quarta-feira, outubro 31, 2007

Taça UEFA - 1.ª Eliminatória, 2.ª Mão


Estádio Municipal Magalhães Pessoa, em Leiria
Árbitro: Costas Kapitanis (Chipre), auxiliado por Andreas Xanthou e Stravos Procopiou. O quatro arbitro foi Panayitis Yerasimou, também do Chipre.

U. Leiria: 3 vs Bayer Leverkusen: 2
U. Leiria: Fernando; Laranjeiro, Hugo Costa, Éder Gaúcho e Alhandra; Tiago, Toñito e Cadu; Maciel, João Paulo e Sougou.
Suplentes: Alemão, Lukasiewicz, Marco Soares, Zongo, N'Gal, Paulo César e Jessui
Treinador: Paulo Duarte

Bayer Leverkusen: Adler; Castro, Friedrich, Haggui e Sarpei; Rolfes, Vidal e Barbarez; Barnetta, Kiessling e Papadoupolos.
Suplentes: Fernandez, Faty, Bulykin, Dum, Schwegler, Risse e Sinkiewicz.
Treinador: Michael Skibbe

Marcadores: Cadú 3', Papadoupolos 10', João Paulo 12', Kiessling 87' e Laranjeiro 90'+2.
Disciplina: cartão amarelos: a Cadú 35' , João Paulo 42', Hagui 44', Schwegler 57', Toñito 66', Marco Soares 67', Friedrich 77', Tiago 78' e Castro 90'+2.
Substituições: Schwegler rende Papadoupolos 47', Alhandra e entra Marco Soares 53', N'Gal rende Maciel 63', Zongo rende Toñito 73' e Barnetta e Vidal dão lugar a Dum e Sinkiewicz 90'.

Leiria sai do sonho europeu com cabeça levantada

A exemplo do Sporting de Braga, a União de Leiria também ganhou o encontro da segunda "mão", ao receber e bater os alemães do Bayer Leverkusen por 3-2, mas ficou fora da fase de grupos, face à derrota por 3-1 sofrida na Alemanha.
A formação do Lis começou bem, com um tento de Cadu, logo aos 3 minutos, e respondeu da melhor forma, com um golo de João Paulo, aos 12, à igualdade materializada por Papadopoulos, aos 10, mas o sonho morreu aos 87, com um tento de Kiessling.
O jogador que já tinha facturado dois tentos na primeira "mão" sentenciou a eliminatória, mas o "onze" comandado por Paulo Duarte ainda conseguiu despedir-se em beleza, graças a um golo de Laranjeiro, na última jogada do encontro, aos 94 minutos.

Carlos Barroso

Anuncio em site provoca deslumbre na Câmara


O vereador socialista, Gabriel Martins, da Câmara Municipal do Bombarral disse que o presidente da Câmara daquele concelho “anda deslumbrado com o capital”, porque “surgiu uma notícia no site da Câmara Municipal a informar que a Worten/Modalfa/Modelo se vão instalar no Bombarral”.
O socialista advoga que o site da Câmara “está deliberadamente a fazer publicidade a empresas privadas, o que lhe é vedado”, manifestando ainda que houve “a preocupação de alguns vereadores em defender o comércio tradicional, e o senhor presidente da Câmara, ou quem autorizou a colocação da notícia no site da Câmara, está a desferir uma machadada terrível no comércio local”.
Gabriel Martins “não quer permitir este tipo de situações”, avisando que vai passar a “estar mais atento” às informações que são colocadas no site da Câmara, querendo para tal saber “quem é o gestor do site que em concreto tem a responsabilidade de mandar introduzir os conteúdos que são colocados online”.

Carlos Barroso

Região de Turismo mostra Oeste ao staff Westin


A Região de Turismo do Oeste em dois dias de visita completa à Região, levou o Departamento de Vendas do Westin Hotel Campo Real, a conhecerem os principais produtos e atractivos turísticos do Oeste.
O primeiro dia começou por Salir do Porto, costa Atlântica, Foz do Arelho, Caldas da Rainha, Óbidos, Bombarral, Peniche, Lourinhã, Areia Branca e Praia Azul. Para além das belezas paisagísticas, foram visitados monumentos, museus, espaços para eventos, a Quintas da Rota do Vinho, a fábrica Bordalo Pinheiro, a Quinta dos Loridos e a Quinta do Sanguinhal.
O segundo dia, envolveu os concelhos de Torres Vedras, Sobral de Monte Agraço, Alenquer, Arruda dos Vinhos, Cadaval e Rio Maior. O interesse das temáticas das visitas foram idênticos ao programa do dia anterior, apesar de este ter-se iniciado na prova dos deliciosos “Pasteis de Feijão”, antecedendo as visitas ao Museu e Convento da Graça, Castelo Medieval, Igreja de S. Pedro e Forte de S. Vicente.
Neste mesmo dia seguiu-se a Rota do Manuelino com o famoso pórtico de S. Quintino em Sobral de Monte Agraço, a Igreja de Nª Sª da Salvação em Arruda e a zona monumental de Alenquer.
O Portal da Rota do Vinho do Oeste foi um dos pontos altos, segundo Luís Garcia, vice-presidente da Região de Turismo do Oeste.
Porém a maior surpresa foi a Quinta do Valle do Riacho, a par da de Pancas. Também o complexo desportivo de Sobral com a sua fantástica piscina e complementos de Health Club ficou na memoria dos visitantes.
As visitas foram sempre acompanhadas Luís Garcia que também é Gestor do Plano GolfOeste da Região de Turismo.
Da Equipa Westin participaram cinco profissionais, incluindo o director geral e a directora de vendas. Foi ainda convidado por parte do Hotel um Destination Manager Company para igualmente conhecer a Região e preparar circuitos específicos do Oeste para os seus vastos clientes nacionais e estrangeiros.
Curiosamente alguns dias depois, este mesmo Operador Turístico, organizou em Óbidos, na praça de Santa Maria e no Castelo uma recepção e jantar medieval, para cerca de 150 pessoas.
A equipa de vendas do Westin Hotel, recebeu uma vasta documentação sobre os produtos ancora e complementares, designadamente sobre empresas com ofertas no sector, ficando assim preparados para apresentações mais consolidadas sobre a área e os seus produtos, em deslocações promocionais ao estrangeiro e no contacto com os diversos clientes.
A Região de Turismo do Oeste conta agora com dois hotéis de cinco estrelas, trabalha de forma estreita e quase diária com ambos, cooperando e colaborando, para preparação de acções promocionais e de atracção de grupos “corporate” para a Região.
A inauguração oficial do Hotel Westin aconteceu no passado dia 4 de Outubro, contudo o SPA, deve abrir dentro de dias, é um forte atractivo deste recente Hotel, em mais uma das muitas experiências do Westin.

