Um Golfinho de raça Roaz-Corvineiro (Tursiops truncatus) foi encontrado a flutuar ao largo de Peniche, tendo o mesmo sido recolhido por uma embarcação de pesca, que o trouxe até ao cais de embarque da Policia Marítima de Peniche.Segundo fonte da Reserva da Berlenga que tomou conta da ocorrência, a par da Policia Marítima e da Protecção Civil Municipal de Peniche o animal encontrava-se em estado avançado de decomposição, pelo que foi removido da água e transportado para aterro.
“Estava rijo não era muito fresco e por isso foi para aterro. Se tivesse sido uma morte recente e o seu estado fosse outro era levado para estudo”, contou fonte da Reserva da Berlenga.
O Golfinho Roaz-Corvineiro que foi encontrado “não apresentava vestígios de redes ou de outros ferimentos”, pelo que as causas da morte não foram apuradas.
A mesma fonte relatou ainda que o Tursiops Truncatus apresentava “vestígios de desidratação e de falta de alimento”.
Este Roaz-Corvineiro adulto, que foi encontrado no domingo, mas recolhido pelos serviços da autarquia que o levaram para aterro na segunda-feira, apresentava um comprimento na ordem dos dois metros e pesava cerca de 150 quilos.Normalmente um golfinho destas características adulto tem um comprimento entre os dois a três metros e pode pesar até aos 400 quilos.
O golfinho-roaz ou roaz-corvineiro, é talvez a mais famosa e conhecida espécie destes mamíferos no mundo inteiro.
O Roaz-Corvineiro é também conhecido por Golfinho Nariz de Garrafa, e Portugal é um dos únicos locais do Mundo onde existem grupos de Tursiops truncatus a viver em estuários, na proximidade do Homem. O estuário do Sado (Setúbal) é disto um bom exemplo.
Estes mamíferos aquáticos alimentam-se essencialmente de peixe, mas também de lulas ou polvos e, por vezes, ainda de krill ou de outros crustáceos, ingerindo cerca de 10 a 15 Kg de alimento diário. O seu habitat podem ser tanto as águas costeiras como em oceânicas, podendo inclusive penetrar em baías, estuários, lagoas e canais, e ocasionalmente penetra em rios.
Carlos Barroso
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