sexta-feira, maio 25, 2007

Só 18 comerciantes aderiram ao Urbcom nas Caldas

A intenção de saber qual o eco da candidatura ao Urbcom, levou Lalanda Ribeiro, interpelar o presidente da Câmara das Caldas sobre quantos comerciantes teriam se candidatado, assim como que tipo de apoio lhes foi dado pela Associação Comercial no âmbito da candidatura.
Fernando Costa, sobre este assunto preferiu dar a palavra ao vereador do comércio e juventude, Hugo Oliveira, sem antes lembrar que a parte da Câmara será no financiamento da iluminação, nomeadamente na Praça da Fruta, onde se “perspectiva o arranjo na Praça da Republica, para arrancarmos no próximo ano”. Também na parte do mobiliário urbano haverá uma comparticipação da autarquia.
Já mais dentro dos números e da candidatura, Hugo Oliveira lamentou o facto de inicialmente o projecto tinha 96 possíveis aderentes, mas “mais tarde na fase de adesão, apenas 18 comerciantes aderiram”, num processo comandado pela Associação Comercial que fez os contactos.
Esta ausência de candidatos levou uma penalização “de mais 30% de comparticipação para a Câmara”, numa comparticipação de obras no Centro Histórico, de mobiliário Urbano e Iluminação.
“Num total de 250 mil euros de investimento, a Câmara terá de comparticipar 50 mil euros”, disse o vereador que certificou que o processo “foi acompanhado pela Associação Comercial, que se candidatou a um projecto de animação que também foi aprovado”.
“A nossa participação cingiu-se ao projecto de mobiliário urbano e iluminação na Rua Almirante Cândido dos Reis, na Cova da Onça, Rua Alexandre Herculano, Rua da Liberdade e Praça da República”, esclareceu o jovem autarca.
No campo do mobiliário urbano Hugo Oliveira disse que houve a preocupação da autarquia em “falar com alunos da ESAD que produzem protótipos, para que possamos escolher um”, e até ao final deste ano, já com o concurso lançado para esse concurso.
O vereador lembra, contudo que “a Associação Comercial está em banho Maria e nesse sentido tenho encetado alguns contactos para saber a programação da animação, mas até agora não tem havido replica”.
O programa de apoio ao comércio tradicional “está adiantado, e até temos o processo para as guardas-nocturnos”, anunciou, declarando que foi com o comissário Trindade a Évora analisar o processo que ai foi apresentado, não tendo ido nenhum representante da Associação Comercial.
Num balanço, o tutelar da pasta do comércio na edilidade caldense expressou que o Urbcom, “ficou muito há quem do esperado por parte da Câmara, já que havia comparticipações por parte do Estado na ordem dos 30 a 40% a fundo perdido. Era uma oportunidade, já que o tecto máximo era de projectos de 45 mil euros”.
Hugo Oliveira revelou ainda que as dificuldades vieram de empresas que “não tinham a escrita em dia e que nos próximos quatro anos teriam de estar a funcionar. Como não havia condições para que assim fosse, o número de aderentes foi baixo”, concluíu.
Carlos Barroso

Sem comentários: