terça-feira, junho 19, 2007

Junta de Freguesia Foz do Arelho garante funcionamento de quiosques de venda de marisco

Os nove quiosques destinados à venda de marisco na Foz do Arelho vão estar finalmente a funcionar em pleno até ao final deste mês de Junho, depois do presidente da Junta de Freguesia local, Fernando Horta, ter intercedido junto do Pólo do Ambiente para ser a autarquia a substituir o Estado na conclusão das obras.Com esta opção a Junta de Freguesia vai gastar uma verba ainda não orçamentada, contudo, Fernando Horta, afirma que “o mais importante será a garantia do funcionamento das infra estruturas com a venda tradicional a funcionar com todas as condições de higiene e de qualidade, porque é a imagem da Foz do Arelho com os seus mariscos que está em causa”.O autarca manifesta que o funcionamento dos quiosques é uma mais valia para a Foz do Arelho e para a Lagoa de Óbidos que agora subiu de qualidade C para B, ou seja “o marisco é de melhor qualidade e pode ser comercializado de forma directa e sem intermediários”.Para que tudo isso seja funcional e garantido Fernando Horta lembra que os mariscadores “têm de assumir e garantir qualidade e higiene nos produtos, porque as entidades públicas estão dispostas em colaborar com eles”.A intervenção da Junta de Freguesia da Foz do Arelho vem colocar um ponto final num processo com cinco anos, altura em que ficaram concluídos os quiosques, mas que nunca foram entregues por falta de verba por parte do Ministério do Ambiente, que teria de colocar as infra-estruturas básicas para os postos de venda funcionarem.O investimento imediato dos mariscadores é de 180 euros para terem garantido água, esgotos e luz em cada um dos nove postos de venda, sendo que no equipamento o investimento rondará os quinhentos euros por cada um, consoante o tipo e qualidade dos materiais a colocar.Quem se mostra satisfeita com este andamento é Maria Serrenho, mulher de um mariscador, que lembra que “há mais de quatro anos que estes quiosques estão concluídos”, frisando no entanto que agora terá de gastar mais dinheiro porque os equipamentos previam “um revestimento em contraplacado marítimo e agora vamos gastar dinheiro em revestimento porque esse já não se enquadra dentro das normas de higiene. Tem de ser revestido e selado com outros materiais laváveis”, justifica.Actualmente os mariscadores possuem apenas as paredes, mas é exigido pelas autoridades sanitárias um lavatório, água, luz, frio, coisas que terão de pagar.No final das obras o aspecto será totalmente diferente já que o cliente terá o marisco exposto em vitrinas fechadas e com frio, garantido assim a qualidade de higiene.Recorde-se que desde Setembro do ano passado que os mariscadores não vendem os seus produtos, por força de uma fiscalização da ASAE e também por terem estado com a classificação da Lagoa numa quota abaixo do normal, por força da poluição das águas.Zilda Caetano recorda estes tempos com mágoa, já que viu as suas vendas “quebrarem mais de 90%”, estando esperançada que as obras finalmente autorizadas possam dar novo ânimo a quem vive da Lagoa.Obras na zona envolvente
Com estas obras a Junta da Foz do Arelho garante também o embelezamento do espaço, tendo ainda a garantia do Ministério do Ambiente que o piso nas Mini Docas será mudado no final deste Verão, já que o actual, também novo, possui defeitos de fabrico na dilatação.“A substituição do piso será custeada pelo fornecedor do piso e só deverá acontecer no final deste Verão, porque os comerciantes e a Junta não querem obras naquele local nesta altura em que começam a chegar os primeiros turistas”, referiu o presidente da Junta.Para além dos mariscadores, também os vendedores de frutos secos terão de investir em chapéus-de-sol uniformes, apesar de já terem pago a construção de uma bancada pouco funcional, segundo as queixas de alguns.Para Fernando Horta, as condições destes vendedores “são bem diferentes e por isso caberá a cada um deles falar com o Ministério do Ambiente para resolverem a sua situação”.Raquel Justino, uma dessas vendedoras, lembra que desde que estão no novo espaço que as vendas caíram muito. A compra de uma banca fez parte de um investimento que assumiram, mas não gosta porque não é nada prática.“Tenho de estar em cima de um banco para poder chegar aos produtos e às pessoas”, reclamou.

Carlos Barroso

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