quarta-feira, maio 30, 2007

Contact abre a 17 de Junho na antiga Frami e vai criar 350 empregos

A mão-de-obra jovem existente nas Caldas da Rainha, onde estudam 1.700 alunos universitários, segundo um estudo feito pela empresa Contact, prestadora de serviços de telemarketing, pertencente ao Grupo BES, foi uma das razões que a levou a instalar-se n a cidade, onde vai criar 350 empregos.As instalações que encontrou na antiga Frami, na estrada de Tornada, e os apoios camarários, pesaram igualmente na decisão. “O número de estudantes das Caldas da Rainha constitui para nós uma população interessante e atractiva em termos de recrutamento de trabalhadores estudantes em part-time, por terem formação académica”, admitiu Pedro Champalimaud, administrador delegado da Contact, após anunciar que a data de inauguração está marcada para 17 de Junho.“Precisamos de muita mão-de-obra qualificada e isso foi o que encontrámos aqui”, declarou, esperando “aproveitar a dinâmica desta cidade e contribuir para o desenvolvimento da região, através da criação de novos postos de trabalho, com ligação muito forte à tecnologia”.Segundo Pedro Champalimaud, a Contact nas Caldas deverá facturar cerca de meio milhão de euros até ao final do ano, apenas com as cem posições criadas, que irão receber entre os quinhentos e os mais de mil mensais, dependendo de prémios de venda e posições de chefia na empresa, que dará formação continua aos seus colaboradores.Para já a Contact Caldas vai empregar “até duas centenas de pessoas e dentro de ano e meio a dois anos contamos ter a trabalhar nas Caldas da Rainha 300 a 350 pessoas”, revelou o administrador delegado, que explicou que “um posto de trabalho pode ocupar uma ou mais pessoas, devido aos turnos, num horário de trabalho das 9h às 22h”.Os jovens e trabalhadores com habilitações irão fazer serviços de atendimento, atendimento puro de telefone, vendas por telefone, back-office, entre outros serviços que ocupam muitas pessoas com diferentes níveis de formação.A expansão da empresa de “Call Center” para as Caldas da Rainha contou com o apoio da Câmara Municipal, que gastou 50 mil euros a equipar o edifício da antiga fábrica desactivada.Antes da escolha, Pedro Champalimaud recordou que a Contact fez “um estudo e um levantamento de cidades próximas de Lisboa, que por questões de deslocação e de gestão e entre as 12 autarquias onde foram feitas reuniões mais aprofundadas, houve desde a primeira hora uma empatia forte com as Caldas, que mostrou ter condições adequadas para o crescimento da nossa actividade”, além de frisar “os diversos incentivos da Câmara para termos umas instalações quase prontas”.A Câmara Municipal acabou mesmo por assinar um protocolo com a empresa do Grupo BES, ficando criado um centro incubador de empresas ligadas às tecnologias, num piso do edifício das antigas instalações da Frami.Fernando Costa, presidente da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, manifestou-se “orgulhoso, porque no meio de doze municípios em disputa escolheram as Caldas”, adiantando que a verba dispendida pelo Município “é pouco para um momento de crise”.

Carlos Barroso

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