A Câmara Municipal das Caldas da Rainha enviou ao Ministro da Saúde, Correia de Campos uma proposta de localização do futuro hospital para a zona Oeste, nos terrenos da zona dos Texugos.
Este envio de documentação foi sublinhado pelo vereador socialista, António Galamba que viu ser aprovado o Estudo de Redimensionamento da Rede Hospitalar Estremadura-Oeste, mas constatou que “nada tenha sido enviado para o Ministério da Saúde a corrigir a situação do terreno”.
Levantado o problema, Fernando Costa, depois de rever os cenários evolutivos relativamente à localização do eventual hospital oeste/norte e do estudo do professor Daniel Bessa, que dá como opção Alfeizerão, o autarca propôs com a aprovação da Câmara remeter ao ministro da saúde o conteúdo da deliberação, tomada pela Câmara em 25 de Junho de 2007, garantindo ainda ser a autarquia “proprietária plena de todos os terrenos situados entre a opção Texugos e a opção Tornada, tendo em vista a afectação à implantação do referido Hospital”.
Recorde-se que o executivo tomou conhecimento, informalmente, do conteúdo do estudo efectuado por Daniel Bessa que se pronuncia relativamente à localização do Hospital a construir no Norte da Região Oeste, considerando Alfeizerão como uma localização excelente em detrimento da sugestão da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, no local designado por “Texugos”.
A edilidade caldense considera que a opção por Alfeizerão “não se encontra devidamente fundamentada” e por isso, quer a opção “Texugos”, quer outras na periferia da cidade, são vantajosas em vários aspectos relativamente a Alfeizerão.
A argumentação caldense baseia-se nos cenários evolutivos traçados pelo estudo que “omitem o impacto demográfico dos investimentos turísticos previstos para a Região Oeste, em especial, os do território designado de Oeste Norte (Bombarral, Peniche, Óbidos, Caldas da Rainha, Rio Maior, Alcobaça e Nazaré)”, especificando mesmo que na Quinta do Bom Sucesso estão previstas 3.362 camas, na Pérola da Lagoa, 456 camas, na Quintas de Óbidos, 950 camas, no Royal Golf & SPA, 2.500 camas no Rainha Golf & SPA 4.642 camas e no empreendimento Falésia D’El Rey estão previstas 3.081 camas, nu total de 14.991 camas”.
A Câmara das Caldas, relembra ainda na sua sustentação que o Plano Estratégico Nacional do Turismo, aprovado pelo Governo, considerou a Região Oeste como um dos cinco territórios prioritários, com particulares potencialidades para “Golf Resorts” com hotéis de 4 e 5 estrelas e turismo residencial.
Por este motivo alega que “ninguém compreenderá, podendo ser lesivo da imagem e da estratégia de desenvolvimento, que a Região não disponha de equipamentos de saúde para corresponder às necessidades dos residentes e dos turistas”.
Como fundamento apresenta que Caldas é o município com “maior crescimento da população residente” em detrimento de Alcobaça.
“Entre 1981 e 2001 a população cresceu 19,08%. O concelho de Alcobaça tem 55.597 residentes e o concelho das Caldas da Rainha tem 52.270 residentes. É óbvia a tendência crescente da população residente no concelho das Caldas da Rainha, sem paralelo no concelho de Alcobaça”.
O executivo caldense apresenta ainda como fundamento os 58.075 inscritos no Centro de Saúde, os 5% de episódios de urgência nas Caldas de utentes vindos do concelho de Alcobaça, o atendimento de 6% de consultas externas de utentes residentes em Alcobaça e ainda que a solução de construção em Alfeizerão, resolvida a questão prévia da sustentabilidade financeira do projecto e a assegurada a prestação de cuidados de saúde a uma população crescente, “não é aceitável para o Município de Caldas da Rainha nem, seguramente, também para as populações dos concelhos vizinhos que são, também, servidos por esse Hospital (Óbidos, Bombarral e Peniche), situados a sul da cidade das Caldas da Rainha e que, a manter-se a localização em Alfeizerão, teriam de fazer mais cerca de 15 Kms em auto estrada”.
