sexta-feira, março 07, 2008

Dor no adeus à pequena Lara

Choros, gritos, abraços de conforto por parte de familiares, amigos e colegas de trabalho, foram que mais se viu nas cerimónias fúnebres da pequena Lara Alfaiate, não deixando ninguém indiferente.
A urna branca de Lara Alfaiate foi levada em mãos por elementos do corpo combatente dos bombeiros voluntários de Peniche, durante o cortejo fúnebre que saiu da Igreja Nossa Senhora da Conceição até ao cemitério de Peniche, na manhã de sábado, depois da missa de corpo presente.
O pai, da bebé Ricardo Alfaiate, emocionado e sem apoio psicológico, pediu perdão à filha.
“Eu fiz tudo para te salvar. Eu ainda te salvei uma vez, mas ninguém me ajudou e eu não consegui na segunda vez. Tu sabes disso filha, não sabes, o pai fez tudo para te salvar”, disse emocionado no adeus à sua filha, Ricardo Alfaiate.
A mãe, mais apoiada pelos familiares e pelas colegas de trabalho, chorou muito e falou com a filha durante o adeus em palavras menos perceptíveis.
Sem apoio psicológico, à excepção da enfermeira e da técnica de apoio social da autarquia de Peniche, a família Alfaiate, que tem cinco crianças menores e que partilham uma casa com outra família, ainda não recebeu qualquer tipo de apoio psicológico do organismo do Estado. Desta forma é visível a acentuada dor de revolta, principalmente no pai que se apoia nos ombros dos colegas bombeiros e o seu comandante.

Carlos Barroso

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