros projectos um plano estratégico, cartografia digital para os municípios, constituiu a Agência de Desenvolvimento Regional, a Resioeste (gestão de resíduos) e um centro de formação.
Mais recentemente criou o portal Oeste digital, havendo a decorrer um estudo sobre mobilidade, uma carta educativa regional, o plano estratégico no âmbito do QREN e o Plano Regional de Ordenamento do Território.
A associação é composta pelos municípios de Alenquer, Arruda dos Vinhos, Alcobaça, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Lourinhã, Nazaré, Óbidos, Peniche, Rio Maior, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras.

Carlos Barroso

Luta pelo protagonismo leva munícipes à Assembleia Municipal

Dois munícipes caldenses apresentaram-se no fórum da Assembleia Municipal para esgrimir argumentos sobre a pretensa ideia do abaixo-assinado para trazer mais policias para a cidade das Caldas.
Francisco Fernando e José Manuel Amaral protagonizaram assim um momento caricato, levando este último a referir que o abaixo-assinado não era abaixo-assinado, mas sim uma recolha de assinaturas.
Inicialmente Francisco Fernando, como antigo combatente agradeceu a doação por parte do município das Caldas de um terreno à Liga de Antigos Combatentes, onde será construída a sede do núcleo.
Quanto ao caso que o levou à reunião, recordou que “trouxe à Assembleia o assunto do escasso número de efectivos de elementos na cidade”, pedindo para que “a sociedade fizesse pressão para que houvesse um reforço para a GNR e PSP”.
Francisco Fernando deu ainda a sua versão dos factos, ao afirmar que conversou com o José Amaral, tendo este lhe pedido para “redigir um texto para exigir um aumento da PSP, e ainda facilitar a vinda de determinado comissário”, cujo nome não revelou, lamentando o facto de “misturar a infeliz ideia de defender o interesse públicos perante interesses pessoais”.
Segundo este, terá se mostrado indisponível, já que não queria “servir de trampolim de fosse quem fosse”, informando que era sua intenção “trazer o assunto à Assembleia”, mas alegadamente, José Amaral “pediu para não ir já que o assunto da policia já estava a ser tratado com o Fernando Costa”.
Francisco Fernando querer agora saber se o abaixo-assinado “é para trazer um determinado comissário para as Caldas, ou se é para um reforço de elementos na esquadra da cidade”.
Este munícipe quis ainda saber porque a GNR não foi incluída, já que também uma força de segurança que não possuiu elementos suficientes para o concelho.
José Amaral usou da palavra depois de ouvir Francisco Fernando, informando que estava “a realizar uma recolha de assinaturas e não abaixo-assinado”, informando igualmente que já ultrapassou as “cinco mil assinaturas”.
O reformado da indústria naval disse ainda que esteve na Assembleia da Republica onde lhe terão aconselhado para que “a Câmara estendesse o anel urbano, para que a vinda de elementos da polícia fosse facilitada”.
José Amaral, disse que “há mais de quatro meses” que anda com “o Caldas Faria e com Inácio Capinha a tratar da recolha de assinaturas”.
Nenhum dos deputados presentes e nem mesmo o presidente da Câmara respondeu a esta luta pelo protagonismo de dois munícipes que vieram a uma sessão pública esgrimir argumentos pessoais.

Só 18 comerciantes aderiram ao Urbcom nas Caldas

A intenção de saber qual o eco da candidatura ao Urbcom, levou Lalanda Ribeiro, interpelar o presidente da Câmara das Caldas sobre quantos comerciantes teriam se candidatado, assim como que tipo de apoio lhes foi dado pela Associação Comercial no âmbito da candidatura.
Fernando Costa, sobre este assunto preferiu dar a palavra ao vereador do comércio e juventude, Hugo Oliveira, sem antes lembrar que a parte da Câmara será no financiamento da iluminação, nomeadamente na Praça da Fruta, onde se “perspectiva o arranjo na Praça da Republica, para arrancarmos no próximo ano”. Também na parte do mobiliário urbano haverá uma comparticipação da autarquia.
Já mais dentro dos números e da candidatura, Hugo Oliveira lamentou o facto de inicialmente o projecto tinha 96 possíveis aderentes, mas “mais tarde na fase de adesão, apenas 18 comerciantes aderiram”, num processo comandado pela Associação Comercial que fez os contactos.
Esta ausência de candidatos levou uma penalização “de mais 30% de comparticipação para a Câmara”, numa comparticipação de obras no Centro Histórico, de mobiliário Urbano e Iluminação.
“Num total de 250 mil euros de investimento, a Câmara terá de comparticipar 50 mil euros”, disse o vereador que certificou que o processo “foi acompanhado pela Associação Comercial, que se candidatou a um projecto de animação que também foi aprovado”.
“A nossa participação cingiu-se ao projecto de mobiliário urbano e iluminação na Rua Almirante Cândido dos Reis, na Cova da Onça, Rua Alexandre Herculano, Rua da Liberdade e Praça da República”, esclareceu o jovem autarca.
No campo do mobiliário urbano Hugo Oliveira disse que houve a preocupação da autarquia em “falar com alunos da ESAD que produzem protótipos, para que possamos escolher um”, e até ao final deste ano, já com o concurso lançado para esse concurso.
O vereador lembra, contudo que “a Associação Comercial está em banho Maria e nesse sentido tenho encetado alguns contactos para saber a programação da animação, mas até agora não tem havido replica”.
O programa de apoio ao comércio tradicional “está adiantado, e até temos o processo para as guardas-nocturnos”, anunciou, declarando que foi com o comissário Trindade a Évora analisar o processo que ai foi apresentado, não tendo ido nenhum representante da Associação Comercial.
Num balanço, o tutelar da pasta do comércio na edilidade caldense expressou que o Urbcom, “ficou muito há quem do esperado por parte da Câmara, já que havia comparticipações por parte do Estado na ordem dos 30 a 40% a fundo perdido. Era uma oportunidade, já que o tecto máximo era de projectos de 45 mil euros”.
Hugo Oliveira revelou ainda que as dificuldades vieram de empresas que “não tinham a escrita em dia e que nos próximos quatro anos teriam de estar a funcionar. Como não havia condições para que assim fosse, o número de aderentes foi baixo”, concluíu.
Carlos Barroso