A defesa da solução de construção do novo hospital do Oeste Norte em Alfeizerão, Alcobaça, parece, segundo a Câmara das Caldas, “surgir como uma espécie de compensação pelo encerramento do Hospital Bernardino Lopes de Oliveira. A desactivação do Hospital de Caldas da Rainha produz um impacto negativo muito mais significativo na cidade das Caldas do que o encerramento do Hospital Bernardino Lopes de Oliveira em Alcobaça, desde logo porque estamos a falar de um universo de 774 colaboradores nas Caldas contra 225 em Alcobaça”, alegam.
Por estas razões a opção “Quinta dos Texugos” é, relativamente à opção de Alfeizerão, “mais central, mais próxima da maior concentração de empreendimentos turísticos, a mais próxima do eixo da A15 Óbidos/Santarém onde, nos Municípios de Rio Maior e Azambuja, a Norte do Aeroporto da Ota e do maior complexo de Golfe da Europa”.
A localização nas Caldas “tem melhor enquadramento urbano, melhores acessibilidades e transportes, melhor enquadramento em meios complementares de saúde, melhor ligação com o meio envolvente tendo em conta a vocação termal e a existência de um Pólo da Universidade Católica com cursos de biotecnologia”.
O facto de se situar numa zona de auto-estrada “livre de portagens”, considerando a necessária deslocação de um número significativo de funcionários “torna esta questão relevante, porque a localização em Alfeizerão obriga todos os utentes dos seis concelhos a pagar portagens, o que não acontece com a opção dos “Texugos””.
Por ultimo lembram que os terrenos na zona dos “Texugos” “são propriedade do Município e não oferecem qualquer dificuldade para esta localização, podendo até ser adquiridos novos terrenos contíguos, se for necessário”.
A Câmara Municipal das Caldas da Rainha, apresenta ainda como alternativa um outro terreno “junto do nó da auto-estrada A8, na saída para a Foz do Arelho e para o centro da cidade das Caldas (junto à “Fábrica do Sabão”), ainda mais central que o dos “Texugos””.
Carlos Barroso
Este envio de documentação foi sublinhado pelo vereador socialista, António Galamba que viu ser aprovado o Estudo de Redimensionamento da Rede Hospitalar Estremadura-Oeste, mas constatou que “nada tenha sido enviado para o Ministério da Saúde a corrigir a situação do terreno”.
Levantado o problema, Fernando Costa, depois de rever os cenários evolutivos relativamente à localização do eventual hospital oeste/norte e do estudo do professor Daniel Bessa, que dá como opção Alfeizerão, o autarca propôs com a aprovação da Câmara remeter ao ministro da saúde o conteúdo da deliberação, tomada pela Câmara em 25 de Junho de 2007, garantindo ainda ser a autarquia “proprietária plena de todos os terrenos situados entre a opção Texugos e a opção Tornada, tendo em vista a afectação à implantação do referido Hospital”.
Recorde-se que o executivo tomou conhecimento, informalmente, do conteúdo do estudo efectuado por Daniel Bessa que se pronuncia relativamente à localização do Hospital a construir no Norte da Região Oeste, considerando Alfeizerão como uma localização excelente em detrimento da sugestão da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, no local designado por “Texugos”.
A edilidade caldense considera que a opção por Alfeizerão “não se encontra devidamente fundamentada” e por isso, quer a opção “Texugos”, quer outras na periferia da cidade, são vantajosas em vários aspectos relativamente a Alfeizerão.
A argumentação caldense baseia-se nos cenários evolutivos traçados pelo estudo que “omitem o impacto demográfico dos investimentos turísticos previstos para a Região Oeste, em especial, os do território designado de Oeste Norte (Bombarral, Peniche, Óbidos, Caldas da Rainha, Rio Maior, Alcobaça e Nazaré)”, especificando mesmo que na Quinta do Bom Sucesso estão previstas 3.362 camas, na Pérola da Lagoa, 456 camas, na Quintas de Óbidos, 950 camas, no Royal Golf & SPA, 2.500 camas no Rainha Golf & SPA 4.642 camas e no empreendimento Falésia D’El Rey estão previstas 3.081 camas, nu total de 14.991 camas”.