Carlos Barroso

Rio da Cal requalificado

O agricultor das Caldas, Orlando Jacinto Pereira que moveu uma acção judicial contra o Ministério do Ambiente, a Câmara Municipal e a Junta de Freguesia do Nadadouro, com sustentação de serem responsáveis pela contaminação de solos que se tornaram inférteis na sua propriedade, na Quinta do Negrelho está a acompanhar a par e passo as obras de consolidação da margem do Rio da Cal.
A intervenção no Rio da Cal por parte da CCDR-LVT, “está quase concluída”, ainda assim o proprietário do terreno que foi inundado pela quebra da mota do Rio, não se mostra totalmente satisfeito.
Orlando Jacinto Pereira, numa conversa informal, revelou que foi pedido ajuda à Câmara das Caldas nas obras de reperfilamento do leito do rio, mas não foi tão eficaz como era esperado pela CCDR-LVT.
“Trouxeram restos de alcatrão e depositaram-nos aqui”, afirma, denunciando ainda que o leito do rio enquanto correu na sua propriedades “trouxe imenso lixo, garrafões de óleo, baldes” entre outros objectos.
Orlando Jacinto Pereira manifestou-se preocupado ainda com o facto da “Vala Real estar toda tapada”, mesmo depois das obras porque “não foi contemplado o seu desassoreamento”.
O agricultor recorda que no decorrer das obras “foi feita uma mota mais alta” do lado do seu terreno e por isso teve de chamar a atenção dos técnicos, que entretanto estão a corrigir a situação.
Como está sempre no local a verificar as obras, o proprietário gostaria que a ponte em betão e que fez levantar o leito do rio, “fosse corrigida”, porque essa pode ser uma das razões para o assoreamento do Rio e o rebentamento das suas margens, na Quinta do Negrelho.
Em causa está o facto de, desde há vários anos, o Rio da Cal, que desagua na Lagoa de Óbidos, ter assoreado e “passou a estar a um nível mais alto do que o terreno”. Com o aumento do caudal e com as “areias e lixos acumulados no leito do rio, as águas tendem a galgar as margens e a invadir a minha propriedade”, recebendo assim as águas residuais da cidade, que deveriam ir dar à Lagoa de Óbidos.
Segundo Orlando Jacinto Pereira, o resultado das análises feitas ao solo e que constam da acusação apresentada em Tribunal, revelam “uma quantidade de matéria orgânica e de metais pesados que estão acumulados no subsolo e que tornam impraticável a actividade agrícola”. Com esta situação o terreno vai continuar infértil nas próximas duas décadas, de modo também a garantir a segurança dos consumidores. Na propriedade essencialmente eram colhidas cerca de 80 toneladas de milho/ano.
A situação do alcatrão foi confirmada pelos técnicos do Ministério do Ambiente que garantiram que aqueles resíduos foram colocados para dar alguma sustentabilidade ao terreno para que a máquina pudesse laborar, mas que depois de terminadas as obras “serão retirados”.
Porém as obras a cargo da CCDR-LVT estão praticamente concluídas e mostram um Rio da Cal como nunca antes foi visto. Limpo e no seu curso normal. A Foz também está agora acessível e limpa o que trouxe já muitas aves migratórias ao Braço da Barosa, como são os casos de flamingos, patos-reais, airinhos, mergulhões, corvos e garças-reais, entre outras espécies.
Recorde-se ainda que a obra de consolidação das margens, limpeza e desobstrução do troço final do Rio da Cal, numa extensão de 1,3 quilómetros, foi estendida em mais duzentos metros o que melhora substancialmente a qualidade ambiental do Rio.
Como curiosidade o empreiteiro da obra de requalificação e limpeza das margens do Rio da Cal já sofreu vários assaltos e danos. Os ladrões de gasóleo, além de levarem o combustível ainda estragam tudo que fazem muitas vezes atrasar o arranque das obras, com claros prejuízos. Espera-se agora que a vigilância seja reforçada, não só devido a estes assaltos, mas também aos senhores que andam de moto quatro e que atravessam o Braço da Barosa a grande velocidade.

Carlos Barroso

Reboques nas Caldas condicionados

Apesar da população das Caldas muitas vezes comentar o facto de os agentes do trânsito exercerem a sua função, o número de reboques na cidade não é muito alto, tendo em conta que o espaço para guardar provisoriamente as viaturas rebocadas, em instalações da Câmara, “é insuficiente”.
Nas instalações perto do Centro da Juventude, cedidas pela autarquia “só cabem meia dúzia de carros”, porém há ainda a acrescer as viaturas da autarquia e ainda a partilha do espaço que serve também de armazém da edilidade.
Tudo isto são condicionantes para serem feitos mais reboques, mas os agentes também tem uma atitude pedagógica na rua, já que muitas vezes “é accionado o reboque, e quando este chega ao local, já ali se encontra o infractor, e por tal motivo a viatura deixa de ser rebocada, apesar de haver uma saída do reboque. Todavia o infractor será autuado, só não se contabilizando o reboque”, destaca o comissário Vítor Trindade, responsável pela divisão das Caldas.
Porém realça que a PSP das Caldas “está condicionada no número de viaturas a rebocar, em virtude de os lugares no parque para sua guarda até serem levantados pelos seus condutores serem insuficientes, acontecendo casos em que as viaturas removidas não são reclamadas, podendo ficar alguns meses nesta situação até resolução administrativa, ocupando espaço”.
Para o comissário, tal situação “implica que o reboque seja accionado para os casos considerados mais flagrantes em termos de infracção e prejuízo para o cidadão utente do espaço público, como exemplo os estacionamentos em cima das passadeiras, passeios, paragens dos transportes públicos”.
Segundo o comissário o número de reboque durante o ano passado e até ao mês de Setembro deste ano “foi de 119 viaturas em infracção na via pública”. A sua remoção foi efectuada pelo reboque atribuído à divisão das Caldas que “dá ainda apoio a outras subunidades da PSP da zona sul do Distrito”, nomeadamente “na remoção e transporte de viaturas policiais avariadas”.
Contudo, no mesmo período forma rebocadas 131 viaturas em infracção na via pública, efectuados por reboques de duas empresas externas contratualizadas e accionados pela PSP. O motivo para o recurso a empresas externas “insere-se uma gestão criteriosa de recursos humanos disponíveis”, salienta o responsável da policia das Caldas que vinca este modo de actuação “na base da exigência de habilitação especial para a condução deste tipo de veículos”, uma vez que o elemento policial habilitado para o efeito, “exerce em acumulação outras funções de carácter logístico/administrativo”.
A este facto acresce “o seu impedimento pelo gozo de férias, faltas e licenças, comparências em Tribunal, entre outros procedimentos administrativos”, acrescenta ainda Vítor Trindade, que só tem um elemento atribuído para o reboque das Caldas que faz ainda serviços em Peniche.
A condução do reboque “não é uma actividade exclusivamente policial, pelo que dentro da filosofia actual de recurso ao sistema de outsourcing, para satisfazer necessidades da administração, neste como noutros casos, liberta-se o elemento policial para actividades de âmbito mais operacional, dentro dos princípios de eficácia, eficiência e economia”, lembra também.
Segundo Vítor Trindade as viaturas estão sempre sujeitas a bloqueamento e remoção “nos casos previstos no Artigo 164.º do Código da Estrada”, nomeadamente em via ou corredor de circulação reservados a transportes públicos; Em local de paragem de veículos de transporte colectivo de passageiros; Em passagem de peões sinalizada; Em cima dos passeios ou em zona reservada exclusivamente ao trânsito de peões; Na faixa de rodagem, sem ser junto da berma ou passeio; Na faixa de rodagem, em segunda fila; Em local destinado ao acesso de veículos ou peões a propriedades, garagens ou locais de estacionamento; Em local em que impeça o acesso a outros veículos devidamente estacionados ou a saída destes, entre outros.

Carlos Barroso

Marcha lenta contra TGV na Benedita


A Assembleia Municipal de Alcobaça rejeitou na passada sexta-feira à noite todos os possíveis traçados para o TGV ao aprovar uma moção, com abstenções dos deputados do PS, que recusam peremptoriamente a proposta da Rede Ferroviária de Alta Velocidade (RAVE).
A proposta do líder da bancada social-democrata, Pedro Guerra, recolheu 32 votos a favor e quatro abstenções, da bancada socialista e do deputado César Santos, que viu a sua moção rejeitada com 32 votos contra.
O presidente da Assembleia Municipal de Alcobaça, Paulo Inácio (PSD), considerou a reunião "histórica", dada a adesão dos munícipes, que obrigou à suspensão dos trabalhos e à mudança de local da reunião, manifestando que "as pessoas finalmente perceberam o que está em causa".
No encerramento da sessão, o presidente da mesa pediu uma explicação técnica da RAVE para a anulação do estudo sobre o Lote C2 entre Alenquer (Ota) e Pombal, cujo traçado passaria a Leste do concelho de Alcobaça e da Serra de Candeeiros, solução defendida na moção apresentada pelos deputados do PS.
"Não demonstraram, só cancelaram o estudo", afirmou Paulo Inácio, reforçando "a razão está do nosso lado e esta tragédia não vai acontecer".
Em causa estava a posição do município para o Estudo de Impacte Ambiental (EIA) do Lote C1 da proposta de traçado do TGV no troço entre Alenquer (Ota) e Pombal a Oeste da Serra de Candeeiros, em consulta pública até ao dia 9 de Outubro e que afecta oito das 18 freguesias do concelho de Alcobaça.
O presidente da Câmara Municipal de Alcobaça, José Gonçalves Sapinho (PSD), afirmou que uma área "de 475 hectares" no concelho ficará "afecta ao TGV", explicando que, segundo o EIA, será alocada à rede ferroviária "uma faixa de 15 metros de largura", ladeada de "65 metros de cada lado".
Benedita, Turquel, Évora de Alcobaça, Pataias, Alpedriz, Prazeres de Aljubarrota, S. Vicente de Aljubarrota e Cós são as freguesias incluídas no traçado do TGV.
A presidente da junta de freguesia de Benedita, Maria José Filipe (PSD), referiu-se ao TGV "como o terror na grande vila", numa posição reforçada pelo autarca de S. Vicente de Aljubarrota, Amílcar Raimundo (PSD), que diz que vai "parar o TGV, independentemente da velocidade que ele traga".
A assembleia esteve suspensa durante uma hora, para mudança do auditório geral da Biblioteca Municipal para o Cine-teatro de Alcobaça.
Durante este período, o presidente da Assembleia Municipal de Alcobaça subiu à varanda do cine-teatro e dirigindo-se aos cerca de 400 manifestantes reafirmou a vontade de prosseguir os trabalhos e apelou para a "correcção e elevação", seguindo-se um aplauso como forma de aprovação da decisão, que foi correspondido.
O Movimento Anti-TGV no concelho de Alcobaça organizou ainda uma marcha lenta de automóveis no IC2, sentido Sul/Norte, a uma média inferior a 30 quilómetros por hora, entre Vendas das Raparigas e a Moita do Poço e que juntou cerca de uma centena de viaturas.
O IC2 esteve mais condicionado e foi cortado periodicamente para a entrada e saída de viaturas na marcha lenta entre o quilómetro 80.4 na Vendas das Raparigas e a Moita do Poço no quilómetro 85.8, sentido Sul/Norte.
"Só nos damos por satisfeitos quando o governo afirmar que o TGV não passa pelo Concelho de Alcobaça" disse Bruno Letra, da organização do evento, e que teve a duração de meia hora.
"Uma das hipóteses de traçado atravessa a Freguesia, na Venda das Raparigas ao meio, e outra vai matar a Área de Localização Empresarial. Logo nem uma nem outra são a solução", defendeu Bruno Letra.
A marcha lenta foi convocada através de mensagens escritas de telemóvel e cartazes afixados na Freguesia da Benedita, Concelho de Alcobaça, segundo o também director do Centro da Juventude.

