Sérgio Gomes é o novo comandante dos Bombeiros Voluntários de Óbidos e quer aposta na formação dos seus homens.Sérgio Gomes de 35 anos de idade, natural de Óbidos, já passou pelo corpo de bombeiros de Óbidos como voluntários e como comandante, em 1998. “Eu já tinha sido comandante em 1998 e como na altura não se concretizou aquilo que agora aconteceu, pedi a minha demissão, porque era bombeiro sapador em Lisboa, durante a Expo 98 e ao mesmo tempo era aqui comandante. Era uma situação incompatível”, disse.O novo comandante que já conhece “a casa”, é bombeiro desde os catorze anos, sempre a formar-se e a subir de categoria, até atingir o posto de sub-chefe.Antes de requisitado para comandante, foi bombeiro sapador de Lisboa, durante 15 anos, frequenta o último ano do curso superior de Protecção Civil, foi bombeiro especialista na Força Aérea durante três anos e é formador na área de incêndios.Com este regresso, após sete anos, notou “diferenças consideráveis a nível de infra estruturas e dos meios, que melhoraram substancialmente”.Quanto aos meios de dispõem, o novo comandante vê com “grande optimismo” os Grupo de ISN, Resgate, Cinotecnia, “até porque temos outros projectos no ar”.“Somos, possivelmente o corpo de bombeiros com mais formação da Escola Nacional de Bombeiros e até com mais formadores em todas as áreas. Com este potencial, quero conjuga-los, em projectos”. O primeiro desses projectos passa pela parceria com a Escola Josefa de Óbidos, onde vão ser formados os primeiros 12 bombeiros, que ficarão ainda com a equivalência ao nono ano.“Vão ser ministrados cursos para formar bombeiros ao mesmo tempo que vai ser dado a equivalência ao nono ano. As disciplinas funcionam na escola e a parte técnica será dada nas instalações do quartel de bombeiros de Óbidos, por elementos da corporação”, explicou.Entretanto está já a decorrer um curso de socorrismo, certificado pela Escola Nacional de Bombeiros e pela Cruz Vermelha, com a duração da certificação em três anos, mas Sérgio Gomes quer dentro em breve “ser o corpo de bombeiros de Óbidos a entidade certificadora destes cursos de primeiros socorros”.Outra das metas para este novo comandante passa pelo aumento do número de elementos no corpo de bombeiros.“Somos 75 elementos, mas hoje em dia é difícil arranjar pessoas que tenham disponibilidade para fazerem serviço nocturno.Tenho como prioridade conseguir chegar aos cem homens, apesar de ser difícil já que o concelho é disperso, mas ainda assim abrimos inscrições para uma nova recruta depois de termos divulgado nas escolas a missão dos bombeiros”, disse entusiasmado.Para o actual comandante a maior mancha florestal do concelho situa-se no Bom Sucesso, “logo é uma preocupação porque ao fim de semana acorrem muitas pessoas e pode haver um descuido” alerta. Ainda assim garante que “aquela zona é vigiada”, assim como as manchas florestais no Alto das Gaeiras e na serra da Usseira.Em termos de fogos urbanos e mesmo com viaturas que entram facilmente na Vila, “um fogo dentro da muralha é sempre uma preocupação pelas suas características”. Para minorar esse impacto, o comandante garantiu que está a desenvolver “um plano de acção para dentro da muralha”, garantiu igualmente. Quanto a meios aquáticos, Sérgio Gomes vinca que o corpo de bombeiros possui equipamento, mas a preocupação passa mais uma vez pelos meios humanos. “Garantir uma saída ao minuto para um acidente na Lagoa, na Barragem ou no Mar, não consigo, porque não há capacidade financeira de ter aqui cinco pessoas permanentemente”. Sérgio Gomes, lembra que o corpo de bombeiros de Óbidos “é de voluntários e é dessa forma que sobrevive”, mesmo que por vezes “as pessoas não compreendam a nossa eventual demora para algum tipo de socorro”.“Somos voluntários com missão de profissionais”, concluiu.segunda-feira, julho 30, 2007
Bombeiros de Óbidos têm novo Comandante
