Os muros e taludes de suporte e de sustentabilidade da Escola D. João II necessitam de “uma urgente intervenção”, segundo o resultado do LUNEC que fez deslocar ao estabelecimento técnicos, que por três vezes, concluíram que o muro da zona de cima da escola terá de ser feito de novo.Também a Direcção de Serviços de Planeamento e Gestão de Rede (DSPGR) no seguimento das recomendações dos técnicos do LNEC, pediu à Câmara das Caldas para “impedir a circulação na zonas do passeio da Escola EB23” e ainda “proibir o estacionamento junto dos passeios”.
A autarquia caldense deliberou ainda que “até à época das chuvas, que seja aumentada a interdição do uso do passeio entre os dois locais já interditados e proibido o estacionamento a veículos pesados”, devendo os serviços “acompanharem a evolução da situação na próxima época das chuvas, caso não sejam entretanto efectuadas obras pela DREL”.O presidente da Escola, Gil Pacheco afirmou que esta parte das obras da escola “tem um concurso diferente e considerado urgente”, separado do outro que irá requalificar o interior do estabelecimento. O docente espera que as duas obras avancem em simultâneo, devido “à urgência da sustentabilidade dos muros”, mas também porque “já foi interdito três metros de terreno em todo o comprimento do campo de jogos da escola”.
Devido a este problema será reconstruído um novo muro na zona de cima da escola enquanto que os muros da zona de baixo, terão uma intervenção de sustentabilidade das areias.
“Com as chuvadas o muro de cima torceu”, revelou o professor responsável pelo agrupamento, considerando que a situação “não é de perigo” apesar de considerar existir um deslizamento de terras.
O docente espera que até ao final deste ano civil a escola esteja toda em obras até para resolver os problemas detectados pela DECO no seu estudo.Gil Pacheco considera que os dados apresentados pela Defesa do Consumidor serão todos resolvidos depois das obras na escola.
“São problemas já por nós conhecidos e que serão todos resolvidos depois das obras”, afirmou.
A associação portuguesa para a defesa dos consumidores detectou problemas de construção e conservação do edifício das Caldas, com a agravante de ter sido detectada a presença de placas de fibrocimento com amianto na Escola D. João II.
Gil Pacheco garantiu que durante a intervenção “todas as coberturas serão substituídas e esse problema será também resolvido”.
Quanto ao facto dos alunos passarem frio e respiram mal dentro das salas de aula, segundo o estudo da DECO, que detectou ainda temperaturas baixas e excesso de humidade no ar, Gil Pacheco garante que “as obras terão em atenção a ventilação”, mas também “o isolamento das salas de aula. Ficará uma escola completamente nova”, sublinhou.
Confrontamos alguns moradores em volta da Escola D. João II, que se mostraram desconhecedores que qualquer medida ou sinalização que os impede de estacionar as viaturas próximo do passeio. Fonte da PSP também se mostrou surpreendido com as nossas questões relacionadas com o condicionamento no estacionamento das viaturas ligeiras e pesadas naquela zona junto ao murro da escola.A ser condicionado aquela zona, moradores e agentes da PSP que fazem patrulha junto a escola, reivindicam sinalização para evitar dessa forma algum acidente.
O JORNAL das CALDAS tentou por diversas vezes um contacto telefónico com a DREL e com o gabinete de segurança daquela instituição, mas tal revelou-se negativo, já que as extensões ou estavam ocupadas ou não eram atendidas.
A Escola EB 2, 3 D. João II tem vindo a perder alunos, não só devido à novidade do Colégio Rainha D. Leonor, mas também pela falta de obras que teimam em começar.
A escola por dos 1300 alunos que tinha anteriormente, justifica que cerca de 20 a 30 alunos terão mudado devido aos problemas da escola, mas também foram perdidos alunos devido à novidade do Colégio Rainha D. Leonor. Esta taxa de redução, apesar de ser baixa é recuperável depois da escola ser recuperada.
Actualmente a Escola apesar de ser velha e de ter todos os problemas agregados às obras de requalificação, tem uma taxa média de sucesso escolar situada nos 94,29%. Durante as provas de aferição do ano anterior, a Escola D. João II obteve o resultado de 94,36% na prova de Português do 4º ano e 88,15% na prova de Matemática. No 6º ano teve 91,35% em Português e 70,39% na prova de Matemática. Nos exames nacionais do 9º ano obteve 98,6% em Português e 59,6% no exame de Matemática. Quanto aos exames nacionais de Português no 1º ciclo resultou uma média de 96,61%, no 2º ciclo, uma média de 91,47% e no 3º ciclo, uma média de 94,78%.
Com estes resultados o presidente da Escola, Gil Pacheco, desabafa que “mesmo velha e a precisar de obras a escola obtêm óptimos resultados”.
Carlos Barroso
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