Carlos Barroso

Câmara do Bombarral adquir terreno para estacioamento do centro


A Câmara Municipal do Bombarral assinou a escritura que oficializou a aquisição de um terreno com 3.270 metros quadrados, junto à Praça do Município, destinado a criar lugares de estacionamento.
O executivo, tendo em consideração que o espaço destinado a estacionamento na área do Largo do Município tem-se reflectido “insuficiente no decurso das obras de remodelação e embelezamento do Largo”, decidiu adquirir por 60 mil euros um terreno confiante com uma propriedade da autarquia onde já funciona um pequeno parque de estacionamento.
Este negocio concretizado no final do mês passado vem assim por cobro a reclamações e necessidades dos diversos utentes dos serviços Camarários, Tribunal, entidades bancárias, seguradoras, estabelecimentos comerciais, moradores, cafés, pastelarias e restaurantes, desde que as obras tiveram inicio, mas também para minimizar os danos depois de concluídas, já que a circulação será condicionada naquele espaço
Este terreno, adquirido pela autarquia, além de ter a função de Parque de Estacionamento, terá ainda um espaço destinado a zona verde, “criando assim alternativas viáveis para todos os que frequentam e habitam nesta zona”, refere a edilidade em comunicado.

Carlos Barroso

Zonas de cheia analisadas


A Câmara do Bombarral preocupada com a subida do leito do rio e das zonas de cheias, mandou fazer uma carta onde constam as zonas inundáveis do concelho.
Contudo da primeira análise feita pelos técnicos, o executivo deliberou por unanimidade, serem introduzidas eventuais correcções, nomeadamente na redefinição do perímetro inundável das zonas de atravessamento da EN8 e A8.
O executivo vinca ainda a aferição de zona inundável no Cabeço do Casal Fialho e a reanálise do perímetro Sul do aglomerado urbano da Roliça.
Também pediram uma reanálise do troço de estrada entre a Quinta do Sanguinhal e o aglomerado urbano do Sanguinhal, que segundo dados de Novembro de 2006 não inundou. No aglomerado de Famões a cheia de Novembro de 2006 apenas inundou os terrenos adjacentes à Ponte, na zona mais baixa. Na continuidade dessa estrada, no sentido de Pero Moniz, Concelho do Cadaval, o limite do concelho representado como sendo potencial zona inundável “não se verifica na realidade conforme dados da Cheia de Novembro de 2006”.
Na zona da Quinta do Sanguinhal só inunda para Nascente, conforme dados da Cheia de Novembro de 2006. Terá de ser feita também uma reanálise do atravessamento da EN8 da ribeira do Estorninho e da zona Poente da A8 junto à rotunda da Caniceira. Na Zona baixa da Vila entre o Centro de Saúde e a unidade industrial adjacente à EN8, verificou-se em Novembro de 2006, que só foi inundada a EN8 até à travessa dos Bacelos a Poente, não chegando portanto o perímetro da zona inundável até ao limite representado. O limite do perímetro inundável a Nascente do aglomerado urbano e a tardoz do auditório municipal e construções contíguas “está em cota bastante superior à verificada na cheia de Novembro de 2006”.
O Pólo de Desenvolvimento de Actividades Económicas do Bombarral/Cintrão, adjacente à EN8 só inundou na zona da Rotunda vulgarmente denominada como Rotunda da Repsol “não chegando o perímetro inundável à unidade comercial Gustavo & Abreu, Lda e outras demais adjacentes para sul”.
Também o pólo 1 “não inundou em parte alguma da sua extensão, assim como a Avenida Casimiro da Silva Marques, vulgo Avenida da Estação, só inundou até meio, conforme se deduz pelas fotografias apresentadas no estudo, pelo que igual entendimento deverá ser tido em consideração para a Rua Mouzinho de Albuquerque”, refere o executivo bombarralense.

Bombarral organiza encontro de idosos


A Câmara Municipal do Bombarral organizou um almoço-convívio para assinalar o Dia Internacional do Idoso.
Segundo a autarquia bombarralense esta acção teve com o objectivo “o aprofundamento da confraternização, a boa disposição e animação junto da população sénior do concelho”, oferecendo por isso um almoço-convívio.
A acção teve início cerca das 11h da manhã do passado dia um de Outubro, tendo sido escolhido o recinto do Sport Clube Escolar Bombarralense para a receber os primeiros convivas do almoço comemorativo, num total de 300 pessoas.
Ao almoço não faltou animação musical e entre a confraternização e os “comes e bebes” muitos ensairam o tradicional “pézinho de dança”.

Carlos Barroso

terça-feira, outubro 30, 2007

Enfermeiros das Caldas são prejudicados com medidas do Ministério

A rota da precariedade passou pelo Hospital das Caldas da Rainha “porque é no distrito de Leiria onde se constata a situação mais complicada em termos de enfermeiros precários”.
“Falamos de 43 enfermeiros que exercem funções no Hospital das Caldas da Rainha em vínculo precário o que representa 1/4 da população de profissionais que prestam cuidados de saúde aos utentes desta instituição”, denunciou Pedro Frias do Sindicato dos Enfermeiros Português.
No território nacional são cerca de três mil enfermeiros que devido à nova Lei em vigor, podem perder o seu vínculo contratual.
No caso das Caldas, os profissionais ao “serem despedidos colocará em causa e em risco a segurança dos utentes”, garante Pedro Frias responsável pelos jovens profissionais e trabalhador no Hospital dos Capuchos.
Esta situação agrava-se também devido ao fecho das diversas urgências e serviços de atendimento de utentes já que afluência a estes Hospitais tende a aumentar.
Por outro lado o encerramento de urgências é a redução de postos de trabalho que “o sindicato se opõem”.
Deste modo “queremos mobilizar os colegas e consciencializa-los que devem lutar pelo seu posto de trabalho e dar a conhecer esta situação à população na diminuição dos cuidados de saúde e a sua qualidade”.
Pedro Frias manifestou que a administração do Centro Hospitalar das Caldas “está imanada pelo Governo para fazer um levantamento das necessidades para serem atribuídas cotas de novos contratos”, acrescentando que “os números atribuídos são a metade daquilo que é pedido”.
Por outro lado sublinhou que a administração liderada por Vasco Trancoso “está a compactuar com as orientações do Ministro uma vez que os enfermeiros já deveriam estar a ser despedidos quando se cessassem os contratos a um de Agosto. O que este Hospital está a fazer é enviá-los para o despedimento e depois contrata-os de uma outra forma, através da subcontratação, logo mais cara para o serviço nacional de saúde”, denunciou.
Para Pedro Frias este jogo sai mais caro para o Estado, porque “está a empresa a ganhar dinheiro, porque paga aos enfermeiros que tem de trabalhar a recibos verdes. Mais estranho ainda é que são as administrações a indicar os enfermeiros que essa empresa os contratar. É um assumir que estes enfermeiros são necessários”, destaca.
Dos 43 enfermeiros nestas condições, a maioria fazem serviço na urgência geral e na urgência pediátrica.
Nesta acção silenciosa, cerca de duas dezenas de profissionais das Caldas foram apoiados pelo sindicato e por colegas do Centro Hospitalar das Caldas entregaram informação aos utentes que iam passando pelo portão da urgência, sem que isso prejudica-se no normal funcionamento da instituição.

