A época balnear no distrito de Leiria já provocou a morte de três pessoas, elevando para seis o número de vítimas registadas pela Marinha até ao dia 1 de Julho.Cinco pessoas morreram nas praias portuguesas no mês de Junho, duas das quais em praias vigiadas e as restantes em praias não vigiadas, segundo dados divulgados pela Marinha que realça que já foram realizadas 82 operações de salvamento nas praias, desde o arranque da época deste ano.Os cinco acidentes mortais verificados nas áreas de Jurisdição Marítima durante o período de 1 a 30 de Junho estão, de acordo com a Marinha, directamente relacionados com a prática balnear.O último dos casos mortais em praia vigiada ocorreu na praia Martinhal, em Lagos, a 22 de Junho, quando uma pessoa de nacionalidade espanhola, de 42 anos, se afogou por causas ainda desconhecidas.O segundo caso mortal em praia vigiada verificou-se a 10 de Junho na Praia D'El-Rey, em Peniche, quando um cidadão irlandês de 51 anos morreu vítima de doença súbita na zona da rebentação daquela praia.Ainda assim a marinha não contabilizou o afogamento de cidadão suíço, no dia 23 de Junho na praia do Lagido, a norte do Baleal, em Peniche, cujas as causas ainda não foram apuradas.Relativamente às mortes ocorridas em praias não vigiadas, o último caso aconteceu a 22 de Junho na Praia de Nazaré, tendo um homem de idade e nacionalidade desconhecidas sido encontrado a boiar no mar.Um cidadão português de 54 anos morreu vítima de afogamento a 10 de Junho, na Praia Apúlia, Viana, quando passeava nas rochas, de onde terá caído para o mar, segundo a Marinha.O terceiro caso mortal em praias não vigiadas aconteceu a 7 de Junho na Praia Poço Cruz, Aveiro, quando um homem de 49 anos, também de nacionalidade portuguesa, se afogou devido às correntes marítimas.Já este mês, no dia um, uma mulher com 62 anos, morreu afogada na Praia do Salgado, a sul da Nazaré, quando se encontrava à beira-mar, a molhar os pés e foi apanhada por uma onda e arrastada para a zona de rebentação.Quanto à zona da Foz do Arelho, já este ano foram resgatadas três pessoas de pré-afogamentos.O último caso aconteceu no passado dia dois de Julho quando os elementos do ISN dos voluntários resgataram da corrente da Lagoa de Óbidos duas crianças, de 10 e 11 anos, que apenas foram transportadas ao Hospital de Caldas, como medida de prevenção.Já no dia 24 de Junho um outro jovem havia sido resgatado com sucesso pelos bombeiros das Caldas das águas da Lagoa de Óbidos.Segundo os dados fornecidos pelos bombeiros voluntários das Caldas da Rainha, só durante o ano de 2006, foram salvas trinta pessoas, embora apenas três tivessem sido transportadas para o Hospital de Caldas. Destes trinta salvamentos feitos apenas ao sábado e domingo, foram resgatadas com sucesso 10 pessoas com o recurso à mota de água, seis pessoas utilizando a embarcação, três com prancha e onze utilizando a bóia torpedo.Mas os números das assistências dos bombeiros, apenas durante o fim-de-semana na praia do mar e na da Lagoa da Foz do Arelho, não ficam por aqui. Foram feitos 70 tratamentos a veraneantes que tiveram problemas com indisposições, picadelas de peixe-aranha, cortes nas mãos e pés, cansaço e pânico. Em maior número estão as senhoras de idades compreendidas, entre os dois e os 67 anos de idade que recorrem à assistência dos bombeiros e que mais se magoam no areal e nas águas da Lagoa. Mas também os homens se aventuram mais no mar e aberta, nos campos de jogos, e consequentemente são os que mais cuidados precisam, numa faixa etária que se desenvolve entre os três e os 66 anos de idade.Curiosamente os tratamentos prestados são a pessoas vindas do Porto, Rio Maior, Lisboa, Caldas da Rainha, Alcobaça, Alfama, Marinha Grande, Alpiarça e outras localidades de todo território nacional o que reflecte na popularidade da praia.Carlos Barroso
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