Durante este período de apresentação e justificação do trabalho camarário, Fernando Costa pediu apoio aos deputados, para aquilo que considera ser descriminação na comunicação social, quando são divulgados os números de espectadores presentes nas actividades organizadas pela edilidade.“Os outros concelhos tem sempre mais destaque e mais pessoas a assistir do que nos eventos das Caldas”, queixou-se, esquecendo-se de referir que esses números são lançados pelas organizações e não pelos jornais. O autarca esqueceu-se ainda de referir que nas organizações da autarquia caldense raramente são divulgados os números de lugares e de espectadores presentes durante as suas realizações.
O presidente da Câmara Fernando Costa realçou contudo durante o período de actividade da Câmara nos últimos meses que foi aberto um concurso para a nova Escola de Turismo, com a remodelação da UAL.
“Vai ser uma escola maior do que inicialmente estava pensado, porque além de restaurante e outras valências, vai ter revestimentos térmicos em todo o edifício” justificando assim o milhão de euros de verba para aquele espaço.
Para esta obra, Fernando Costa espera “obter financiamento no próximo Quadro Comunitário de Apoio”, porque o dinheiro despendido “é como fazer um edifício de novo. A escola vem para ficar e para progredir”, garantiu.
Gastar um milhão de euros na remodelação das instalações da UAL “é demais” afirmou Mário Pacheco, deputado do PS que por aquele valor “deveria de ser feito um edifício novo”.
Dos outros projectos apresentados pelo presidente da Câmara, destaque para a abertura de concurso para a construção de um parque de estacionamento da Avenida da Independência Nacional, alertando por isso os deputados para em breve terem de ser chamados a pronunciarem-se sobre o processo.
“Está programado um parque na Avenida com três pisos subterrâneo com capacidade para 340 lugares”, salientou.
Este projecto foi aplaudido pelos socialistas que reclamam que “foi sempre lutado por nós” e “é o local que defendemos”. Quanto à construção de outros parques periféricos, o socialista aconselhou o executivo “a apresentar a ideia” para que a mesma possa ser discutida.
Mudando de tema, Fernando Costa queixou-se da burocracia por ser “mais complex do que simplex”, falando do projecto de recuperação do Centro Histórico das Caldas que continua na CCDR-LVT sem qualquer tipo de resposta.
António Cipriano, deputado do PSD perguntou “para quando a entrada em funcionamento do gabinete do empresário”, aproveitando o tema já que a rubrica continua aberta, “agora a para aquisição de mobiliário”. Sobre este gabinete do empresário, Mário Pacheco do PS, mostrou “dúvidas sobre a sua funcionalidade”, reclamando antes “um gabinete estratégico da cidade” onde se incluíam empresário, industriais e outros sectores de modo a pensar-se a cidade.
Mário Pacheco lembrou mesmo que “estamos a rever o PDM e não temos directivas comerciais para essa revisão”, reclamando ainda pelas respostas a um requerimento apresentado há dois anos sobre o Plano Anel Oeste e que ainda não obteve qualquer resposta.
Mário Pacheco pediu ainda esclarecimentos sobre a conclusão dos campos de ténis, ao mesmo tempo que questionou o executivo por obras na Praça do Peixe.
“Se vai a fiscalização ali encerra o espaço” alertou, pedindo igualmente uma intervenção na Praça da Fruta.
“É só buracos, falta iluminação, os bancos estão num estado de degradação imenso”, frisando que “não há o mínimo cuidado naquele espaço”.
Na resposta Fernando Costa assumiu que “não há lugar a parque de estacionamento na Praça da Fruta”, alegando ainda que “é inexequível um túnel para o trânsito” naquela zona.
Porém disse que está previsto para o estacionamento ao topo da Praça da Fruta, cujo terreno é propriedade da Caixa Geral de Depósitos e nas antigas instalações da PSP e GNR e ainda nos edifícios do Ministério da Saúde. Naquela área o autarca quer um parque de estacionamento para “50 lugares exclusivo para vendedores”.
A futura Praça do Peixe, segundo o presidente da Câmara, “deverá mudar-se ainda para aquele espaço no subterrâneo” a construir.
O edil garantiu ainda que a prioridade do gabinete de Planeamento “é o parque de estacionamento das Avenidas, mas depois será a Praça da Fruta”, que terá obras por fases de modo a que o mercado funcione.
O autarca quer que esse projecto contemple “alargamento de passeios, esplanadas e trânsito em faixas de rodagens mais reduzidas”, numa obra a lançar em 2008.
O socialista Mário Pacheco pediu também explicações sobre as obras na ETAR, assim como deu a ideia para que a próxima Expotur funcione com esplanadas no actual parque de estacionamento.
“As associações fazem um bom trabalho e cada vez mais são as pessoas que ali se deslocam e o pavilhão não tem capacidade de ventilação. É um calor tremendo, por isso era bom, pensarem em montarem esplanadas no parque de estacionamento” sugeriu.
Ricardo Raminhos, jovem deputado do PS perguntou ao presidente da Câmara se “está à espera que venha o Inverno para encher a piscina em Salir do Porto”, sustentando que “a obra nunca mais está concluída”.
O presidente da Câmara em resposta disse que “em Outubro será entregue a obra”.
Por último o deputado da CDU, António Barros, perguntou ao líder do executivo camarário para quando a continuação da 1ª Circular com ligação à A8 e A15, relembrando que “havia uma verba para 100 mil e 500 mil euros para aplicar, respectivamente em 2004 e 2005 para esta obra, mas agora desapareceram as verbas e os projectos da Câmara”.
Sobre este assunto, Fernando Costa disse que “o projecto é para continuar”, apesar de “não ser uma prioridade até porque o trânsito funciona muito bem”, afirmou.
Carlos Barroso
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