As cerca de três mil pessoas que encheram o Pavilhão Rainha D. Leonor tornaram-no pequeno demais para receber o desfile das marchas de Alfama, Monte Olivetti, A-dos-Francos e de Olho Marinho.Este ano, devido à chuva, relegado ao pavilhão Rainha D. Leonor, em vez do já tradicional desfile na Praça da Universidade, o desfile das Marchas foi crescendo ao mesmo tempo que iam entrando e exibindo-se para um público muito atento e interventivo.A marcha de Monte Olivetti apresentou-se de preto e branco com uma parte do traje dourada, culminando a sua actuação, muito bem conseguida, com um pequeno fogo pirotécnico.Quem também apresentou um trabalho acentuado na marcha foram os vindos de A-dos-Francos, que prometem ser a grande revelação, não só pelo que apresentaram, mas também pela dimensão do seu quadro.A Marcha do Olho Marinho apresentou-se de uma forma simples, continuando a manter a tradição cultural dos santos populares naquela freguesia de Óbidos. O grande momento da noite, já início de madrugada, levou o público a uma apoteose em grupo com o desfile da Marcha de Alfama. Estes campeões das Marchas de Lisboa apresentaram-se a cantar em grupo, com sorrisos rasgados, um marchar real e tradicional das marchas, o que os levou ao êxito em apenas 15 minutos em palco.Todo o pavilhão aplaudiu de pé por mais do que uma vez os marchantes de Alfama, que conseguiram fazer passar para a plateia o brilho, gosto e mística da sua Marcha com um simples sorriso e cantarolar em grupo.Quanto à festa que antecedeu este desfile de encerramento, só a chuva estragou as comemorações.Para Augusto Santos, presidente da Associação de Santo Onofre, “o pior das festas foi mesmo a chuva”, contudo, espera que a intempérie que acompanhou sempre este evento não dê muito prejuízo à associação, que realiza a iniciativa para regularizar as suas contas. Outro dos assuntos que preocupou Augusto Santos foi o facto da colectividade não ter conseguido apresentar uma marcha infantil. “Não nos foi possível ter, porque não conseguimos arranjar miúdos”, lamentou, acrescentando que “mesmo assim o público aderiu em massa a esta festa”.Para a vereadora da cultura, Maria da Conceição, este evento “só existe porque há gente que se dedica de corpo e alma a este trabalho e de uma forma voluntária ensaiam as marchas durante meses, pedindo apenas aplausos do público”.A autarca congratulou-se com a presença da Marcha de Alfama nas Caldas, pela segunda vez, tendo todas as marchas recebido lembranças.Carlos Barroso
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