No início do julgamento de 31, dos 35 arguidos, acusados pelo Tribunal da Marinha Grande de três centenas de crimes, não quiseram prestar declarações ao colectivo de juízes, presidido por Ana Paula Batista.A primeira sessão do julgamento, que se realizou no Parque de Exposições, ficou marcada pela ausência de quatro arguidos e por um requerimento apresentado pelo magistrado do Ministério Público (MP), solicitando a saída da sala do “cabecilha” do grupo, enquanto não fossem ouvidos outros dois arguidos, que alegadamente foram ameaçados de morte. Na primeira sessão a juíza titular do processo limitou-se a identificar os arguidos, marcando sessões até ao mês de Setembro.Seis destes jovens encontram-se em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Leiria e quatro em prisão domiciliária, e são acusados de três centenas de crimes relacionados com furtos de uma centena de automóveis na Região Centro, assaltos em estabelecimentos de ensino, cafés, armazéns, a um hospital e um pavilhão polidesportivo.Durante 11 meses, entre Março de 2004 e Fevereiro de 2005, o grupo constituído por jovens, o mais novo com apenas 16 anos de idade, cometeram crimes de danos, burlas, condução perigosa, tráfico de droga, condução ilegal e danos diversos nos concelhos de Alcobaça, Ansião, Aveiro, Azambuja, Caldas da Rainha, Coimbra, Batalha, Leiria, Nazaré, Porto de Mós, Marinha Grande, Óbidos, Ourém, Pombal, Ovar, Tomar e Figueira da Foz.Além dos 35 arguidos, estão arroladas mais de 300 testemunhas, 175 de acusação e as restantes depõem pela defesa.
Carlos Barroso
Sem comentários:
Enviar um comentário