Carlos Barroso

Bwin Liga


Leiria: 1 vs Benfica: 2

Árbitro: João Ferreira (Setúbal)

U. Leiria: Fernando, Laranjeiro, Hugo Costa, Éder Gaúcho, Patrick, Tiago, Cadú, Toñito (Paulo César, 73m), Sougou (N’Gal, 72m), Maciel e João Paulo. Treinador: Paulo Duarte.
Treinador: Paulo Duarte

Benfica: Quim, Maxi Pereira, Luisão, Edcarlos, Léo (Luís Filipe, 66m), Binya, Katsouranis, Rui Costa (Di María, 72m), Rodríguez (Nuno Assis, 84m), Nuno Gomes e Cardozo. Treinador: José António Camacho.
Treinador: José António Camacho
Marcadores: 1-0, Cadú (2m); 1-1, Nuno Gomes (15m); 1-2, Nuno Gomes (64m)
Acção disciplinar: Cartões amarelos – Tiago (18m), Sougou (61m), Bynia (69m), Nuno Assis (88m) e Paulo César (89m)

Em Leiria, o Benfica voltou aos triunfos (2-1) após cinco jogos sem vencer, incluindo Liga dos Campeões e Taça da Liga, com um "bis" de Nuno Gomes, aos 16 e 64 minutos, a dar a volta ao marcador, inaugurado por Cadu da Silva, aos dois, e a aumentar para 28 o número de jogos dos "encarnados" sem derrotas no campeonato. Por sua vez o Leiria continua sem vencer para na
Liga.

Carlos Barroso

Mais mortos no Oeste este ano durante a época balnear

Treze pessoas morreram nas praias portuguesas no decorrer da época balnear deste ano, que terminou domingo, dia 30 de Setembro.
Das 13 mortes, três aconteceram em zonas vigiadas e as restantes dez em zonas não vigiadas. Ainda assim morreram menos oito pessoas do que em 2006, anunciou o Instituto de Socorros a Náufragos.
Das 13 vítimas registadas pela Marinha Portuguesa, há a salientar que quatro ocorreram nas zonas balneares de Peniche e Nazaré.
Segundo as autoridades, um dos acidentes na zona Oeste foi registado no dia 10 de Junho, numa praia vigiada da Praia D'El Rey, em Peniche, onde um inglês de 51 anos, morreu “de doença súbita na zona de rebentação”.
Foi registado no dia 22 de Junho, na Praia da Nazaré, na zona não vigiada daquela estância balnear a morte de um homem que se suspeita ser espanhol, tendo o seu cadáver sido encontrado a flutuar no mar. Ainda assim as autoridades desconhecem a idade e a nacionalidade da vítima.
Três dias depois, as autoridades registaram um outro acidente, na Praia do Lagido em Peniche, onde um suíço de 54 anos, morreu por afogamento devido às correntes marítimas.
A única mulher a falecer este ano, aconteceu na Praia do Salgado e tinha 62 anos. A vítima encontrava-se alegadamente à borda da água, mas foi apanhada pelas correntes e rebentação, tendo a moradora em São Martinho do Porto, morrido por afogamento.
Entre as 13 vítimas, nove são portuguesas, uma suíça, uma inglesa, uma espanhola e outra de nacionalidade desconhecida. Apenas uma era mulher. Quanto a idades, nove das pessoas que morreram nas praias tinham mais de 40 anos e apenas uma era menor (um rapaz de nove anos).
De salientar que a maioria dos acidentes mortais aconteceram durante o mês de Junho, seguido de Agosto, enquanto que em Julho e Setembro registaram uma morte cada.
Durante a época balnear, segundo a Marinha, realizaram-se 1.101 operações de salvamento e 69 acções de sensibilização nas praias e escolas.
O Instituto de Socorros a Náufragos (ISN) acrescenta também que foram ministrados 92 cursos de Nadador Salvador, tendo sido formados cerca de 1400 profissionais. Houve ainda um curso de monitor em Nadador Salvador, tendo sido formados 26 novos monitores.

Carlos Barroso

Assalto na loja Almeida & Santos

Cerca de dez mil euros em sete computadores portáteis e um plasma foram os prejuízos registados em mais um assalto na empresa Almeida & Santos, que teve lugar na madrugada de quarta-feira.
Segundo a proprietária da loja, Isabel Almeida os meliantes actuaram de cara tapada e levaram sete computadores portáteis e um plasma que estavam na montra e nas vitrines da loja.
O assalto captado pelas câmaras de vigilância do estabelecimento não decifra os autores, uma fez que os meliantes surgem de cara tapada a carregar um plasma.
Consegue-se ver um de braços abertos com um plasma na mão, refere a responsável pelo espaço incrédula com mais este assalto sofrido num espaço de um ano.
Isabel Almeida que ainda tem de contabilizar aos prejuízos cerca de mil e quinhentos euros dos vidros que foram partidos, aponta como solução a colocação de um sistema de grades na montra do estabelecimento para fazer parar a vaga de assaltos que está a ser alvo.
A rua actualmente pedonal não serve de entrave aos assaltantes que desta vez, segundo um casal de idosos que residente na zona disse ter ouvido o alarme a tocar, um bater de porta de carro e o mesmo a arrancar. Este casal confessou ainda não ter vindo à janela por receio.
Na mesma madrugada do dia 3 de Outubro a sede da Junta de Freguesia de Santo Onofre sofreu uma tentativa de assalto.
Segundo o autarca, os meliantes terão tentado entrar pela janela, já que haviam estragos nos estores e na janela. Mas acrescentou Abílio Camacho, algo os deve ter assustado por não chegaram a entrar, acrescentou.

Carlos Barroso

Leitor envia casos de Peniche


Como vêem merece sempre a pena reclamar por árvores. Não é que junto aos bancos do Alto da Vela, colocaram estas palmeiras.

Carlos Alberto Tiago

Mosqueteiros atribuem viatura aos bombeiros das Caldas

Os Bombeiros Voluntários das Caldas da Rainha foram uma das dezasseis corporações de bombeiros que receberam viaturas ligeiras de combate a incêndio no âmbito da campanha “Heróis por uma causa”, levada a cabo pelo grupo Os Mosqueteiros, em parceria com a Liga de Bombeiros Portugueses.
A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários das Caldas da Rainha, foi, a pare da vizinha da Nazaré, a única contemplada no Distrito de Leiria. As restantes quinze viaturas ficaram repartidas pelos distritos de Coimbra (2), Lisboa (2), Viseu (3), Bragança (1), Braga (3), Aveiro (1), Guarda (1) e Vila Real (1). Em termos práticos receberam viaturas os bombeiros de Vieira do Minho, Riba D’Ave, Terras de Bouro. Mirandela, Sintra, Loriga, Mangualde, Nazaré, Arganil, Sever do Vouga, Oliveira de Frades, Vouzela, Coimbra, Caldas da Rainha, Carnaxide e Vila Pouca de Aguiar.
Com as 16 viaturas ofertadas (entre 381 abrangidas pelo sorteio) “este ano atingiremos um total de 50 veículos e consequentemente regiões beneficiadas”. Nos próximos anos, o objectivo dos Mosqueteiros “é continuar a realizar esta campanha e a oferecer melhores condições de trabalho às corporações nacionais, em muitas outras regiões do país”, refere um comunicado da Direcção de Comunicação e Imagem enviado às lojas cujas associações humanitárias da região foram contempladas com uma viatura.
A entrega das viaturas decorreu numa gala, no dia 22, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, com transmissão em directo da TVI.
O carro de cor vermelha é uma VLCI (Viatura Ligeira de Combate a Incêndios) da marca Nissan e modelo Navara, contrariando as anteriores Mitsubishi Strakar. Estas viaturas vêm equipadas com um tanque de água e respectiva bomba, para combater fogos florestais na sua primeira intervenção. Porém dada a versatilidade do meio, algumas corporações de bombeiros aproveitam a viatura para os fogos urbanos, colocando-lhe uma escada de dois a três lances.

