quarta-feira, julho 18, 2007

Empresário por um dia” dá prémios a alunos das Caldas

Fábio Noronha, de 12 anos, da Moita de Alvorninha, foi o jovem vencedor da iniciativa “Empresário por um dia”, organizado pela Câmara Municipal das Caldas da Rainha e pela Associação Industrial da Região Oeste (AIRO).O jovem aluno do Colégio Rainha D. Leonor apresentou o projecto “Frutas Noronha” - um novo produto agro-alimentar, que consiste “em tirar as sementes das maçãs e adicionar no seu lugar mel ou outros doces, para pouco tempo depois serem embalados em packs de 6 ou individuais”. A inovação da ideia “é promover a venda de fruta através da junção de um ingrediente apetecível ao consumidor, através da junção de um doce”.Em segundo lugar ficou João Guilherme, de 14 anos, residente na cidade das Caldas, que apresentou um GPS para cegos.A ideia deste também aluno do Colégio Rainha D. Leonor consiste “na criação de um GPS para pessoas invisuais que é composto por um software que se instala no computador e que contém um programa que tem o itinerário para qualquer lugar via áudio”.Para o aluno o seu projecto “promove e facilita a capacidade de deslocação dos invisuais dentro e fora de localidades”.Em terceiro lugar ficou Susana Querido, de 12 anos, que apresentou um projecto de Agroambiente. Esta aluna da EBI/JI de Santa Catarina pretende aproveitar “uma matéria-prima de custo zero para fazer um adubo natural. “Esta ideia começará por distribuir contentores de lixo orgânico em localidades razoavelmente povoadas. Estes contentores terão vários tamanhos e serão distribuídos conforme a população. Esse adubo antes de ir para venda será testado em laboratório para garantir a sua autenticidade. Para rentabilizar financeiramente a empresa teremos uma parte que venderá plantas, material para jardim e jardineiros para irem a casa das pessoas”, relatou.Em quarto lugar Micael Silva, de 13 anos e de Santa Catarina, que apresentou a House Design, que consiste em “personalizar moradias, escritórios ou prédios com pinturas simples ou em 3D bem como desenhos nas fachadas ou paredes dos mesmos”.A quinta classificada, Maria de Fátima, moradora na Benedita, e aluna do Colégio Frei S. Cristóvão, apresentou o projecto Imagimagix.A aluna, de 13 anos, explicou que o seu projecto “centra-se no fabrico de diferentes acessórios e adereços a partir de materiais reciclados. As receitas obtidas como a venda destes produtos revertem a favor do funcionamento de casas de Solidariedade nomeadamente de crianças e jovens desprotegidos. Os produtos são vendidos a todo o público em geral”.A decisão foi realidade bastante difícil para o júri composto Maria da Conceição, Tinta Ferreira e Hugo Oliveira, vereadores da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, e por Nuno Horta, vice-presidente da AIRO.Antes da decisão e da argumentação dos cinco finalistas, o vereador da Educação, Tinta Ferreira, enalteceu “o empenho e a participação das escolas, com os professores, alunos e pais neste iniciativa”.Nuno Horta, em representação dos empresários, admirou “a coragem muito grande dos estudantes em participarem com ideias de negócios”, enquanto que Maria da Conceição, vice-presidente da Câmara Municipal, realçou “a necessidade dos empresários apostarem mais, criarem mais empregos, terem mais ideias dos jovens”.“Melhorar a ligação entre as escolas e as indústrias e comerciantes”, foi outro objectivo que a autarca apontou para esta iniciativa, num desafio lançado aos alunos das escolas do 3º Ciclo das Caldas da Rainha.Segundo a organização, o balanço desta iniciativa “é positivo, já que ideias não faltaram aos jovens”, tendo estado envolvidas 81 turmas, com mais de 250 ideias de negócio/produtos apresentados e 68 Projectos Finalistas.A originalidade e a responsabilidade social eram critérios que pesavam na decisão do júri. Por outro lado, era importante um espírito inovador.Antes da finalíssima os jovens puderam passar pela Calimenta - Indústria de Confeitaria e Conservas de Frutas, Lda, pela Createinfor - Consultoria Informática e Software de Gestão, Lda, pela Horta &Reis – Materiais de Construção, Lda., pela Trofal - Fabrica de Calçado, SA e pela Câmara Municipal das Caldas da Rainha, onde puderam estar em contacto com a realidade empresarial privada e pública.O júri que avaliou os projectos foi constituído pelos parceiros do Centro Incubador das Caldas da Rainha, designadamente Associação Industrial da Região Oeste, Câmara Municipal e Associação dos Jovens Empresários.

Carlos Barroso

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