quinta-feira, novembro 08, 2007

FDO apresentou projecto para as Caldas

O Grupo FDO apresentou, no Museu Barata Feyo, um investimento de 400 milhões de euros na construção de dez novos centros comerciais, sendo o primeiro na cidade termal e que estará concluído no Outono do próximo ano.
O presidente do conselho de administração do grupo, Ferreira Dias, revelou que, numa altura em que a empresa se prepara para assinalar em Novembro os seus 27 anos de existência, a aposta passa por “uma lógica de descentralização para descobrir novos mercados”, justificando o investimento em curso até 2011 para Caldas da Rainha, Setúbal, Évora, Beja, Vila Nova de Gaia, Felgueiras, Braga, Covilhã, Guarda e Maia.
A unidade comercial prevista para as Caldas da Rainha, é a primeira onde a FDO vai lançar a linha “Vivaci”, um conceito que explora a ideia de “uma cidade mais viva, centros comerciais de centro dentro do centro urbano”, explicou o administrador da FDO Imobiliária Rocha Pereira.
Localizado na Avenida Manuel Figueira Freire da Câmara, o Vivaci das Caldas “será a principal âncora do comércio tradicional e fomentará simultaneamente a manutenção e o desenvolvimento do comércio tradicional”, disse o administrador.
O Centro Comercial Lisbonense será “um foco de modernização e renovação do tecido empresarial das Caldas da Rainha”, declara ainda, projectando que será também “um foco de geração de negócio e contribuirá decisivamente para a criação de inúmeros postos de trabalho, quer de forma directa e indirecta”.
Segundo o administrador o Vivaci Caldas da Rainha, “tem uma área de influência com cerca de 30 minutos, com um total de cerca de 335.000 habitantes, abrangendo a cidade das Caldas da Rainha, e os concelhos de Óbidos, Bombarral, Alcobaça, Nazaré, Cadaval, Rio Maior, Marinha Grande”.
O espaço ocupa uma área de 32.756 metros quadrados, representa um investimento de 34,6 milhões de euros e vai criar 250 postos de trabalho directos e 800 indirectos.
O espaço irá possuir quatro pisos comerciais e três pisos de estacionamento, com capacidade para 460 viaturas, catorze restaurantes incluindo diversos conceitos de fast-food e slow-food, cinco salas de cinema, um supermercado e setenta lojas.
Na discrição técnica feita por Rocha Pereira, o piso zero, “será composto por um supermercado com 2.000 m2 de área de venda, lojas de serviços e uma loja de electrodomésticos. O piso um é composto por uma oferta variada de equipamento do lar, moda e serviços. O piso dois, a oferta caracteriza-se por uma diversidade de lojas de moda, desporto e acessórios. No piso três, estará toda a oferta ligada ao lazer, com as cinco salas de cinema”.
Para preencher toda esta zona a FDO Imobiliária tem já como insígnias contratadas a Rádio Popular, Pão de Açúcar, Zippy Kidstore, C&A, O Balcão PortVGália, Filmitalus, Sport ZOne, Multiopticas.
O “Vivaci Caldas da Rainha” quer se revelar “como um Centro Comercial de carácter urbano, destinado a cobrir as necessidades diárias da população residente, bem como de todas as zonas circundantes que devido à actual falta de oferta comercial integrada têm necessidade de percorrer distâncias significativas para outros concelhos”, além de ter o objectivo de ser um projecto “à medida das potencialidades do concelho e conseguir reunir uma oferta comercial moderna e integrada”, acrescentou.
Ao lado do Centro Comercial, surgirá a reabilitação do Hotel Lisbonense, que “irá permitir transformar este edifício, numa moderna unidade de quatro estrelas, vital para a dinamização da actividade turística e hoteleira da cidade, nomeadamente para a área termal”, explicou Paulo Ferreira, administrador do Grupo.
O “Hotel Lisbonense” terá a sua abertura para no primeiro semestre de 2009, e contempla uma área de 4.650 m2, para 86 quartos, SPA com fitness, Piscina e duas salas de conferência, para sete milhões de euros de investimento, num novo segmento que está a ser explorado pelo grupo.
Fernando Costa classificou a recuperação do Hotel como “a menina dos meus olhos”, levando-o a declarar que "não faltaram proprietários para o demolir e construir outras valências, mas prevaleceu a ideia que se estava a transformar num pesadelo por não aparecerem compradores para reabilitar o hotel enquanto tal”.
O "Vivaci Caldas da Rainha" contou com aprovação da Câmara Municipal, que exigiu como contrapartida a recuperação do Hotel Lisbonense que se encontrava em degradação há três décadas.
Presentes na sessão de apresentação deste projecto estiveram alguns elementos da direcção da Associação Comercial que não se manifestaram. Notaram-se ainda a ausência de membros do Partido Socialista e de outros deputados Municipais, além dos representantes do Centro Hospital, tendo como pressuposto que a FDO quer criar uma estância termal no novo Hotel Lisbonense.

Carlos Barroso

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