terça-feira, junho 19, 2007

Deixou de ser gratuito mas o “Toma” continua a ser utilizado

Todos os utilizadores do Toma estão satisfeitos com o transporte público, contudo, existem algumas criticas quanto aos percursos, horários e dias de funcionamento por parte dos utentes.Também os motoristas do Toma têm reclamações, mas estas incidem sobre a paragem de viaturas nas paragens destinadas ao transporte urbano nas Caldas da Rainha.Os locais mais críticos são junto à Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro, não só pela rua ter viaturas estacionadas de um lado e do outro que já condicionam a circulação, mas também por estarem sempre viaturas estacionadas na zona de paragem. Também a Avenida 1º d Maio é um outro caso de difícil paragem e ainda junto à Rodoviária Nacional.As zonas onde há mais entrada e saída de passageiros são na Rua dos Heróis da Grande Guerra, Fonte Luminosa e Bairro das Morenas.Quanto a paragens que os utentes gostariam de ver implementadas encontram-se Avenal, Lagoa Parceira, Campo e Tornada.Quem não gosta muito do Toma são os taxistas, que viram alguns dos habituais clientes a optarem por este transporte, por ser mais barato.Maria Gertrudes, de 80 anos, afirma que “o Toma é a melhor coisa que apareceu nas Caldas. Eu dantes pagava quatro euros por cada viagem de táxi e agora pago cinco euros, que me dão para doze viagens”.A moradora no Bairro da Ponte é de opinião que o transporte deveria ir a mais locais da cidade, fazendo notar que “não tem paragem no Hospital Termal”, local onde costuma ir para fazer tratamentos.Fernando Rocha, um dos defensores acérrimos dos transportes públicos nas intervenções que costuma fazer na Assembleia Municipal, considera que “há zonas da cidade que não estão cobertas e por isso deveria-se repensar os percursos e arranjar três linhas para toda a cidade, com especial incidência na zona alta”.Fernando Rocha afirmou que andou de “Toma grátis e agora ando no Toma a pagar porque comprei um passe de 12 viagens e acho o preço perfeitamente acessível para qualquer pessoa”.Sara Silva, de 15 anos, manifestou que “faltam paragens no Avenal e na Lagoa Parceira”, revelando que “andam a fazer um abaixo-assinado para haver Toma no Avenal”, com paragem junto aos Museus.A jovem estudante considera “os preços baratos”, ao comparar com um transporte para a Foz do Arelho, já que paga quase dois euros para ir à praia.A estudante é utilizadora assídua do Toma, mas quando estiver de férias reconhece que não vai andar tantas vezes no transporte público da cidade, sugerindo, contudo, que horários “sejam alargados”, assim como no fim de semana, “onde devia existir transporte ao sábado todo o dia e ao domingo”.Isabel Santos, 59 anos, é utilizadora frequente e vê o transporte com bons olhos, mas reclama o facto do “degrau ser alto demais”. Isabel Santos pede à Câmara para “repensar o trajecto, já que há muitas pessoas de mais longe do centro que também gostariam de utilizar o Toma”, dando o exemplo da zona da Feira da segunda-feira e do Avenal.Américo Mendes, com 58 anos, acha o transporte bastante útil, porque “veio beneficiar as pessoas que vivem no exterior e no centro da cidade”, fazendo notar que cinquenta cêntimos por viagem, “é um café”.Segundo Fernando Costa, presidente da Câmara das Caldas, cada viatura Toma custa aos cofres municipais cerca de cem mil euros/ano. Contudo, não revelou se a venda de publicidade nas viaturas fará reduzir o investimento da autarquia.

Carlos Barroso

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