Fernando Rocha veio ao palco da Assembleia Municipal mostrar-se preocupado pela forma como está a ser desenvolvida a concessão termal e o seu património, afirmado que “a constituição prevê que os cidadãos possam saber e ver como são geridas as instituições públicas”.O munícipe sempre obsequiador na sociedade revelou ainda que Vasco Trancoso, presidente do conselho de administração “veio responder aos artigos e diz que o que vai ser posto na concessão é do conhecimento da Câmara e dos deputados, quando o deputado da Assembleia da República, o bombaralense Feliciano Barreiras Duarte, pedia esclarecimentos ao Governo sobre esta questão”.
Fernando Rocha salienta ainda que o Centro Hospitalar “continua a não dizer concretamente qual é o contrato, refugiando-se na figura de que aquilo não passa de uma proposta que vais ser aprovada pelo Governo”.
“Gostaria ainda de ser esclarecido se os partidos sabem efectivamente qual a matéria que está a ser colocada para concessão e se pronunciassem sobre esta questão porque trata-se de um património público e que interessa aos caldenses e não pode ser alvo de um contrato programa com um pacto de silêncio”, perguntou.
O antigo simpatizante do Bloco de Esquerda confessou-se ainda indignado com o estado do coreto do parque e ainda com a substituição de alguma espécies de plantas e arvores no Parque D. Carlos I.
Manuel Nobre, deputado do PS e também membro do Conselho de Administração do Centro Hospitalar, “lamentou” que o munícipe “venha de novo com o mesmo tipo de palavreado”.
“É curioso como o senhor ainda não sabe. Quem lê os jornais percebeu o que se queria na concessão. Nunca em altura nenhuma foi dito que o Parque e a Mata eram para alienar. Falar em obscuridade nesta altura é demasiado grave”.
Manuel Nobre achou “curioso” que Fernando Rocha “apenas venha falar daquilo que está mal e não fale daquilo que está bem”.
António Barros, deputado da CDU, lamentou que Fernando Rocha tenha vindo “colocar em dúvida os deputados e as forças politicas da cidade”, sobre o termalismo.
“O senhor acompanha as reuniões da Assembleia Municipal e com frequência ouve aqui discussões sobre o termalismo e sobre o Centro Hospitalar e até depois de termos tido uma reunião com o Centro Hospitalar. A CDU fez um comunicado público e surpreende-nos que não saiba de nada”, disse.
Carlos Barroso
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