sexta-feira, maio 25, 2007

Obras do INAG na Lagoa de Óbidos deveriam ser apresentadas

As obras a cargo do INAG, de requalificação das margens da Lagoa de Óbidos, deviam, segundo o deputado socialista, Mário Pacheco, ser apresentadas publicamente.
“Todas as pessoas para fazerem um projecto tem de o entregar na Câmara. Têm um determinado número de dias para o consultar e qualquer pessoa o pode consultar” descreveu, perguntando “porque é que uma obra do INAG, um instituto público, não foi apresentada a obra. Isto não faz sentido nenhum haver uma obra sem haver uma intervenção pública”.
Pacheco lembrou que a empreitada de recuperação ambiental das margens da Lagoa, “é imponente e circunda toda a Lagoa. Esse passeio começa onde estão os comerciantes, faz toda a marginal, tem uma ponte sobre a Barosa e depois faz toda a margem sul da Lagoa”, disse, frisando que “são 14 quilómetros de passadiço à volta da Lagoa e faz todo o sentido, as pessoas conhecerem o projecto”.
O também engenheiro civil recordou uma proposta sua, sobre o observatório sobre a Lagoa de Óbidos, onde foram feitas algumas reuniões com o concelho vizinho, mas a acção acabou por “morrer”, alegando por isso “não se conhecer a obra e não haver uma triagem critica sobre a mesma”.
Como alertas do projecto, deu o exemplo do pavimento que foi feito nas mini docas, e que foi substituído mas “os problemas subsistem”.
“A Câmara embora não seja dona da obra, deve influenciar e apelar à participação porque é uma obra determinante para quem vive neste concelho”, destacou.
A requalificação contempla um separador da parte rodoviária e pedonal, com uma via com dois metros que circunda toda a Lagoa, mas segundo Pacheco, “o separador é um lancil que tem 20 centímetros com esquina viva”.
O outro problema que aponta é o facto do projecto não possuir qualquer tipo de iluminação. “Parece-me de bom-tom ter pelo menos iluminação pública desde a Escola de Vela da Lagoa até às mini docas. Esta iluminação até com candeeiros com energia solar, numa ideia vanguardista”, relatou.
Como alerta disse que se preocupa com “a não existência de solução para o cais existente”, já que a intervenção apresenta “dois locais para servir de ancoragem e locais de pesca que ficam em frente ao Penedo Furado”.
O socialista independente pediu ainda esclarecimentos sobre o planeamento urbanístico e ambiental, referindo-se ao plano de análise para o mar, questionado quem fazia parte desse conjunto.
Quis informação sobre os arranjos exteriores da ComUrb e da PSP, já que os estudos não foram ainda apresentados publicamenteA requalificação da Zona Industrial a empreitada do Complexo Multiusos, foram outras duas preocupações levantadas por Pacheco que quis ainda saber qual a razão para o cemitério velho continuar sem ter obras. “Os edifícios encontram-se num estado lamentável, com co
berturas arruinadas”, denunciando que “o talhão destinado às crianças, encontra-se calamitoso”.
Carlos Barroso

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