Carlos Barroso

Liga Bwin

Leiria 0 - E. Amadora 0
Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa, Leiria

Árbitro: Vasco Santos da AF Porto, auxiliado por José Luís Melo e Vítor Carvalho. O Quarto arbitro foi Sérgio Jesus
U. Leiria: Fernando, Éder, Bruno Miguel, Éder Gaúcho, Laranjeiro, Faria, Tiago, Paulo César, Maciel, João Paulo, Sougou .
Suplentes: Alemão, Renato, Marco Soares, Alhandra, Toñito, Zongo, N'Gal.
Treinador: Paulo Duarte

E. Amadora: Nelson, Rui Duarte, Wagnão, Maurício, Cardoso, Fernando, Tiago Gomes, Mateus, Pedro Pereira, Moses, Ndiaye.
Suplentes: Pedro Alves, Hugo Carreira, Moreno, Marco Paulo, Luís Aguiar, Nuno Viveiros e Anselmo
Treinador: Daúto Faquirá

Empate em jogo com pouco público

União e Estrela empataram num jogo que teve somente 814 espectadores a assistirem ao guarda-redes Nelson a impedir que a equipa da casa obtivesse o seu primeiro triunfo na Liga de futebol.
Ainda assim o primeiro sinal de perigo foi do Estrela da Amadora, que viu N'Diaye rematar por cima, logo aos nove minutos.
A União de Leiria demorou alguns minutos a descobrir a melhor forma de levar a bola aos seus avançados, mas quase marcou aos 17 minutos, num mau atraso de Cardoso, que isolou João Paulo, mas o avançado rematou fraco para as mãos de Nélson.
Aos 20 minutos, mais duas grandes defesas de Nélson impediram golos que pareciam certos: Sougou escapou pela esquerda e serviu Paulo César para um primeiro remate travado pelo guarda-redes, que desviou depois a recarga de João Paulo.
Na resposta, um livre poderoso de Maurício obrigou Fernando a defesa aparatosa. Empurrada para a frente apenas por Sougou, a União de Leiria mostrou-se intermitente no ataque e, antes do intervalo, até foi o Estrela a assustar Fernando, num lance individual de Pedro Pereira.
A segunda parte revelou um Estrela de início ainda mais ambicioso, veloz e interessado em surpreender o adversário em contra-ataque, enquanto a União de Leiria foi ficando menos clarividente com o passar do tempo, talvez acusando o esforço do jogo de quinta-feira com o Bayer Leverkusen, para a Taça UEFA.
Mas os leirienses podiam ter resolvido o jogo em dois minutos: aos 62 minutos, N´Gal e Paulo César ficaram sozinhos frente a Nélson, mas o camaronês rematou contra o guarda-redes.
À procura da primeira vitória na Liga, a União de Leiria foi avançando no terreno, enquanto o Estrela se encolheu na última meia hora - um ponto satisfazia os intentos do conjunto da Amadora.

Carlos Barroso

Câmara escreve a Ministro da Saúde

A Câmara Municipal das Caldas da Rainha enviou ao Ministro da Saúde, Correia de Campos uma proposta de localização do futuro hospital para a zona Oeste, nos terrenos da zona dos Texugos.
Este envio de documentação foi sublinhado pelo vereador socialista, António Galamba que viu ser aprovado o Estudo de Redimensionamento da Rede Hospitalar Estremadura-Oeste, mas constatou que “nada tenha sido enviado para o Ministério da Saúde a corrigir a situação do terreno”.
Levantado o problema, Fernando Costa, depois de rever os cenários evolutivos relativamente à localização do eventual hospital oeste/norte e do estudo do professor Daniel Bessa, que dá como opção Alfeizerão, o autarca propôs com a aprovação da Câmara remeter ao ministro da saúde o conteúdo da deliberação, tomada pela Câmara em 25 de Junho de 2007, garantindo ainda ser a autarquia “proprietária plena de todos os terrenos situados entre a opção Texugos e a opção Tornada, tendo em vista a afectação à implantação do referido Hospital”.
Recorde-se que o executivo tomou conhecimento, informalmente, do conteúdo do estudo efectuado por Daniel Bessa que se pronuncia relativamente à localização do Hospital a construir no Norte da Região Oeste, considerando Alfeizerão como uma localização excelente em detrimento da sugestão da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, no local designado por “Texugos”.
A edilidade caldense considera que a opção por Alfeizerão “não se encontra devidamente fundamentada” e por isso, quer a opção “Texugos”, quer outras na periferia da cidade, são vantajosas em vários aspectos relativamente a Alfeizerão.
A argumentação caldense baseia-se nos cenários evolutivos traçados pelo estudo que “omitem o impacto demográfico dos investimentos turísticos previstos para a Região Oeste, em especial, os do território designado de Oeste Norte (Bombarral, Peniche, Óbidos, Caldas da Rainha, Rio Maior, Alcobaça e Nazaré)”, especificando mesmo que na Quinta do Bom Sucesso estão previstas 3.362 camas, na Pérola da Lagoa, 456 camas, na Quintas de Óbidos, 950 camas, no Royal Golf & SPA, 2.500 camas no Rainha Golf & SPA 4.642 camas e no empreendimento Falésia D’El Rey estão previstas 3.081 camas, nu total de 14.991 camas”.
A Câmara das Caldas, relembra ainda na sua sustentação que o Plano Estratégico Nacional do Turismo, aprovado pelo Governo, considerou a Região Oeste como um dos cinco territórios prioritários, com particulares potencialidades para “Golf Resorts” com hotéis de 4 e 5 estrelas e turismo residencial.
Por este motivo alega que “ninguém compreenderá, podendo ser lesivo da imagem e da estratégia de desenvolvimento, que a Região não disponha de equipamentos de saúde para corresponder às necessidades dos residentes e dos turistas”.
Como fundamento apresenta que Caldas é o município com “maior crescimento da população residente” em detrimento de Alcobaça.
“Entre 1981 e 2001 a população cresceu 19,08%. O concelho de Alcobaça tem 55.597 residentes e o concelho das Caldas da Rainha tem 52.270 residentes. É óbvia a tendência crescente da população residente no concelho das Caldas da Rainha, sem paralelo no concelho de Alcobaça”.
O executivo caldense apresenta ainda como fundamento os 58.075 inscritos no Centro de Saúde, os 5% de episódios de urgência nas Caldas de utentes vindos do concelho de Alcobaça, o atendimento de 6% de consultas externas de utentes residentes em Alcobaça e ainda que a solução de construção em Alfeizerão, resolvida a questão prévia da sustentabilidade financeira do projecto e a assegurada a prestação de cuidados de saúde a uma população crescente, “não é aceitável para o Município de Caldas da Rainha nem, seguramente, também para as populações dos concelhos vizinhos que são, também, servidos por esse Hospital (Óbidos, Bombarral e Peniche), situados a sul da cidade das Caldas da Rainha e que, a manter-se a localização em Alfeizerão, teriam de fazer mais cerca de 15 Kms em auto estrada”.
A defesa da solução de construção do novo hospital do Oeste Norte em Alfeizerão, Alcobaça, parece, segundo a Câmara das Caldas, “surgir como uma espécie de compensação pelo encerramento do Hospital Bernardino Lopes de Oliveira. A desactivação do Hospital de Caldas da Rainha produz um impacto negativo muito mais significativo na cidade das Caldas do que o encerramento do Hospital Bernardino Lopes de Oliveira em Alcobaça, desde logo porque estamos a falar de um universo de 774 colaboradores nas Caldas contra 225 em Alcobaça”, alegam.
Por estas razões a opção “Quinta dos Texugos” é, relativamente à opção de Alfeizerão, “mais central, mais próxima da maior concentração de empreendimentos turísticos, a mais próxima do eixo da A15 Óbidos/Santarém onde, nos Municípios de Rio Maior e Azambuja, a Norte do Aeroporto da Ota e do maior complexo de Golfe da Europa”.
A localização nas Caldas “tem melhor enquadramento urbano, melhores acessibilidades e transportes, melhor enquadramento em meios complementares de saúde, melhor ligação com o meio envolvente tendo em conta a vocação termal e a existência de um Pólo da Universidade Católica com cursos de biotecnologia”.
O facto de se situar numa zona de auto-estrada “livre de portagens”, considerando a necessária deslocação de um número significativo de funcionários “torna esta questão relevante, porque a localização em Alfeizerão obriga todos os utentes dos seis concelhos a pagar portagens, o que não acontece com a opção dos “Texugos””.
Por ultimo lembram que os terrenos na zona dos “Texugos” “são propriedade do Município e não oferecem qualquer dificuldade para esta localização, podendo até ser adquiridos novos terrenos contíguos, se for necessário”.
A Câmara Municipal das Caldas da Rainha, apresenta ainda como alternativa um outro terreno “junto do nó da auto-estrada A8, na saída para a Foz do Arelho e para o centro da cidade das Caldas (junto à “Fábrica do Sabão”), ainda mais central que o dos “Texugos””.

