No dia em que se esperava que o Ministro das Obras Públicas anunciasse o concurso público para a construção do novo aeroporto internacional de Lisboa, Mário Lino surpreendeu a Assembleia da República com uma novidade: a decisão de avançar para a Ota foi suspensa por seis meses. Durante este tempo uma comissão técnica coordenada pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil irá proceder à avaliação comparativa de duas localizações: Ota e Alcochete. Ao cabo de quase 40 anos de discussão em torno da construção de um novo aeroporto internacional em Lisboa, a decisão promete ainda arrastar-se.
O anúncio foi feito na sequência de um estudo levado a cabo por vários professores do Instituto Superior Técnico e «encomendado» pela Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) que foi entregue ao Governo neste fim de semana. O documento recomenda o estudo do Campo de Tiro de Alcochete como alternativa à Ota. Esta última opção ganhou forma em 1997, quando o Governo deu sinal verde para a a construção da infra-estrutura na freguesa de Alenquer. Até então tinham sido analisados 15 possíveis locais, entre os quais alguns na margem sul do Tejo. Rio Frio foi a última possibilidade, a sul, a ser considerada. Mas a Ota acabaria por ganhar o duelo alegadamente devido aos menores impactes ambientais.
No entanto, muitas têm sido as críticas que esta opção tem levantado nos últimos tempos. Paulino Pereira, engenheiro especialista em urbanismo e transportes, exemplifica as dificuladades desta opção: «Tendo em conta a geografia do local será necessário fazer grandes terraplanagens: pelo menos 4 km, só para uma pista. Vales terão de ser cheios e montanhas terão de ser arrasadas. Em termos de engenharia a Ota é uma má opção, mas é possível fazê-lo». José Lopes, engenheiro de aeroportos, afina pelo mesmo diapasão: «A Ota obriga a grandes obras de hidráulica, que são muito morosas. Serão necessários pelo menos dois anos só para estes trabalhos». Sobre os factores ambientais que terão impedido o Governo de optar pela margem sul, o especialista lembrou que, por exemplo, o aeroporto de Madrid também está localizado sobre um grande aquífero, por isso, «têm de ser feitos mais estudos para que as duas opções possam ser devidamente comparados».
Até agora foi elaborado o Estudo de Impacte Ambiental (EIA) das possíveis localizações, Ota e Rio Frio. Em curso está o EIA do projecto de construção de um aeroporto internacional na Ota, pelo que ainda não são conhecidas as implicações do projecto no ambiente. No entanto, a introdução de novas hipóteses de localização veio dar um passo atrás no andamento do processo. Construir rápido e a custos baixos é a agora a premissa, pois dentro de 10 anos o aeroporto da Portela estará completamente saturado indicam os estudos. No emiciclo Mário Lino lembrava: «Este adiamento já está a ter custos para o País, num processo em que já estamos atrasados». Isto quando se trata «do projecto que do plano técnico é o mais estudado do País».
O anúncio foi feito na sequência de um estudo levado a cabo por vários professores do Instituto Superior Técnico e «encomendado» pela Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) que foi entregue ao Governo neste fim de semana. O documento recomenda o estudo do Campo de Tiro de Alcochete como alternativa à Ota. Esta última opção ganhou forma em 1997, quando o Governo deu sinal verde para a a construção da infra-estrutura na freguesa de Alenquer. Até então tinham sido analisados 15 possíveis locais, entre os quais alguns na margem sul do Tejo. Rio Frio foi a última possibilidade, a sul, a ser considerada. Mas a Ota acabaria por ganhar o duelo alegadamente devido aos menores impactes ambientais.
No entanto, muitas têm sido as críticas que esta opção tem levantado nos últimos tempos. Paulino Pereira, engenheiro especialista em urbanismo e transportes, exemplifica as dificuladades desta opção: «Tendo em conta a geografia do local será necessário fazer grandes terraplanagens: pelo menos 4 km, só para uma pista. Vales terão de ser cheios e montanhas terão de ser arrasadas. Em termos de engenharia a Ota é uma má opção, mas é possível fazê-lo». José Lopes, engenheiro de aeroportos, afina pelo mesmo diapasão: «A Ota obriga a grandes obras de hidráulica, que são muito morosas. Serão necessários pelo menos dois anos só para estes trabalhos». Sobre os factores ambientais que terão impedido o Governo de optar pela margem sul, o especialista lembrou que, por exemplo, o aeroporto de Madrid também está localizado sobre um grande aquífero, por isso, «têm de ser feitos mais estudos para que as duas opções possam ser devidamente comparados».
Até agora foi elaborado o Estudo de Impacte Ambiental (EIA) das possíveis localizações, Ota e Rio Frio. Em curso está o EIA do projecto de construção de um aeroporto internacional na Ota, pelo que ainda não são conhecidas as implicações do projecto no ambiente. No entanto, a introdução de novas hipóteses de localização veio dar um passo atrás no andamento do processo. Construir rápido e a custos baixos é a agora a premissa, pois dentro de 10 anos o aeroporto da Portela estará completamente saturado indicam os estudos. No emiciclo Mário Lino lembrava: «Este adiamento já está a ter custos para o País, num processo em que já estamos atrasados». Isto quando se trata «do projecto que do plano técnico é o mais estudado do País».
Fonte: Ambienteonline
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