A rota da precariedade passou pelo Hospital das Caldas da Rainha “porque é no distrito de Leiria onde se constata a situação mais complicada em termos de enfermeiros precários”.“Falamos de 43 enfermeiros que exercem funções no Hospital das Caldas da Rainha em vínculo precário o que representa 1/4 da população de profissionais que prestam cuidados de saúde aos utentes desta instituição”, denunciou Pedro Frias do Sindicato dos Enfermeiros Português.
No território nacional são cerca de três mil enfermeiros que devido à nova Lei em vigor, podem perder o seu vínculo contratual.
No caso das Caldas, os profissionais ao “serem despedidos colocará em causa e em risco a segurança dos utentes”, garante Pedro Frias responsável pelos jovens profissionais e trabalhador no Hospital dos Capuchos.
Esta situação agrava-se também devido ao fecho das diversas urgências e serviços de atendimento de utentes já que afluência a estes Hospitais tende a aumentar.
Por outro lado o encerramento de urgências é a redução de postos de trabalho que “o sindicato se opõem”.
Deste modo “queremos mobilizar os colegas e consciencializa-los que devem lutar pelo seu posto de trabalho e dar a conhecer esta situação à população na diminuição dos cuidados de saúde e a sua qualidade”.
Pedro Frias manifestou que a administração do Centro Hospitalar das Caldas “está imanada pelo Governo para fazer um levantamento das necessidades para serem atribuídas cotas de novos contratos”, acrescentando que “os números atribuídos são a metade daquilo que é pedido”.
Por outro lado sublinhou que a administração liderada por Vasco Trancoso “está a compactuar com as orientações do Ministro uma vez que os enfermeiros já deveriam estar a ser despedidos quando se cessassem os contratos a um de Agosto. O que este Hospital está a fazer é enviá-los para o despedimento e depois contrata-os de uma outra forma, através da subcontratação, logo mais cara para o serviço nacional de saúde”, denunciou.
Para Pedro Frias este jogo sai mais caro para o Estado, porque “está a empresa a ganhar dinheiro, porque paga aos enfermeiros que tem de trabalhar a recibos verdes. Mais estranho ainda é que são as administrações a indicar os enfermeiros que essa empresa os contratar. É um assumir que estes enfermeiros são necessários”, destaca.
Dos 43 enfermeiros nestas condições, a maioria fazem serviço na urgência geral e na urgência pediátrica.
Nesta acção silenciosa, cerca de duas dezenas de profissionais das Caldas foram apoiados pelo sindicato e por colegas do Centro Hospitalar das Caldas entregaram informação aos utentes que iam passando pelo portão da urgência, sem que isso prejudica-se no normal funcionamento da instituição.
Carlos Barroso
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