O arranque da época balnear deste ano, que aconteceu a 1 de Junho, prolonga-se até 30 de Setembro e conta com um reforço de meios e novos uniformes para nadadores-salvadores, que facilitam a sua identificação.Três dezenas de motas de água (salvamento marítimo) e 26 viaturas todo-o-terreno, do projecto Seamaster (vocacionadas para actuar em zonas não vigiadas) e 800 postos de praia vigiada são os meios disponibilizados pelo Instituto de Socorros a Náufragos (ISN) para garantir a segurança nos 600 quilómetros de praia da costa portuguesa e nas regiões autónomas da Madeira e dos Açores.Acompanhamos uma vigilância do projecto Seamaster e conta como é a experiência de Albano Viana, de 42 anos de idade, nadador salvador desde o início do projecto, em 1998 e que começa a prevenir afogamentos e acidentes nas praias sem concessionários das 10 horas da manhã, às 20 horas, todos os dias.No inicio do trabalho, Albano Viana, verifica se fazem parte da Mitsubishi Strakar duas bóias torpedos, dois cintos de salvamento, uma prancha de salvamento, uma bóia circular, um plano rígido com aranha, cartel com cabo de 200 metros, uma scuter, dois pares de pés de pato, dois extintores, um par de binóculos, um rádio VHS, um telemóvel e uma mala de primeiros socorros, para iniciar a vigilância.De seguida é tomada uma direcção, sob critério das condições de mar, condições atmosféricas e o dia da semana para rumar a determinadas zonas onde normalmente existem banhistas sem qualquer tipo de vigilância, quer a norte, quer a sul de Peniche, de onde sai a viatura diariamente.“Tentamos estar no maior número de praias que não são vigiadas e alertar as pessoas para os riscos que correm, porque não estão sob vigilância permanente” explica o nadador salvador que é acompanhado por um elemento da capitania de Peniche, que desempenha as funções de
condutor e de ajudante em terra.Albano Viana, que não se recorda de quantos salvamentos já fez, nem mesmo o numero de ajudas prestadas a veraneantes feridos, recordou o seu primeiro serviço e primeiro salvamento, curiosamente numa praia vigiada e onde teve de auxiliar um colega nadador salvador.“O primeiro salvamento que fiz, foi o que mais me marcou e aconteceu no mar norte do Balear”, disse, explicando que se deslocava na rota normal de trabalho, quando ouviu “um apito muito forte de ajuda” de um nadador salvador que ia em socorro de um náufrago.“Naquele momento o mar estava mau, mas fomos ajudar o nadador salvador e o naufrago. Conseguimos recuperar a vítima com sucesso, mesmo depois de, a termos em perigo de vida. Esse foi o nosso primeiro trabalho e que me marcou para sempre”, recordou este Albano Viana que é formador de nadadores salvadores.Este nadador salvador há 25 anos explicou ainda que este trabalho que desempenha no âmbito do projecto “Seamaster” é em conjunto com todos os corpos de bombeiros da área de jurisdição da Capitania de Peniche, embora a sua prioridade “seja o salvamento em meio aquático, mas desde que sejam solicitados, fazemos tudo”.A Mitsubishi Strakar é repartida por todas as praias, entre 40 a 50 concessões, mas a sua missão “é patrulhar e vigiar as zonas onde não existem concessões, logo não são vigiadas e onde se tenta que as praias seja mais seguras, apesar de muita gente não cumprir as regras básicas de segurança e de acontecem os acidentes mortais”, lamentou.Carlos Barroso
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