Choros, gritos, abraços de conforto por parte de familiares, amigos e colegas de trabalho, foram que mais se viu nas cerimónias fúnebres da pequena Lara Alfaiate, não deixando ninguém indiferente.A urna branca de Lara Alfaiate foi levada em mãos por elementos do corpo combatente dos bombeiros voluntários de Peniche, durante o cortejo fúnebre que saiu da Igreja Nossa Senhora da Conceição até ao cemitério de Peniche, na manhã de sábado, depois da missa de corpo presente.
O pai, da bebé Ricardo Alfaiate, emocionado e sem apoio psicológico, pediu perdão à filha.
“Eu fiz tudo para te salvar. Eu ainda te salvei uma vez, mas ninguém me ajudou e eu não consegui na segunda vez. Tu sabes disso filha, não sabes, o pai fez tudo para te salvar”, disse emocionado no adeus à sua filha, Ricardo Alfaiate.
A mãe, mais apoiada pelos familiares e pelas colegas de trabalho, chorou muito e falou com a filha durante o adeus em palavras menos perceptíveis.
Sem apoio psicológico, à excepção da enfermeira e da técnica de apoio social da autarquia de Peniche, a família Alfaiate, que tem cinco crianças menores e que partilham uma casa com outra família, ainda não recebeu qualquer tipo de apoio psicológico do organismo do Estado. Desta forma é visível a acentuada dor de revolta, principalmente no pai que se apoia nos ombros dos colegas bombeiros e o seu comandante.
Carlos Barroso
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