Carlos Barroso

Golfinho aparece em Peniche

Um Golfinho de raça Roaz-Corvineiro (Tursiops truncatus) foi encontrado a flutuar ao largo de Peniche, tendo o mesmo sido recolhido por uma embarcação de pesca, que o trouxe até ao cais de embarque da Policia Marítima de Peniche.
Segundo fonte da Reserva da Berlenga que tomou conta da ocorrência, a par da Policia Marítima e da Protecção Civil Municipal de Peniche o animal encontrava-se em estado avançado de decomposição, pelo que foi removido da água e transportado para aterro.
“Estava rijo não era muito fresco e por isso foi para aterro. Se tivesse sido uma morte recente e o seu estado fosse outro era levado para estudo”, contou fonte da Reserva da Berlenga.
O Golfinho Roaz-Corvineiro que foi encontrado “não apresentava vestígios de redes ou de outros ferimentos”, pelo que as causas da morte não foram apuradas.
A mesma fonte relatou ainda que o Tursiops Truncatus apresentava “vestígios de desidratação e de falta de alimento”.
Este Roaz-Corvineiro adulto, que foi encontrado no domingo, mas recolhido pelos serviços da autarquia que o levaram para aterro na segunda-feira, apresentava um comprimento na ordem dos dois metros e pesava cerca de 150 quilos.
Normalmente um golfinho destas características adulto tem um comprimento entre os dois a três metros e pode pesar até aos 400 quilos.
O golfinho-roaz ou roaz-corvineiro, é talvez a mais famosa e conhecida espécie destes mamíferos no mundo inteiro.
O Roaz-Corvineiro é também conhecido por Golfinho Nariz de Garrafa, e Portugal é um dos únicos locais do Mundo onde existem grupos de Tursiops truncatus a viver em estuários, na proximidade do Homem. O estuário do Sado (Setúbal) é disto um bom exemplo.
Estes mamíferos aquáticos alimentam-se essencialmente de peixe, mas também de lulas ou polvos e, por vezes, ainda de krill ou de outros crustáceos, ingerindo cerca de 10 a 15 Kg de alimento diário. O seu habitat podem ser tanto as águas costeiras como em oceânicas, podendo inclusive penetrar em baías, estuários, lagoas e canais, e ocasionalmente penetra em rios.

Carlos Barroso

Escola D. João II com graves problemas

Os muros e taludes de suporte e de sustentabilidade da Escola D. João II necessitam de “uma urgente intervenção”, segundo o resultado do LUNEC que fez deslocar ao estabelecimento técnicos, que por três vezes, concluíram que o muro da zona de cima da escola terá de ser feito de novo.
Também a Direcção de Serviços de Planeamento e Gestão de Rede (DSPGR) no seguimento das recomendações dos técnicos do LNEC, pediu à Câmara das Caldas para “impedir a circulação na zonas do passeio da Escola EB23” e ainda “proibir o estacionamento junto dos passeios”.
A autarquia caldense deliberou ainda que “até à época das chuvas, que seja aumentada a interdição do uso do passeio entre os dois locais já interditados e proibido o estacionamento a veículos pesados”, devendo os serviços “acompanharem a evolução da situação na próxima época das chuvas, caso não sejam entretanto efectuadas obras pela DREL”.
O presidente da Escola, Gil Pacheco afirmou que esta parte das obras da escola “tem um concurso diferente e considerado urgente”, separado do outro que irá requalificar o interior do estabelecimento. O docente espera que as duas obras avancem em simultâneo, devido “à urgência da sustentabilidade dos muros”, mas também porque “já foi interdito três metros de terreno em todo o comprimento do campo de jogos da escola”.
Devido a este problema será reconstruído um novo muro na zona de cima da escola enquanto que os muros da zona de baixo, terão uma intervenção de sustentabilidade das areias.
“Com as chuvadas o muro de cima torceu”, revelou o professor responsável pelo agrupamento, considerando que a situação “não é de perigo” apesar de considerar existir um deslizamento de terras.
O docente espera que até ao final deste ano civil a escola esteja toda em obras até para resolver os problemas detectados pela DECO no seu estudo.
Gil Pacheco considera que os dados apresentados pela Defesa do Consumidor serão todos resolvidos depois das obras na escola.
“São problemas já por nós conhecidos e que serão todos resolvidos depois das obras”, afirmou.
A associação portuguesa para a defesa dos consumidores detectou problemas de construção e conservação do edifício das Caldas, com a agravante de ter sido detectada a presença de placas de fibrocimento com amianto na Escola D. João II.
Gil Pacheco garantiu que durante a intervenção “todas as coberturas serão substituídas e esse problema será também resolvido”.
Quanto ao facto dos alunos passarem frio e respiram mal dentro das salas de aula, segundo o estudo da DECO, que detectou ainda temperaturas baixas e excesso de humidade no ar, Gil Pacheco garante que “as obras terão em atenção a ventilação”, mas também “o isolamento das salas de aula. Ficará uma escola completamente nova”, sublinhou.
Confrontamos alguns moradores em volta da Escola D. João II, que se mostraram desconhecedores que qualquer medida ou sinalização que os impede de estacionar as viaturas próximo do passeio. Fonte da PSP também se mostrou surpreendido com as nossas questões relacionadas com o condicionamento no estacionamento das viaturas ligeiras e pesadas naquela zona junto ao murro da escola.
A ser condicionado aquela zona, moradores e agentes da PSP que fazem patrulha junto a escola, reivindicam sinalização para evitar dessa forma algum acidente.
O JORNAL das CALDAS tentou por diversas vezes um contacto telefónico com a DREL e com o gabinete de segurança daquela instituição, mas tal revelou-se negativo, já que as extensões ou estavam ocupadas ou não eram atendidas.
A Escola EB 2, 3 D. João II tem vindo a perder alunos, não só devido à novidade do Colégio Rainha D. Leonor, mas também pela falta de obras que teimam em começar.
A escola por dos 1300 alunos que tinha anteriormente, justifica que cerca de 20 a 30 alunos terão mudado devido aos problemas da escola, mas também foram perdidos alunos devido à novidade do Colégio Rainha D. Leonor. Esta taxa de redução, apesar de ser baixa é recuperável depois da escola ser recuperada.
Actualmente a Escola apesar de ser velha e de ter todos os problemas agregados às obras de requalificação, tem uma taxa média de sucesso escolar situada nos 94,29%. Durante as provas de aferição do ano anterior, a Escola D. João II obteve o resultado de 94,36% na prova de Português do 4º ano e 88,15% na prova de Matemática. No 6º ano teve 91,35% em Português e 70,39% na prova de Matemática. Nos exames nacionais do 9º ano obteve 98,6% em Português e 59,6% no exame de Matemática. Quanto aos exames nacionais de Português no 1º ciclo resultou uma média de 96,61%, no 2º ciclo, uma média de 91,47% e no 3º ciclo, uma média de 94,78%.
Com estes resultados o presidente da Escola, Gil Pacheco, desabafa que “mesmo velha e a precisar de obras a escola obtêm óptimos resultados”.

Carlos Barroso

Traficante detida pela PSP e com TIR do Tribunal

A PSP de Peniche através de um mandato de busca domiciliária numa habitação no centro da cidade, deteve uma mulher e o seu filho, por serem suspeitos de tráfico de droga.
Na altura da detenção os agentes da polícia surpreenderam os suspeitos com 2.600 doses de heroína e 755 de cocaína em elevado estado de pureza.
Uma fonte policial revelou que foram também apreendidas 20 doses de haxixe e cerca de 3.600 euros em dinheiro, além de duas armas brancas, cinco telemóveis e diversos materiais em ouro.
A mulher, de 55 anos, e o filho, de 29, foram presentes a Tribunal na passada segunda-feira, desconhecendo-se a medida de coação.
A apreensão da droga e a detenção dos suspeitos resultou de uma investigação desenvolvida pela PSP de Peniche há mais de dois anos.

Presentes a Tribunal o juíz aplicou como medida de coação Termo de Identidade e Residência (TIR).

