Os terrenos adquiridos pela Câmara com vista à construção da Praça do Oeste, onde ficarão situadas a sede da Associação de Municípios do Oeste, ComUrb do Oeste e ainda a PSP, levantaram um pedido de esclarecimento do deputado socialista, Mário Pacheco.O socialista independente quis saber “quais as verbas envolvidas na compra e realojamento de famílias das habitações” da futura Praça Oeste.
Fernando Costa, presidente da Câmara das Caldas da Rainha, antes de explicar a sua forma eximia de negociação, recordou que a autarquia abriu um concurso para a aquisição de três andares na zona da Praça do Oeste, “pela necessidade que tínhamos de realojar inquilinos de casas que foram ou vão ser demolidas”.
Costa referiu ainda que naquela zona os inquilinos em casas, “alguns ficaram em habitações mais pequenas” que foram adquiridas pela Câmara naquela zona e que precisavam de melhoramentos e recuperações que foram efectuadas pela edilidade.
“No conjunto são cinco casas a funcionar, onde ficarão a viver duas famílias, explicou, esclarecendo ainda que “uma outra família impôs ficar realojada perto do centro da cidade”.
Nesse contexto, a autarquia, perante o anúncio de aquisição de imóveis, foi-lhe oferecido por oitenta mil euros um prédio com dois fogos, na Rua engenheiro Duarte Pacheco ao lado da sapataria.
Ainda assim, Costa assegurou que neste processo de realojamento e negociação, “não há critérios iguais, porque há pessoas que receberam indemnização e foram à procura de casa, outros que receberam indemnização e querem casa. E há outros que saíram por três mil euros e outros que saíram por dez mil, quinze mil. Há outros que querem casa e indemnização”, contou.
Contudo, nem tudo correu de feição ao presidente da Câmara, que também tinha naquela zona um imóvel.
“Temos dois problemas gravíssimos, um deles, o café Vila Faia e onde nós oferecemos para a senhora sair 40 mil euros e ela não quis. Não volto a falar com a senhora tão depressa.
Também o dono do edifício está a pensar que a Câmara tem de tirar, alojar inquilinos e outras coisas. Estes casos e de uma outra senhora, as coisas estão mais complicadas”, afirmou o presidente da Câmara.
O edil contou ainda a forma como negociou com os restantes proprietários e inquilinos, referindo que fez “excelentes negócios numa negociação à pesca”.
Costa assumiu que o valor máximo fixado pela Assembleia Municipal de 600 euros o metro quadrado não foi ultrapassado, apesar de ter feito deliberar um ano depois em sessão de Câmara cinco por cento ao ano como valorização.
Carlos Barroso
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