segunda-feira, julho 02, 2007

Call Center na Estrada de Tornada emprega universitários e recém-licenciados

O Call Center da Contact, empresa do Grupo BES, inaugurou nas antigas instalações da Frami, nas Caldas da Rainha, o seu segundo espaço dedicado à venda e assistência por telefone.O adjunto do Governador Civil de Leiria, Franco Pinto, o presidente da Câmara das Caldas da Rainha, Fernando Costa, e o administrador delegado da Contact, Pedro Champalimaud, foram algumas das personalidades que marcaram presença nesta cerimónia, que teve ainda a presença de toda a vereação PSD das Caldas.Fernando Costa, satisfeito com a inauguração, gracejou que “a Câmara vai abrir uma conta no BES dentro de pouco tempo”, ao mesmo tempo que apelava a uma plateia cheia de clientes do Grupo para investirem no concelho.“Se for preciso mais apoios estamos abertos a negociar”, afirmou, chamando os empresários para o concelho, já que “têm uma oportunidade muito boa no próximo Quadro Comunitário de Apoio, como apoios muito substanciais, para investimentos na área das novas tecnologias e na criação de mais empregos”. “As Caldas estão de braços abertos”, disse.Peter Brito e Cunha, presidente da Contact, revelou que a abertura do Call Center nas Caldas é uma “aposta no crescimento” da empresa, com “claro benefícios para o Grupo”, esperando “um retorno do investimento com a mão de obra qualificada”.Para Pedro Champalimaud, o novo espaço das Caldas da Rainha “não pode ser visto como um simples crescimento de capacidade. É, na sua essência, uma alavanca para potenciar a competitividade da empresa”.A localização dos escritórios no antigo complexo industrial da Frami, na estrada da Tornada, levou a Contact a apostar na implementação da “tecnologia VoIP nos seus centros de atendimento”. Segundo revelou o administrador delegado da Contact, no arranque deste novo espaço foram criados 33 novos postos de trabalho, estando igual número em formação para duplicar a capacidade actual, ocupando assim a totalidade do segundo piso com cem posições, o que corresponde a 150 trabalhadores. Até 2008 a taxa de ocupação do edifício estará completa nos dois pisos, o que representa um crescimento entre as 200 a 250 posições. A ocupação de todos os três pisos das antigas instalações da Frami “está pendente da elasticidade do mercado de trabalho das Caldas da Rainha”, mas também da responsabilidade da Câmara, que vai criar no piso térreo um Centro Incubador de Empresas.Os salários estão situados entre os 400 a 500 euros nos patamares mais baixos, a 800 a 1000 euros mensais ou ainda a valores superiores a 1200 no caso dos supervisores.Neste momento, o Call Center das Caldas está a vender um produto da Sonae Com, na área das telecomunicações.O administrador delegado assume que as empresas que recorrem a um Call Center “têm a sua sede de decisão em Lisboa e Porto”. Contudo, “a nossa posição nas Caldas é também para descobrir oportunidades de negócio na região e vamos estar atentos porque queremos crescer a actividade e ajudar a região”, disse.O investimento era previsto em 1.2 milhões de euros, mas ficou tudo em 1.4 milhões de euros, tendo o administrador revelado que espera recuperar o investimento em dois anos. Há ainda a registar uma comparticipação da edilidade caldense no valor de cinquenta mil euros.
Experiências
Carina Rodrigues, de 24 anos, residente nas Caldas da Rainha, estuda Comunicação e Relações Públicas, sente-se “contente” na Contact porque tem à sua volta uma “equipa fantástica”.A jovem estudante considera o trabalho na empresa “motivante” e por ter todos os dias “um trabalho novo e diferente”. Carina Rodrigues é operadora, mas espera “subir dentro da empresa já que a formação e a carreira dentro do Call Center é aliciante”.Também Herlander Vâriz, de 26 anos, licenciado em Finanças e proprietário de uma empresa, decidiu aventurar-se no Call Center por ter algum tempo livre.O funcionário, residente nas Caldas, manifestou que “à medida que vou fazendo as chamadas sinto-me mais confiante e gosto bastante de comunicar com o povo”.“Se for possível crescer dentro da empresa ficarei”, porque “a remuneração compensa”, comentou, aproveitando para apontar que “os universitários têm aqui uma porta aberta”.Sara Coto, gestora operacional, explicou que a realidade caldense é um pouco diferente da lisboeta, já que a equipa actual possui uma faixa etária situada entre os 30 e os 35 anos, enquanto que na capital essa média situa-se nos 20 e os 25.Maioritariamente os trabalhadores do Call Center das Caldas “são moradores e residentes entre Caldas e Peniche, com frequência universitária, ou licenciados”.


Carlos Barroso

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