quarta-feira, julho 18, 2007

Centro Agrário do Coto com futuro incerto

Carlos Rodrigues, presidente da Junta do Coto mostrou-se preocupado com o facto do Centro Agrário do Coto ter dispensado todos os funcionários, com a excepção de três que irão ser transferidos para Santarém.O autarca suspeita que “este será o primeiro passo para a alienação de património, já que não vejo aquilo funcionar sem ninguém”.Carlos Rodrigues pediu uma intervenção da Câmara e de individualidades com saber na matéria, porque como presidente de Junta nada lhe é transmitido. “Não sabemos se é para vender se é para fechar, não sabemos de nada”, manifestou.A vereadora Maria da Conceição revelou que conversou com o responsável do Centro de Formação Agrário e que lhe foi transmitido que “não está encerrado”, e que “não é intenção alienar aquele património”, mas antes e eventualmente “estabelecer um protocolo entre o Ministério e os representantes locais para que aquele espaço seja utilizado pela comunidade”.César Tempero, presidente da Junta de Vidais, está “incomodado” com as verbas para a limpeza de rios e ribeiras. “As tais verbas vinham do Ministério do Ambiente, que por sua vez solicitava um trabalho célere sobre os proprietários de terrenos junto às margens dos rios e ribeiras, que foi entregue mas a resposta foi dada por edital a informar que cada um deve limpar a sua parte junto ao rio”, referiu.César Tempero revelou que todos os rios, afluentes e pontes “estão tapados de canas, silvas e arvoredo”, pelo que os populares “têm vindo a reclamar” junto do presidente da Junta a limpeza desses locais.O autarca declarou que aquela “não é uma competência da Junta”, contudo, pede aos deputados para fazerem eco desta situação, “porque já quase não existem rios, nem ribeiras porque as pessoas não têm condições para fazer essa limpeza. Apelo para alguém fazer a limpeza porque os rios estão todos tapados”, concluiu.

Carlos Barroso

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