A Câmara das Caldas, relembra ainda na sua sustentação que o Plano Estratégico Nacional do Turismo, aprovado pelo Governo, considerou a Região Oeste como um dos cinco territórios prioritários, com particulares potencialidades para “Golf Resorts” com hotéis de 4 e 5 estrelas e turismo residencial.
Por este motivo alega que “ninguém compreenderá, podendo ser lesivo da imagem e da estratégia de desenvolvimento, que a Região não disponha de equipamentos de saúde para corresponder às necessidades dos residentes e dos turistas”.
Como fundamento apresenta que Caldas é o município com “maior crescimento da população residente” em detrimento de Alcobaça.
“Entre 1981 e 2001 a população cresceu 19,08%. O concelho de Alcobaça tem 55.597 residentes e o concelho das Caldas da Rainha tem 52.270 residentes. É óbvia a tendência crescente da população residente no concelho das Caldas da Rainha, sem paralelo no concelho de Alcobaça”.
O executivo caldense apresenta ainda como fundamento os 58.075 inscritos no Centro de Saúde, os 5% de episódios de urgência nas Caldas de utentes vindos do concelho de Alcobaça, o atendimento de 6% de consultas externas de utentes residentes em Alcobaça e ainda que a solução de construção em Alfeizerão, resolvida a questão prévia da sustentabilidade financeira do projecto e a assegurada a prestação de cuidados de saúde a uma população crescente, “não é aceitável para o Município de Caldas da Rainha nem, seguramente, também para as populações dos concelhos vizinhos que são, também, servidos por esse Hospital (Óbidos, Bombarral e Peniche), situados a sul da cidade das Caldas da Rainha e que, a manter-se a localização em Alfeizerão, teriam de fazer mais cerca de 15 Kms em auto estrada”.
A defesa da solução de construção do novo hospital do Oeste Norte em Alfeizerão, Alcobaça, parece, segundo a Câmara das Caldas, “surgir como uma espécie de compensação pelo encerramento do Hospital Bernardino Lopes de Oliveira. A desactivação do Hospital de Caldas da Rainha produz um impacto negativo muito mais significativo na cidade das Caldas do que o encerramento do Hospital Bernardino Lopes de Oliveira em Alcobaça, desde logo porque estamos a falar de um universo de 774 colaboradores nas Caldas contra 225 em Alcobaça”, alegam.
Por estas razões a opção “Quinta dos Texugos” é, relativamente à opção de Alfeizerão, “mais central, mais próxima da maior concentração de empreendimentos turísticos, a mais próxima do eixo da A15 Óbidos/Santarém onde, nos Municípios de Rio Maior e Azambuja, a Norte do Aeroporto da Ota e do maior complexo de Golfe da Europa”.
A localização nas Caldas “tem melhor enquadramento urbano, melhores acessibilidades e transportes, melhor enquadramento em meios complementares de saúde, melhor ligação com o meio envolvente tendo em conta a vocação termal e a existência de um Pólo da Universidade Católica com cursos de biotecnologia”.
O facto de se situar numa zona de auto-estrada “livre de portagens”, considerando a necessária deslocação de um número significativo de funcionários “torna esta questão relevante, porque a localização em Alfeizerão obriga todos os utentes dos seis concelhos a pagar portagens, o que não acontece com a opção dos “Texugos””.
Por ultimo lembram que os terrenos na zona dos “Texugos” “são propriedade do Município e não oferecem qualquer dificuldade para esta localização, podendo até ser adquiridos novos terrenos contíguos, se for necessário”.
A Câmara Municipal das Caldas da Rainha, apresenta ainda como alternativa um outro terreno “junto do nó da auto-estrada A8, na saída para a Foz do Arelho e para o centro da cidade das Caldas (junto à “Fábrica do Sabão”), ainda mais central que o dos “Texugos””.
Carlos Barroso
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