Carlos Barroso

Debate sobre mobilidade nas Caldas lança projectos e algumas soluções

“Melhores Ruas para as pessoas nas Caldas da Rainha” foi a ideia que a edilidade caldense quis fazer passar numa palestra realizada no Museu de ciclismo, na noite de sexta-feira, com pouco público e muitas organizações representativas da sociedade e empresas de transportes.
A principal ideia que saiu deste debate foi a do arquitecto Filipe Santos do Gabinete de Planeamento da Câmara das Caldas que apresentou algumas propostas de “reabilitação do espaço público”.
O arquitecto queixou-se que “o código da estrada não possui sinalética para algumas situações” que foram implementadas nas Caldas, como é o caso da Rua dos Heróis da Grande Guerra.
“É uma zona de teste ao peão e ao transporte público”, que será estendida “a outras artérias que testamos na Semana da Mobilidade e Dia Sem Carros”, revelou.
Filipe Santos quer encerrar a Rua Capitão Sousa e fazer escoar o trânsito pela Rua Leonel Sotto Mayor, onde se situa o Complexo Multiusos. A mudança de um para dois sentidos da Rua da Estação é outra ambição do planeador que quer ainda mudar algumas formas de circular na cidade, devolvendo “pela forma do projecto algumas Ruas às pessoas”.
Por outro lado o vereador do Planeamento, João Aboim destacou as ideias do arquitecto Filipe Santos a quando da criação do Toma.
O vereador fez uma retrospectiva daquilo que tem sido o projecto-piloto de transportes da cidade, já que a ideia “foi retirar o veículo do centro da cidade e ser usado o transporte público”.
Porém, o vereador não soube explicar à plateia se o número de carros tinha efectivamente baixado, porque as ruas foram encerradas e os carros deixaram de circular.
Ainda assim revelou que durante o primeiro mês o Toma transportou 17 mil passageiros, no segundo mês foram 18 mil utentes, no terceiro mês cerca de 15 mil e este mês, por causa das aulas, estima chegar aos 19 mil utilizadores.
“Foi uma grande surpresa”, afirmou, acrescentando que “o Toma é um ponto de encontro e uma praça em movimento”.
Das paragens mais utilizadas, destacou a Rua dos Heróis da Grande Guerra, a fonte Luminosa, Avenida e Arneiros como as “mais utilizadas”.
Para salientar esta afirmação, só a paragem na Rua dos Heróis da Grande Guerra recebeu cerca de 7761 passageiros. Os dias de maior fluxo são a segunda-feira com uma média de 874 utentes dia, a quarta-feira com 817 passageiros e a sexta-feira com 828 usuários.
Dos problemas detectados, salientou “a demora nos trocos porque, poucas pessoas compram o cartão e preferem pagar à viagem”. “São cerca de 60% dos utentes que fazem este tipo de pagamento”.
As zonas por onde passa o Toma também é um aspecto negativo e por isso, depois de ser construída a passagem no Largo da Vacum, João Aboim lançará mais uma linha em 2008 e ou estenderá o circuito ao Avenal e “à parte norte da cidade que agora ficou de fora do projecto”, reconheceu.
Outras das queixas passa pelo acesso ao autocarro, questão que o vereador não soube explicar, remetendo a solução para os operadores que também pouco tem feito para essa resolução, detectada logo no dia de inauguração do Toma, a 15 de Maio.
A falta de abrigos e bancos nas paragens foi outro dos aspectos negativos que os utentes lamentaram, e que a solução para este problema, foi justificada pela morosidade dos concursos públicos. Contudo assumiu que “antes do Inverno os abrigos serão colocados”.
Devido à procura de muitos alunos no Toma, os operadores já foram obrigados a colocar um autocarro de 55 lugares a funcionar, mas também devido a esta afluência os horários terão de ser revistos, tendo em conta que “o Toma passa em algumas escolas às 8h35, quando as aulas começam às 8h30”.
Como promoção do uso do Toma, João Aboim vai colocar junto dos comerciantes um cartão que será dado aos clientes do comércio tradicional que usem o transporte. Este cartão destinar-se-á também aos melhores alunos de várias escolas, aos utentes de parques de estacionamento periféricos que pagam o estacionamento e tem oferta deste cartão, e até como fomento turístico numa rota pelos museus e espaços públicos que forem visitados.
Questionado do porquê do não uso de veículos não amigos do ambiente, João Aboim não se quis comprometer e respondeu com uma pergunta, algo que não caiu bem a quem lhe pediu explicações, assim como aos presentes, já ficou visível a formatação que o vereador trazia para aquela acção.
A resposta a esta pergunta acabou por ser feita por Orlando Ferreira, administrador da Rodoviária, que referiu que só é possível utilizar biodiesel “quando a Galp deixar”. O administrador salientou que “é possível ter biodiesel mas o problema é da Galp que quer o mercado todo”, disse, acrescentando que “vamos fazer guerra ao biodiesel”.
Este futuro até pode estar próximo uma vez que “os autocarros em Óbidos vão utilizar” este tipo de combustível, levando Orlando Ferreira a afirmar que “se temos o apoio da Câmara de Óbidos de certeza que a das Caldas vai atrás”.
Quanto à utilização de viaturas eléctricas, sustentou serem “incompatíveis”, porque as baterias pesam mais de uma tonelada e tem de ser trocadas de cinco em cinco horas.
A contrapor esta ideia, esteve Robert Stussi, um especialista em transportes ecológico que disse que “os carros eléctricos e os transportes eléctricos se tiverem uma compensação das Câmaras são possíveis serem utilizados”, destacando que “os operadores é que não gostam muito de andar a trocar de viaturas”.
O especialista mostrou vários modelos de autocarros eléctricos, destacando um pequeno que tem uma plataforma que “ajuda as pessoas de dificuldade reduzida e pessoas com cadeiras de rodas a entrarem no veículo sozinhas”, já que mesmo também só tem cerca de 30 centímetros de altura do solo.

Carlos Barroso

Contrastes





Como está previsto a realização do Campeonato Mundial de Pentatlo Moderno há um sinal positivo na limpeza do espaço em volta ao Complexo Desportivo, em ritmo acelerado.
Ainda bem que há eventos como este para que a cidade esteja limpa. Pena é que não hajam mais eventos e em outros locais da cidade para que o empenho e dedicação na limpeza e na apresentação de uma cidade arrumada não seja igual.
Como exemplo dados o estado dos ecopontos e dos passeios do Bairro Lisbonese onde o cartão se amontoa e as ervas crescem no meio da calçada.
Talvez os reclusos que colaboram na limpeza dos passeios em volta do Complexo Desportivo e aqueles que tentam remediar a relva queimada das Piscinas Municipais, pudessem passar por aquele Bairro e outros locais da cidade que também precisam de dedicação e dar uma outra imagem não só durante os eventos, mas todos os dias.
Quanto ao piso daquela zona estar todo lisinho e limpo, ou seja de cara lavada, tudo se deve há construção do edifício junto ao Hotel Lisbonense, porque as areias que estão a sair dali foram depositadas naqueles terrenos, estendendo-se também a deposição nas traseiras do cemitério.


Carlos Barroso

Brasileiro põe Caldas em estado de sítio

Dois polícias à civil e dois civis puseram cobro a uma ameaça que teve lugar no passado dia 18, pelas 18h20 em plena esplanada da Venézia na Rua Almirante Cândido dos Reis.
Segundo o comunicado da PSP, um brasileiro de 32 anos tentava chegar perto de um outro de 39 anos idade de nacionalidade ucraniana, com uma faca de cozinha, ameaçando-o de morte.
Dado o aparato que aquela situação provocou um elemento policial ao aperceber-se da tentativa de agressão física à vitima através de arma branca com 13,5 cm de lâmina, de imediato identificou-se porque estava “à civil” e ordenou-lhe que atira-se a faca para o chão. Esta ordem não foi acatada de imediato, pelo que o agente teve necessidade de usar a sua arma e disparar um tiro para o ar. Depois do disparo o brasileiro desfez-se da faca enquanto que o ucraniano fugiu com um golpe na mão.
O sul-americano forte fisicamente e de grande postura fez com que os agentes auxiliados por dois civis empregassem os meios e técnicas policiais adequadas de necessários de modo a controlar o agressor.
A vítima sofreu cortes no braço esquerdo e nas mãos, não graves, recusando-se por isso a ir receber assistência médica. Ao agressor foi detido pela PSP, que também lhe apreendeu a arma branca.
No dia seguinte o mesmo compareceu em Tribunal, que lhe deu trinta dias para apresentar a sua defesa.
Segundo fonte da PSP o brasileiro tem antecedentes criminais e tem Termo de Identidade e Residência na sequência desses crimes.
Este brasileiro é ainda, segundo a PSP o autor de uma agressão a um elemento desta força de segurança e que na qual partiu a perna a um agente que se encontra ainda de baixa médica.
No dia 21 de Setembro, pelas 2h26, a PSP de Caldas da Rainha deteve numa das artérias um indivíduo do sexo masculino, de 34 anos de idade, por ter procedido ao exercício da condução de um veículo ligeiro de passageiros, com uma taxa de álcool no sangue de 1,28 gr/l.
Também no dia 18 de Setembro, pelas 23h10, a PSP deteve homem de 32 anos de idade, porque conduzia de um veículo ligeiro de mercadorias, com uma taxa de álcool no sangue de 2,36 gr/l.
Um dia antes, pelas 22h18, um cidadão do sexo masculino, de 34 anos de idade, apresentou queixa na PSP de Caldas da Rainha, porque entre as 15h00 do dia 9 de Agosto e as 15h00 do dia 1 de Setembro, desconhecidos, lhe terem furtado um veículo ligeiro de passageiros, que se encontrava estacionado numa artéria daquela cidade. O valor do furto ascende a 2.500 euros.
No dia 16 de Setembro, cerca das 21h45, os agentes da PSP detiveram um indivíduo do sexo masculino, de 65 anos de idade, por conduzir um veículo ligeiro de passageiros, com uma taxa de álcool no sangue de 2,04 gr/l.
Outro condutor de 54 anos, foi preso no dia 12 de Setembro quando segui ao volante de um veículo ligeiro de passageiros, com uma taxa de álcool no sangue de 1,42 gr/l.