Sérgio Gomes é o novo comandante dos Bombeiros Voluntários de Óbidos e quer aposta na formação dos seus homens.Sérgio Gomes de 35 anos de idade, natural de Óbidos, já passou pelo corpo de bombeiros de Óbidos como voluntários e como comandante, em 1998. “Eu já tinha sido comandante em 1998 e como na altura não se concretizou aquilo que agora aconteceu, pedi a minha demissão, porque era bombeiro sapador em Lisboa, durante a Expo 98 e ao mesmo tempo era aqui comandante. Era uma situação incompatível”, disse.O novo comandante que já conhece “a casa”, é bombeiro desde os catorze anos, sempre a formar-se e a subir de categoria, até atingir o posto de sub-chefe.Antes de requisitado para comandante, foi bombeiro sapador de Lisboa, durante 15 anos, frequenta o último ano do curso superior de Protecção Civil, foi bombeiro especialista na Força Aérea durante três anos e é formador na área de incêndios.Com este regresso, após sete anos, notou “diferenças consideráveis a nível de infra estruturas e dos meios, que melhoraram substancialmente”.Quanto aos meios de dispõem, o novo comandante vê com “grande optimismo” os Grupo de ISN, Resgate, Cinotecnia, “até porque temos outros projectos no ar”.“Somos, possivelmente o corpo de bombeiros com mais formação da Escola Nacional de Bombeiros e até com mais formadores em todas as áreas. Com este potencial, quero conjuga-los, em projectos”. O primeiro desses projectos passa pela parceria com a Escola Josefa de Óbidos, onde vão ser formados os primeiros 12 bombeiros, que ficarão ainda com a equivalência ao nono ano.“Vão ser ministrados cursos para formar bombeiros ao mesmo tempo que vai ser dado a equivalência ao nono ano. As disciplinas funcionam na escola e a parte técnica será dada nas instalações do quartel de bombeiros de Óbidos, por elementos da corporação”, explicou.Entretanto está já a decorrer um curso de socorrismo, certificado pela Escola Nacional de Bombeiros e pela Cruz Vermelha, com a duração da certificação em três anos, mas Sérgio Gomes quer dentro em breve “ser o corpo de bombeiros de Óbidos a entidade certificadora destes cursos de primeiros socorros”.Outra das metas para este novo comandante passa pelo aumento do número de elementos no corpo de bombeiros.“Somos 75 elementos, mas hoje em dia é difícil arranjar pessoas que tenham disponibilidade para fazerem serviço nocturno.Tenho como prioridade conseguir chegar aos cem homens, apesar de ser difícil já que o concelho é disperso, mas ainda assim abrimos inscrições para uma nova recruta depois de termos divulgado nas escolas a missão dos bombeiros”, disse entusiasmado.Para o actual comandante a maior mancha florestal do concelho situa-se no Bom Sucesso, “logo é uma preocupação porque ao fim de semana acorrem muitas pessoas e pode haver um descuido” alerta. Ainda assim garante que “aquela zona é vigiada”, assim como as manchas florestais no Alto das Gaeiras e na serra da Usseira.Em termos de fogos urbanos e mesmo com viaturas que entram facilmente na Vila, “um fogo dentro da muralha é sempre uma preocupação pelas suas características”. Para minorar esse impacto, o comandante garantiu que está a desenvolver “um plano de acção para dentro da muralha”, garantiu igualmente. Quanto a meios aquáticos, Sérgio Gomes vinca que o corpo de bombeiros possui equipamento, mas a preocupação passa mais uma vez pelos meios humanos. “Garantir uma saída ao minuto para um acidente na Lagoa, na Barragem ou no Mar, não consigo, porque não há capacidade financeira de ter aqui cinco pessoas permanentemente”. Sérgio Gomes, lembra que o corpo de bombeiros de Óbidos “é de voluntários e é dessa forma que sobrevive”, mesmo que por vezes “as pessoas não compreendam a nossa eventual demora para algum tipo de socorro”.“Somos voluntários com missão de profissionais”, concluiu.
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