Uma barreira foi hoje, dia11 de Junho, colocada no areal a cem metros da falésia sobranceira à praia da Nazaré, para evitar a passagem de veraneantes para uma zona onde o Instituto da Água (INAG) teme a queda de pedras.
A barreira foi instalada por funcionários da Câmara Municipal, entidade que discorda da ordem do INAG.
«Discordamos da dimensão da faixa de protecção, porque achamos que é exagerada, mas estamos a cumprir», afirmou à Agência Lusa Jorge Barroso, presidente da autarquia.
De acordo com o autarca, «não há qualquer tipo de memória de que uma pedra tenha rolado cem metros» na areia junto à falésia, pelo que a faixa de protecção imposta «parece ser exagerada».
Normalmente, as pedras caem sobre a base da falésia - que não é totalmente perpendicular ao solo - e em «casos muito excepcionais» rolam até ao início do areal, explicou o autarca.
No entanto, o INAG ordenou que fosse definida uma barreira de delimitação a cem metros da falésia e, caso a autarquia não acatasse a ordem, a Bandeira Azul não poderia ser hasteada, apesar da praia cumprir todos os outros critérios de qualidade ambiental exigidos.
Trata-se da «zona mais nobre da praia» e esta barreira de protecção vem reduzir a sua utilização pelos banhistas, criticou Jorge Barroso, embora salientando que a autarquia irá cumprir as indicações apesar de discordar da medida.
Segundo o presidente da Câmara, ainda durante esta época balnear deverão ser divulgadas as conclusões de um estudo do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) sobre as «condições de queda de rochas na falésia da Nazaré».
Nos próximos dias, uma equipa de técnicos do LNEC irá à Nazaré realizar ensaios de quedas de rocha e as conclusões deverão ser depois remetidas às autoridades, acrescentou Jorge Barroso.
A falésia tem sido objecto de vários estudos, já que a erosão do mar tem danificado a estrutura do promontório onde assenta o sítio da Nazaré e o seu Santuário mariano.
Em 2005, a Câmara proibiu o acesso pedonal entre a ladeira do Sítio da Nazaré e o areal devido à instabilidade da arriba e à erosão causada pelos passeios a pé pela encosta.
Nos últimos anos, algumas estruturas têm ruído, o que levou a autarquia a reclamar obras de consolidação da falésia por parte do INAG, mas essas reivindicações ainda não foram atendidas.
No topo da falésia junto ao mar, a autarquia já colocou pequenos muros de betão para impedir o acesso das pessoas à zona em maior risco.
Para aquela zona da falésia, a autarquia já pediu um projecto de recuperação do promontório, em particular da estrada junto ao Forte de S. Miguel, que tem sido particularmente atingida pela erosão marítima.
Além da reparação da estrada, a autarquia reclama um passeio pedonal paralelo e a instalação de um sistema de drenagem de águas pluviais. Nas arribas, o INAG está a estudar a colocação de reforços.
A barreira foi instalada por funcionários da Câmara Municipal, entidade que discorda da ordem do INAG.
«Discordamos da dimensão da faixa de protecção, porque achamos que é exagerada, mas estamos a cumprir», afirmou à Agência Lusa Jorge Barroso, presidente da autarquia.
De acordo com o autarca, «não há qualquer tipo de memória de que uma pedra tenha rolado cem metros» na areia junto à falésia, pelo que a faixa de protecção imposta «parece ser exagerada».
Normalmente, as pedras caem sobre a base da falésia - que não é totalmente perpendicular ao solo - e em «casos muito excepcionais» rolam até ao início do areal, explicou o autarca.
No entanto, o INAG ordenou que fosse definida uma barreira de delimitação a cem metros da falésia e, caso a autarquia não acatasse a ordem, a Bandeira Azul não poderia ser hasteada, apesar da praia cumprir todos os outros critérios de qualidade ambiental exigidos.
Trata-se da «zona mais nobre da praia» e esta barreira de protecção vem reduzir a sua utilização pelos banhistas, criticou Jorge Barroso, embora salientando que a autarquia irá cumprir as indicações apesar de discordar da medida.
Segundo o presidente da Câmara, ainda durante esta época balnear deverão ser divulgadas as conclusões de um estudo do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) sobre as «condições de queda de rochas na falésia da Nazaré».
Nos próximos dias, uma equipa de técnicos do LNEC irá à Nazaré realizar ensaios de quedas de rocha e as conclusões deverão ser depois remetidas às autoridades, acrescentou Jorge Barroso.
A falésia tem sido objecto de vários estudos, já que a erosão do mar tem danificado a estrutura do promontório onde assenta o sítio da Nazaré e o seu Santuário mariano.
Em 2005, a Câmara proibiu o acesso pedonal entre a ladeira do Sítio da Nazaré e o areal devido à instabilidade da arriba e à erosão causada pelos passeios a pé pela encosta.
Nos últimos anos, algumas estruturas têm ruído, o que levou a autarquia a reclamar obras de consolidação da falésia por parte do INAG, mas essas reivindicações ainda não foram atendidas.
No topo da falésia junto ao mar, a autarquia já colocou pequenos muros de betão para impedir o acesso das pessoas à zona em maior risco.
Para aquela zona da falésia, a autarquia já pediu um projecto de recuperação do promontório, em particular da estrada junto ao Forte de S. Miguel, que tem sido particularmente atingida pela erosão marítima.
Além da reparação da estrada, a autarquia reclama um passeio pedonal paralelo e a instalação de um sistema de drenagem de águas pluviais. Nas arribas, o INAG está a estudar a colocação de reforços.
Diário Digital / Lusa
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