Carlos Barroso

Presidente da Câmara acha que há descriminação na comunicação social

Durante este período de apresentação e justificação do trabalho camarário, Fernando Costa pediu apoio aos deputados, para aquilo que considera ser descriminação na comunicação social, quando são divulgados os números de espectadores presentes nas actividades organizadas pela edilidade.
“Os outros concelhos tem sempre mais destaque e mais pessoas a assistir do que nos eventos das Caldas”, queixou-se, esquecendo-se de referir que esses números são lançados pelas organizações e não pelos jornais. O autarca esqueceu-se ainda de referir que nas organizações da autarquia caldense raramente são divulgados os números de lugares e de espectadores presentes durante as suas realizações.
O presidente da Câmara Fernando Costa realçou contudo durante o período de actividade da Câmara nos últimos meses que foi aberto um concurso para a nova Escola de Turismo, com a remodelação da UAL.
“Vai ser uma escola maior do que inicialmente estava pensado, porque além de restaurante e outras valências, vai ter revestimentos térmicos em todo o edifício” justificando assim o milhão de euros de verba para aquele espaço.
Para esta obra, Fernando Costa espera “obter financiamento no próximo Quadro Comunitário de Apoio”, porque o dinheiro despendido “é como fazer um edifício de novo. A escola vem para ficar e para progredir”, garantiu.
Gastar um milhão de euros na remodelação das instalações da UAL “é demais” afirmou Mário Pacheco, deputado do PS que por aquele valor “deveria de ser feito um edifício novo”.
Dos outros projectos apresentados pelo presidente da Câmara, destaque para a abertura de concurso para a construção de um parque de estacionamento da Avenida da Independência Nacional, alertando por isso os deputados para em breve terem de ser chamados a pronunciarem-se sobre o processo.
“Está programado um parque na Avenida com três pisos subterrâneo com capacidade para 340 lugares”, salientou.
Este projecto foi aplaudido pelos socialistas que reclamam que “foi sempre lutado por nós” e “é o local que defendemos”. Quanto à construção de outros parques periféricos, o socialista aconselhou o executivo “a apresentar a ideia” para que a mesma possa ser discutida.
Mudando de tema, Fernando Costa queixou-se da burocracia por ser “mais complex do que simplex”, falando do projecto de recuperação do Centro Histórico das Caldas que continua na CCDR-LVT sem qualquer tipo de resposta.
António Cipriano, deputado do PSD perguntou “para quando a entrada em funcionamento do gabinete do empresário”, aproveitando o tema já que a rubrica continua aberta, “agora a para aquisição de mobiliário”. Sobre este gabinete do empresário, Mário Pacheco do PS, mostrou “dúvidas sobre a sua funcionalidade”, reclamando antes “um gabinete estratégico da cidade” onde se incluíam empresário, industriais e outros sectores de modo a pensar-se a cidade.
Mário Pacheco lembrou mesmo que “estamos a rever o PDM e não temos directivas comerciais para essa revisão”, reclamando ainda pelas respostas a um requerimento apresentado há dois anos sobre o Plano Anel Oeste e que ainda não obteve qualquer resposta.
Mário Pacheco pediu ainda esclarecimentos sobre a conclusão dos campos de ténis, ao mesmo tempo que questionou o executivo por obras na Praça do Peixe.
“Se vai a fiscalização ali encerra o espaço” alertou, pedindo igualmente uma intervenção na Praça da Fruta.
“É só buracos, falta iluminação, os bancos estão num estado de degradação imenso”, frisando que “não há o mínimo cuidado naquele espaço”.
Na resposta Fernando Costa assumiu que “não há lugar a parque de estacionamento na Praça da Fruta”, alegando ainda que “é inexequível um túnel para o trânsito” naquela zona.
Porém disse que está previsto para o estacionamento ao topo da Praça da Fruta, cujo terreno é propriedade da Caixa Geral de Depósitos e nas antigas instalações da PSP e GNR e ainda nos edifícios do Ministério da Saúde. Naquela área o autarca quer um parque de estacionamento para “50 lugares exclusivo para vendedores”.
A futura Praça do Peixe, segundo o presidente da Câmara, “deverá mudar-se ainda para aquele espaço no subterrâneo” a construir.
O edil garantiu ainda que a prioridade do gabinete de Planeamento “é o parque de estacionamento das Avenidas, mas depois será a Praça da Fruta”, que terá obras por fases de modo a que o mercado funcione.
O autarca quer que esse projecto contemple “alargamento de passeios, esplanadas e trânsito em faixas de rodagens mais reduzidas”, numa obra a lançar em 2008.
O socialista Mário Pacheco pediu também explicações sobre as obras na ETAR, assim como deu a ideia para que a próxima Expotur funcione com esplanadas no actual parque de estacionamento.
“As associações fazem um bom trabalho e cada vez mais são as pessoas que ali se deslocam e o pavilhão não tem capacidade de ventilação. É um calor tremendo, por isso era bom, pensarem em montarem esplanadas no parque de estacionamento” sugeriu.
Ricardo Raminhos, jovem deputado do PS perguntou ao presidente da Câmara se “está à espera que venha o Inverno para encher a piscina em Salir do Porto”, sustentando que “a obra nunca mais está concluída”.
O presidente da Câmara em resposta disse que “em Outubro será entregue a obra”.
Por último o deputado da CDU, António Barros, perguntou ao líder do executivo camarário para quando a continuação da 1ª Circular com ligação à A8 e A15, relembrando que “havia uma verba para 100 mil e 500 mil euros para aplicar, respectivamente em 2004 e 2005 para esta obra, mas agora desapareceram as verbas e os projectos da Câmara”.
Sobre este assunto, Fernando Costa disse que “o projecto é para continuar”, apesar de “não ser uma prioridade até porque o trânsito funciona muito bem”, afirmou.

Carlos Barroso

Vereador espera que a Associação Comercial seja critica

O vereador do comércio, novas tecnologias e juventude, Hugo Oliveira espera que a nova direcção da ACCCRO seja “um parceiro forte, dinâmico e capaz de criar as melhores condições para a capital do comércio tradicional”.
Actualmente o tutelar da pasta do comércio, tem no âmbito das parcerias entre a autarquia e a ACCCRO “projectos que transitam de contactos efectuados com a antiga direcção nomeadamente a implementação do Plano Municipal de Apoio ao Comércio Tradicional, a criação de guardas-nocturnos e animação de Natal”.
Contudo, Hugo Oliveira lembra que estão na posse na nova direcção da ACCCRO “pedidos para grandes superfícies que são conhecidos da opinião pública e que a seu tempo serão analisados e decididos”, frisando que a Assembleia Municipal “tem vindo de forma ponderada a tomar decisões sobre matérias relativas a grandes superfícies”.
O vereador que já teve uma reunião com a nova direcção destaca a “excelência em matéria de desenvolvimento do comércio no concelho das Caldas da Rainha”, por parte da ACCCRO.
Levado a comentar o facto do actual presidente dos comerciantes e alguns membros da direcção serem militantes ou simpatizantes do PSD, Hugo Oliveira responde que a ACCCRO “é uma instituição supra partidária. O facto de existirem dirigentes que são militantes deste ou daquele partido nunca condicionou, julgo eu, qualquer tipo de acção da mesma. Os objectivos são claros”, escreve.
Hugo Oliveira destaca ainda que o mesmo sucede “enquanto vereador da Câmara Municipal e acima de qualquer outra coisa, pretendo trabalhar, como sempre, para o que é melhor para o concelho e para o desenvolvimento do comércio. Estou certo que este sentimento é mútuo”, conclui.

Carlos Barroso